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MUSICÓLOGOS

Atualize a sua bioALEXANDRE ANDRADE

Natural de Santa Maria da Feira, Portugal, Alexandre Andrade é licenciado em Música pela Universidade de Aveiro (1995), realizou o Master of Arts in Music Performance/Flute no Waterford Instituto of Technology of Irland (1997), e Doutorado em Música pela Universidade de Aveiro (2005), com o tema "A Presença da Flauta Traversa em Portugal de 1750 a 1850." Actualmente, exerce funções de Professor e Coordenador na Licenciatura em Música do Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares (Viseu) do Instituo Piaget. E, como musicólogo e organólogo, desenvolve um trabalho de investigação centrado nos instrumentos de sopro dos construtores portugueses do século XVIII e XIX.

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06 fevereiro 2007

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CRISTINA FERNANDES

Natural da Guarda, Cristina Fernandes concluiu o Curso Complementar de Piano no Conservatório da Covilhã em 1989. É licenciada em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa, onde obteve também o grau de mestre em Musicologia Histórica em 1998. A sua dissertação foi publicada em 2005 nas edições Colibri sob o título "Devoção e Teatralidade: as Vésperas de João de Sousa Vasconcelos e prática litúrgico-musical no Portugal pombalino".

Em paralelo com a actividade regular como crítica no jornal "Público" (onde escreve desde 1996), tem colaborado com diversas publicações de divulgação musical e musicológica: "Arte Musical", "Opera Magazine", "Revista Portuguesa de Musicologia", "Revista Camões", "The New Grove Dictionary of Music and Musicians", "Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX", entre outras. É ainda autora de notas de programa para concertos e edições discográficas e de dois capítulos sobre Barroco Musical Português inseridos no livro de Denis Morrier Crónicas Musicais de uma Europa Barroca , publicado pelo jornal "Público" e pelo Centro Cultural de Belém.

Exerceu funções docentes em várias escolas de música, entre as quais os Conservatórios da Covilhã e da Guarda, a Escola Profissional de Arcos do Estoril, a Fundação Musical dos Amigos das Crianças, a Academia Superior de Orquestra e a Escola das Artes da Universidade Católica (Porto). Actualmente é bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, encontrando-se a preparar a tese "O sistema produtivo da música sacra em Portuga  nos finais do Antigo Regime: a Capela Real e a Patriarcal  entre 1750 e 1807", na Universidade de Évora, sob a orientação de Rui Vieira Nery.

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13 Setembro 2006

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ELISA LESSA

Elisa Lessa licenciou-se no Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa, obteve o seu Mestrado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1992) e doutorou-se na Universidade Nova de Lisboa (1998) com uma dissertação sobre a música nos mosteiros beneditinos portugueses (séculos XVI-XIX).

Ensina na Universidade do Minho desde 1987 e é membro da direcção da Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural. Publicou diversos artigos sobre educação musical e história da música.

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JOÃO PEDRO D'ALVARENGA

João Pedro d'Alvarenga nasceu em Lisboa em 1961. Fez os estudos de música no Instituto Gregoriano de Lisboa entre 1979-84. Concluiu a licenciatura em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa, em 1988, e o doutoramento em Música e Musicologia pela Universidade de Évora, em 2006.

Foi o responsável pela Área de Música, depois Centro de Estudos Musicológicos da Biblioteca Nacional de Lisboa, 1991-97 e comissário da Capital Europeia da Cultura '94 para a instalação do Museu da Música em Lisboa, 1993-94.

Foi bolseiro da JNICT e do INIC, 1988-91 e recebeu o Prémio de investigação do Conselho Português da Música, em 1993.

Foi co-fundador e membro da Direcção da Associação Portuguesa de Ciências Musicais, 1992-98 e editor da "Revista Portuguesa de Musicologia", entre 1996-98.

É autor de edições críticas de música, de livros e de diversos artigos e textos sobre músicos e música em Portugal, instituições, repertórios vocais sacros e de tecla e respectivas fontes, abrangendo os períodos da Idade Média ao início do século XIX.

É membro integrado do Centro de História da Arte da Universidade de Évora (2000-07). Assistente Convidado da Universidade de Évora (1997-2006), colaborou também com a Área de Música Antiga da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto (2005-06). Actualmente é Professor Auxiliar do Departamento de Música da Universidade de Évora.

Publicações:

www.ensino.uevora.pt/jpa

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30 Março 2007

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JOSÉ MANUEL BETTENCOURT DA CÂMARA

 

José Manuel Bettencourt da Câmara nasceu na ilha de S. Miguel (Açores). No arquipélago natal frequentou o ensino primário e secundário, e iniciou os estudos musicais, tendo como professora Maria Luísa Bruto da Costa. Em Lisboa, frequentou primeiro o Instituto Gregoriano, onde estudou composição com Frederico de Freitas, orgão com Antoine Sibertin-Blanc e canto gregoriano com Júlia de Almendra, e depois o Conservatório Nacional. Aqui teve como professores, em composição, Armando José Fernandes, Joly Braga Santos e Filipe Pires, em canto, Arminda Correia e Helena Pina Manique, e Santiago Kastner em interpretação de música antiga e musicologia, tendo-se diplomado com o Curso Geral de Piano (1977), o Curso Superior de Canto (1977) e o Curso Superior de Composição (1980). Na Fundação Calouste Gulbenkian, obteve o diploma de direcção coral.

Simultaneamente frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em História (1975), tendo sido aluno de José Mattoso, Manuel Antunes, Virgína Rau e Joaquim Veríssimo Serrão. Na Universidade Nova de Lisboa obteve os graus de mestre (1986) e doutor (2000) em Filosofia Contemporânea, "com classificação máxima, por unanimidade, com distinção e louvor", apresentando dissertações sobre o pensamento estético de Maurice Merleau-Ponty, que preparou sob orientação de Isabel Carmelo Rosa Renaud.

Foi presidente da Juventude Musical Portuguesa e membro da direcção do Conselho Português da Música. De 1972 a 2002, integrou o Coro Gulbenkian. Como compositor, é autor de peças para conjuntos de câmara, para piano e outros instrumentos, tendo publicado uma recolha de trechos para crianças ilustrada por seu filho, João Bettencourt da Câmara. Obras suas foram executadas em Portugal e no Brasil, onde foi compositor convidado do festival Música Nova, do Estado de S. Paulo. Tem pronunciado conferências no País e no estrangeiro.

A sua investigação incidiu particularmente sobre o património musical açoriano, até então não estudado, inicialmente na vertente da etnomusicologia e depois na da musicologia histórica, dando especial atenção à figura de Francisco de Lacerda, cuja obra musical e literária tem em curso de publicação. Para tal, criou duas colecções, "Fontes Musicais Açorianas" (Direcção Regional da Cultura, Açores) e "Memória Açoriana", e fundou as Jornadas Musicais dos Açores, em cuja programação incluiu obras dos compositores que vem recuperando. Ocupou-se de outros temas de musicologia portuguesa (Fernando Lopes Graça, música dos séculos XVIII e XX, repertório para canto e piano), numa obra que, entre outras publicações, integra cerca de duas dezenas de livros, em que, além da música, aborda questões de literatura (Vitorino Nemésio), pintura (Domingos Rebelo) e filosofia (estética).

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02 Outubro 2006

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JOSÉ MARIA PEDROSA D'ABREU CARDOSO

Natural de Guimarães, depois de se formar em Filosofia e Teologia, estudou Pedagogia, Didáctica Musical e Direcção Coral, diplomou-se em Piano no Conservatório de Música do Porto, fez a licenciatura em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa e obteve o grau de doutoramento em Ciências Musicais Históricas na Universidade de Coimbra.

A partir de Janeiro de 1987 acumulou a docência na Universidade Nova de Lisboa e no Conservatório Nacional com o cargo de assessor de João de Freitas Branco na direcção artística e de produção do Teatro Nacional de S. Carlos.

Da sua actividade pedagógica, sobressai a direcção de coros e a produção e dinamização musical, aos mais diversos níveis.

Como comunicador, é chamado frequentemente a falar, em Portugal e no estrangeiro, sobre música histórica portuguesa. Participante assíduo em congressos das mais diversas áreas, escreveu numerosos artigos publicados em actas e revistas da especialidade. É autor de O Teatro Nacional de S. Carlos - Guia de Visita, 1991, de Fundo Musical da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, 1995, Carlos Seixas, de Coimbra (coord), 2004, O Canto da Paixão nos Séculos XVI e XVII: A Singularidade Portuguesa, 2006.

Integrando o quadro de nomeação definitiva da Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, é professor auxiliar convidado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde foi director do Mestrado em Ciências Musicais e onde é responsável pela área de Música da licenciatura em Estudos Artísticos. Com investigação musicológica nos principais arquivos musicais portugueses, é investigador do Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Nos seus projectos a breve prazo, figuram a publicação de várias obras de obras de musicologia histórica portuguesa dos séculos XV e XVI bem a tradução de textos medievais relacionados com a música.

Currículo pormenorizado

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19 Março 2007

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JÚLIA D'ALMENDRA (1904-1992)

Musicóloga, pedagoga e violinista, Júlia d´Almendra nasceu em Samões, Vila Flor, em 3 de Outubro de 1904 e morreu em Lisboa, a 22 de Setembro de 1992. Estudou violino com Laura Cronner e Alexandre Bettencourt, em Lisboa, onde iniciou os seus estudos musicais. No final dos anos trinta abandonou a carreira de violinista e começou a interessar-se pela música da Idade Média e Renascimento. Esta viragem foi decisiva, devendo-se, essencialmente, à influência da musicóloga francesa Solange Corbin. Nos primeiros anos da década de quarenta, esta eminente musicóloga esteve em Portugal onde iniciou uma importante pesquisa sobre as fontes documentais mais antigas da música gregoriana nos arquivos de igrejas e conventos. Júlia d´Almendra passou então a estudar com Solange Corbin e com os padres Inácio Aldassoro e Pascal Piriou, ambos professores no Seminário dos Olivais, em Lisboa. Em 1946, a convite do Instituto Francês, partiu para Paris como bolseira do governo francês. Estudou Musicologia na Sorbonne e concluiu os cursos do Instituto Gregoriano de Paris da Universidade Católica. Aqui obteve não só a licenciatura, mas também o título de "Mestre de Capela".

A sua tese de licenciatura, "Les Modes Grégoriens dans l´Oeuvre de Claude Debussy", foi apresentada no Instituto Gregoriano em 1948 e publicada em Paris, em 1950. A crítica internacional foi unânime em considerá-la uma importante contribuição para o conhecimento mais profundo do compositor francês. Até então, ninguém tinha realizado um trabalho de investigação de tal envergadura que exigiu, por um lado, a capacidade de análise musical das complexas construções harmónicas de Debussy e, por outro, um profundo conhecimento da linguagem e expressionismo modal do canto gregoriano. A interessante tese de J. d´Almendra passou a ser uma obra de referência obrigatória para os estudiosos de Debussy e foi adoptada em Escolas e Conservatórios, nomeadamente, o Conservatório de Música Elisabeth da Universidade de Hiroshima, no Japão.

Em 1950, ao regressar a Portugal, iniciou por todo o País uma importante acção para a defesa, difusão e ensino do canto gregoriano, criando, no mesmo ano as "Jornadas Gregorianas Regionais", em todas as capitais de província e as "Semanas Gregorianas de Fátima". Estas Semanas contribuiram para a formação alunos. Nelas ensinaram eminentes mestres nacionais e estrangeiros de renome internacional, nomeadamente, os Cónegos Doutores Manuel Faria, José Augusto Alegria e Mário Brás, o musicólogo Manuel Joaquim, os maestros e compositores Frederico de Freitas e Ivo Cruz (pai), Auguste le Guénnant, Pierre Carraz, Dom Joseph Gajard, Jos Lennards, Jacques Chailley. Em 1951, J. D'Almendra criou a Liga dos Amigos do Canto Gregoriano e em 1953, sob o patrocínio do Instituto de Alta Cultura, o Centro de Estudos Gregorianos que foi a primeira e única Escola de Música Sacra de nível superior em Portugal. Seguindo o modelo do Instituto Gregoriano de Paris, o Centro integrava no seu currículo, cursos regulares de Canto Gregoriano, Polifonia, Paleografia Musical, Direcção Coral, Modalidade, Latim Litúrgico, Harmonia, Composição Superior (Contraponto e Fuga), Pedagogia Musical segundo o Método Ward, Piano, Órgão e Improvisação.

Paralelamente ao movimento gregoriano, desenvolveu o estudo do Órgão como instrumento não apenas de litúrgico, mas também artístico. Os estudos históricos de Santiago Kastner, Gerhard Doderer e do Padre Manuel Valença provam que a tradição organística em Portugal estava quase perdida. J. D'Almendra, conhecendo bem o ambiente artístrico parisiense, convidou os mais eminentes mestres franceses que contribuiram para o renascimento da arte do Órgão em Portugal - Gaston Litaize, Jean Guillou, Édouard Souberbielle e Antoine Sibertin-Blanc. Para além da intensa actividade como concertistas, prepararam várias gerações de jovens organistas portugueses.

Foi também a introdutora do Método Ward em Portugal, tendo concluido em Paris o Curso Ward, orientado pelo pedagogo holandês Jos Lennards. Ainda nos anos cinquenta, J. d´Almendra criou as primeiras classes Ward nos Parques Infantis da poetisa Fernanda de Castro. Em 1967, introduziu no Centro de Estudos Gregorianos classes infantis de formação musical segundo este Método. Durante quase uma década organizou, anualmente, em Lisboa, as Jornadas Infantis Ward que congregaram milhares de crianças de escolas primárias e colégios de Lisboa, Tomar e outros locais do País. Dedicou-se igualmente à organização de concertos espirituais de canto gregoriano, polifonia e Órgão, tendo fundado o Coro Infantil ward, a Schola, o Coro Palestrina e a Capela Gregoriana.

Para além da sua actividade pedagógica, J. D'Almendra criou, em 1956, a revista "Canto Gregoriano", publicação trimestral da especialidade que dirigiu durante três décadas. Publicou inúmeros artigos em revistas e jornais nacionais e estrangeiros, proferiu conferências em Portugal, França e Brasil.

Colaborou em vários Colóquios Internacionais, nomeadamente, nas comemorações do centenário do nascimento de Claude Debussy e do cinquentenário da morte de Gabriel Fauré, a convite do Centro Nacional de Investigação Científica (C. N. R. S). Foi membro honorário da Sociedade Internacional de Musicologia da Basileia e delegada em Portugal da Consociatio Internacionalis Musicae Sacrae.

Pela sua meritória acção científica, pedagógica e artística que enriqueceu o universo da música em geral e da música sacra, em particular, J. D´Almendra foi agraciada, pelo governo francês em 1958, com a Cruz de Cavaleiro das Palmas Académicas. Em 1974, a Santa Sé condecorou-a com a Medalha Pro Eclesia e em 1984, recebeu do governo português a Medalha de Instrução Publica. Já postumamente, foi homenageada em 1992, em Coimbra, pela Associação dos Amigos do Órgão de Igreja.

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JÚLIA-MIGUEL R. BERNARDES

Júlia-Miguel nasceu em Lisboa em 1963. Frequentou o Externato Mundo Infantil da Av. Gago Coutinho e iniciou uma educação musical formal a partir de 1967 com os professores José Aquino (Iniciação Musical) e Teixeira (Violino) na escola da Fundação Calouste Gulbenkian sita então na Rua Tenente Espanca.

Em Setembro de 1972 iniciou os estudos do regime integrado do Conservatório Nacional e da Escola Secundária Francisco Arruda na Rua dos Caetanos. Durante seis anos seguiu ambos os programas de Ballet e de Música desse Conservatório, tendo trabalhado, na Escola de Dança, com professores como Julie Cross, Patrick Hurde, Elisa Worm, Ana Pereira Caldas, Anna Mascolo, Yoshi Morimoto, Manuela Valadas, Graça Bessa e Gil Mendo; e na Escola de Música com professores como Lídia de Carvalho, Fernando Callazans, Ana Domingues, Salomé Leal, Carlos Manaças, Fernando Eldoro, Teresita Gutierrez-Marques, Álvaro Salazar, Elisa Lamas, Christopher Bochmann, Constança Capdeville e Jorge Peixinho. Não concluiu os estudos da Escola de Dança mas continuou aulas de ballet clássico na Escola-Estúdio Anna Mascolo, a qual visita sempre que pode até ao presente, 2008.

Por outro lado, durante dois anos teve também aulas de Composição com Fernando Lopes-Graça e de Piano com António Toscano na Academia de Amadores de Música. Continuou estudos de Piano particularmente com António Toscano e frequentou durante três anos os seminários de Composição de Emmanuel Nunes na Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 1981 e 1984 frequentou relutantemente o curso de Medicina. Em 1983 obteve o Diploma do Curso Geral de Composição do Conservatório Nacional de Lisboa.

Em 1988 obteve o Diploma de Licenciatura em Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa. No contexto desta licenciatura, trabalhou com professores como João de Freitas Branco, Gerhard Doderer, Rui Vieira Nery, Paulo Ferreira de Castro, Constança Capdeville, Salwa El-Shawan Castelo-Branco, José Luís Maia, Carlos Fafaiol e José Maria Pedrosa Cardoso. A partir de Setembro 1988 frequentou o programa de doutoramento em Etnomusicologia da Columbia University in the City of New York em cujo Music Department leccionou a vários títulos entre 1989 e 1995.

Obteve um Master of Arts in Music em 1990 e um Master of Philosophy in Music em 1992 pela mesma universidade. No contexto deste programa de doutoramento trabalhou com professores como Dieter Christensen, Alexander Alland, Marcia Wright, Leeman Perkins, John Baily, Peter Manuel, Jonathan Kramer, Gage Averill, Sean Williams, Mark DeBellis and Jacques-Louis Monod.

Lecciona esporadicamente na região metropolitana de Nova Iorque (Rutgers University Newark and CUNY-City University of New York). Criatura gregária e solar, nunca se adaptou a viver nos EUA e neles dedica-se preferencialmente a assuntos introspectivos e/ou analíticos e sintéticos cuja listagem se encontra no curriculum vitae em inglês.

Entre outros trabalhos, é autora principal de Uma Discografia de CDs da Composição Musical em Portugal do Século XIII aos Nossos Dias publicada em 2003 pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

Faz aprentações de trabalhos em conferências em vários países (Japão, Portugal, China, EUA) e tenta manter contacto e companheirismo profissional constante, sendo da opinião de que qualquer trabalho deve ser sempre submetido aos pareceres de outros colegas e especialistas na matéria antes de ser dado a público. Ambiciona regressar a Portugal definitivamente.

CURRICULUM VITAE Curriculum Vitae

JÚLIA-MIGUEL BERNARDES

Fotos

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14 Abril 2008

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LUÍSA CYMBRON

Luísa Cimbron estudou música nos Conservatórios Regional de Ponta Delgada e Nacional de Lisboa e licenciou-se em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa onde é docente desde 1985.

Realizou Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em 1990 (Francisco de Sá Noronha e "L'Arco di Sant'Anna". Para o Estudo da Ópera em Portugal (1860-70) e doutorou-se 1999 com a tese A Ópera em Portugal (1834-1854): o sistema produtivo e o repertório nos teatros de S. Carlos e de S. João.

É co-autora, com Manuel Carlos de Brito, de uma História da Música Portuguesa (Lisboa, Universidade Aberta, 1992), colaboradora do projecto RIPM (Répertoire International de la Presse Musicale) e autora de vários artigos sobre história da música portuguesa. É colaboradora do The New Grove Dictionary of Opera (Londres, Macmillan, 1992), Dicionário de Autores Portugueses e Dicionário de Música e Músicos Portugueses, (Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, no prelo), The New Grove Dictionary of Music and Musicians (Londres, Macmillan, 2000) e Die Musik in Geschichte und Gegenwart (Kassel, Bärenreiter, 1998 - ).

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30 Março 2007

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MANUEL CARLOS DE BRITO

Manuel Carlos de Brito desempenha a função de Professor Associado e Coordenador do Departamento de Ciências Musicais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Anteriormente, foi responsável pelo Centro de Estudos Musicológicos da Biblioteca Nacional de Lisboa e Director da Revista Portuguesa de Musicologia.

Tem-se dedicado ao estudo da História da Música Portuguesa, particularmente dos séculos XVII a XIX, e em especial da História da Ópera no século XVIII. Destacam-se, entre outras publicações: "Vilancicos do Século XVII do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra", Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1983; "Opera in Portugal in the Eighteenth Century", Cambridge University Press, 1989; "Estudos de História da Música em Portugal", Lisboa, Editorial Estampa, 1989; "Crónicas da Vida Musical Portuguesa na Primeira Metade do Século XIX", com David Cranmer, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1990; "História da Música Portuguesa", com Luísa Cymbron, Lisboa, Universidade Aberta, 1992.

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30 Março 2007

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MANUEL PEDRO FERREIRA

Nascido em 1959, Manuel Pedro Ferreira diplomou-se em flauta transversal pelo Conservatório Nacional, licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lisboa. Obteve os graus de Mestre e de Doutor em Musicologia na Universidade de Princeton (E. U. A.), sendo actualmente Professor Associado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona sobre a música da Idade Média e do Renascimento.

Presidente da Juventude Musical Portuguesa entre 1985 e 1987, tem-se dedicado também à crítica musical, à composição e à interpretação (dirige desde 1995 o grupo Vozes Alfonsinas, com o qual gravou vários discos compactos). Foi assessor principal na Sociedade "Lisboa 94" na área da música clássica e membro de vários júris nacionais e internacionais, tendo sido nomeado em 1996 perito da União Europeia para assuntos musicais. Foi professor na Academia Nacional Superior de Orquestra, em Lisboa (1995-1997) e na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto (1997-2000).

Como musicólogo, publicou mais de quarenta artigos de investigação, que versam temas que vão da monodia medieval à obra de compositores contemporâneos. É também colaborador de vários dicionários especializados, incluindo a nova edição das enciclopédias New Grove e M.G.G. Foi responsável pela publicação facsimilada do Cancioneiro de Elvas (1989) e do manuscrito 714 da Biblioteca Pública Municipal do Porto (2001). Recebeu o Prémio de Ensaísmo Musical do Conselho Português da Música pelo seu livro O Som de Martin Codax (Lisboa, 1986). É desde 1998 Presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Ciências Musicais.

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30 Março 2007

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MARIA DO AMPARO CARVAS MONTEIRO

Maria do Amparo Carvas Monteiro é licenciada em História pela Universidade de Coimbra (1984), onde igualmente fez o Mestrado em Ciências Musicais (1992) e o Doutoramento em Ciências Musicais (2003).

Diplomada em Composição e em Canto (Conservatório Nacional), tem complementado os seus estudos com cursos intensivos, no país e no estrangeiro, designadamente nas áreas de Didáctica Musical, Psicologia da Música, Musicoterapia, Canto, Percussão, História da Música Antiga, História da Música Portuguesa, Direcção Coral, Metodologias de Investigação, Novas Tecnologias, Introdução ao Áudio-Digital, Áudio e Recursos Educativos Digitais para as Novas Formas de Interacção Multimédia e Áudio em Vídeo.

Foi bolseira do Instituto Nacional de Investigação Científica (1990-1992) e bolseira no âmbito do PRODEP (1999-2001).

Leccionou no ensino básico e secundário e na formação de professores do magistério primário, desde 1985.

Desde 1990 é docente da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra (em cursos de Mestrado e de Licenciatura, sendo professora coordenadora de uma delas), tendo acumulado funções na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra nos anos de 2005, 2006 e 2007.

Tem cerca de 30 títulos publicados e cerca de 40 títulos no prelo.

É membro e investigadora do Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos (CIEC) e do "Círculo Permanente" da Akademie Brasil-Europa für Kultur-und Wissenschaftswissenschaft, vinculada ao Institut für Studien der Musikkultur des Portugiesischen Sprachraums, Alemanha.

É conselheira da Curadoria Científica do Institut fur Studien der Musikkcultur des portugiesischen Sprachraumes, Alemanha.

Publicações

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04 Julho 2009

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MARIA JOSÉ BORGES

Maria José Borges (Maria José Quaresma de Carvalho Alves Borges Valentim) nasceu em Lisboa em 1960. Iniciou os estudos musicais aos 6 anos no piano com Maria Teresa Mayer Garção, continuando-os, a partir do Curso Geral, no Conservatório Nacional de Lisboa. É licenciada em História (1982) e em Ciências Musicais (1988), pela Universidade Nova de Lisboa e pós-graduada em Musicologia Histórica (2001) pela mesma Universidade. Possui igualmente o Curso Superior de Piano (9º Ano), concluído em 1984 no Conservatório Nacional de Lisboa, na classe do Prof. Menéres Barbosa, tendo sido, simultaneamente, aluna dos professores Artur Santos (Harmonia), Maria Amélia Abreu (Educação Musical), Carlos Manaças (Acústica), Fernanda Mella (História da Música), Macário Santiago Kastner (História da Música) e Manuel Peres Newton (Música de Câmara).

É, actualmente, docente do Quadro de Nomeação Definitiva da Escola de Música do referido Conservatório onde começou a leccionar Instrumento de Tecla (1985-1989), leccionando a partir de 1989 somente História da Música.

No âmbito da sua actividade docente integrou em 1989/90, uma equipa ministerial coordenada pelo Prof. Doutor Fraústo da Silva, para a reorganização dos planos curriculares, dando apoio à área de História da Música, em colaboração com J.M. Pedrosa Cardoso. Com o mesmo autor tem já publicados dois volumes de um Manual de História da Música (História da Música, Manual do aluno, Lisboa, Eds. Sebenta: 1º Ano 1996; 2º Ano, 1999), estando em preparação o terceiro e último volume.

Presentemente, encontra-se a concluir a dissertação de Mestrado em Musicologia Histórica, no Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa cujo tema é «A produção musical de índole política no período liberal:1820-1851».

Para além de actividades esporádicas de música prática (gravações, acompanhamentos) tem-se dedicado, preferencialmente, às actividade de âmbito musicológico (conferências, colaborações, artigos, recensões), junto de várias entidades como a A.P.E.M. (Associação Portuguesa de Educação Musical), a A.P.C.M. (Associação Portuguesa de Ciências Musicais), a Comissão Nacional para os Descobrimentos Portugueses, Revista Colóquio / Artes,, entre outras. Fez parte da Comissão Científica da reconstituição da "Embaixada do Rei D. Manuel de Portugal ao Papa Leão X em 1514" (Lisboa/Expo Sevilha 1992). Foi, ainda, colaboradora da Nova Enciclopédia Larousse, editada pelo Círculo de Leitores, e da Nova História de Portugal, dirigida pelos Profs. Joel Serrão e A.H. de Oliveira Marques, nomeadamente, nos volumes IX e X.

Para além da Musicologia interessa-se, ainda, pela História local (nomeadamente das Beiras), assim como pela Genealogia, onde tem alguns textos publicados, ou em preparação, em revistas da especialidade.

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Correio electrónicoCorreio: mjborges7@hotmail.com

01 Junho 2007

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MÁRIO VIEIRA DE CARVALHO

Nascido em Coimbra a 7 de Outubro de 1943, Mário Vieira de Carvalho é musicólogo e professor catedrático, em regime de dedicação exclusiva, na Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (desde 1997). Exerceu as funções de Vice-Reitor da mesma universidade de 17 de Fevereiro de 2003 a 31 de Dezembro de 2004, tendo assumido espcialmente a coordenação dos pelouros do Processo de Bolonha, da nova Área das Artes e dos Serviços Académicos.

Foi fundador e director do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (CESEM) (1997), unidade de investigação avaliada com a classificação de "Muito Bom", na primeira avaliação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (2003). Coordenou o Projecto 'Investigação, Edição e Estudos Críticos de Música Portuguesa dos Séculos XVIII a XX', envolvendo várias instituições, avaliado como "Excelente" pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e integralmente executado entre 1 de Março de 1998 e 15 de Setembro de 2000 (financiamento de 500 mil euros). Co-Coordenador internacional do Projecto "Images of Music - A Cultural Heritage" (Iconografia Musical), em que participaram investigadores de sete países europeus (2002-2003).

Foi coordenador e co-organizador, desde 1990, de vários Colóquios Internacionais, designadamente, em 2003 e 2004, da «5th International Conference of Sociocybernetics: Social Knowledge for the Contemporary World», Research Committee 51 on Sociocybernetics, International Sociological Association (Lisboa, Portugal, July 26-31, 2004), "Images of Music - A Cultural Heritage", organizado pelo CESEM (Fundação Gulbenkian, Maio de 2003) e "Expression, Truth and Authenticity: On Adorno's Theory of Music and Musical Performance" comemorativo do centenário de Theodor W. Adorno, organizado pelo CESEM (Universidade Nova de Lisboa, FCSH, Novembro de 2003).

Desde 2003, é membro da direcção do Research Committee 51 - Sociocybernetics, da Associação Internacional de Sociologia, referee da revista Theory, Culture & Society, desde 2002, membro da Direcção da Europäische Musiktheater-Akademie, com sede em Viena (eleito na sessão plenária de 22 Setembro de 2001).

Foi presidente do Conselho Científico da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas de 12 de Janeiro de 1998 a 17 de Fevereiro de 2003 e presidente da Comissão Científica do Departamento de Ciências Musicais de 1987 a 1990 (após ter tomado posse como Professor Auxiliar) e entre Outubro de 1996 e Janeiro de 1998.

Foi fundador e coordenador internacional de uma rede Erasmus em Musicologia, envolvendo sete universidades europeias (1990-1998), responsável pelo Programa Erasmus neste domínio na UNL.

Agregação em Ciências Musicais, disciplina de Sociologia da Música, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Junho de 1996. Aprovado por unanimidade.

Obteve a aprovação por unanimidade no concurso para Professor Associado (1993), tendo apresentado relatório sobre os conteúdos e métodos da disciplina de Sociologia da Música.

Fez o doutoramento em Ciências Musicais, com a mais elevada classificação (summa cum laude), pela Universidade Humboldt de Berlim - RDA (1985) (dissertação com o título 'Pensar é morrer', ou O Teatro de São Carlos na mudança de sistemas sociocomunicativos; edição portuguesa: Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda 1993; edição da versão original alemã, revista e actualizada, com o título Denken ist Sterben. Sozialgeschichte des Opernhauses Lissabon, Kassel, etc.: Bärenreiter, 1999).

Foi assistente do Prof. Joachim Herz para a dramaturgia e encenação da ópera Wozzeck de Alban Berg na Ópera de Dresden (Março a Junho de 1984).

Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Universidade Humboldt entre 1980 e 1984. Teve bolsa de investigação do DAAD em Berlim (Freie Universität) de Outubro a Dezembro de 1992 e 'Research fellow' do King's College da Universidade de Londres, Institute of Advanced Musical Studies, de Março a Julho de 1995 (bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia).

Entre os seus campos de investigação contam-se: Sociologia da Música, Ópera, Música Contemporânea, Música e Literatura, Estudos do século XVIII, Wagner, Luigi Nono, Música Portuguesa dos séculos XVIII a XX.

Na Universidade Nova de Lisboa tem regido as disciplinas de Sociologia da Música e História da Música (séc. XX), entre outras, e orientado seminários temáticos diversos nos Cursos de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento (p. ex. 'O debate em torno do Pósmodernismo na Música', 'Musicologia e Gender Studies', 'O Som e o Sentido - Questões Aprofundadas de Hermenêutica Musical', 'Literatura e Cultura da Escuta', 'Sociologia das artes: Bourdieu versus Luhmann', 'Theodor W. Adorno: Estética e Sociologia da Música').

Tem regido ainda cursos de Sociologia da Música, como professor convidado, na Universidade Humdoldt de Berlim (2000), Leopold-Franzens-Universität Innsbruck (2001), Universidade de S.Paulo (2002) e Universidade do Minho (2004).

Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa (1968), iniciou-se como crítico musical em 1968 em O Século a convite (e como colaborador) de João de Freitas Branco, mas o seu primeiro ensaio musicológico foi publicado no ano anterior na revista Movimento da Associação de Estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa (com o título 'Fernando Lopes-Graça: equação entre o artista e o seu meio'). Ainda em 1968 tornou-se crítico musical do Jornal do Comércio (a convite e em substituição de João José Cochofel) bem como da revista Vida Mundial. Em 1972, ingressou como crítico musical no Diário de Lisboa (a convite de José Saramago), ali permanecendo até 1989 (também como repórter, entre 1977 e 1980). Posteriormente exerceu a crítica musical no Jornal de Letras, publicando também, desde 1970, em revistas e jornais como Seara Nova, Comércio do Funchal, Vértice.

É membro da Sociedade Internacional de Musicologia, da Gesellschaft für Musikforschung, da Associação Internacional e da Associação Portuguesa de Sociologia, da Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII, da Sociedade Norte-Americana para o Estudo de Jean-Jacques Rousseau, da Associação Portuguesa de Escritores, da Sociedade Portuguesa de Autores, do Conselho Cultural da Fundação Eça de Queirós, e do PEN Clube Português.

Em 1986 foi distinguido com Medalha Liszt, atribuída pelo Governo da República da Hungria.

Desde 14 de Março de 2005 exerce funções governamentais como Secretário de Estado da Cultura do XVII Governo Constitucional.

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30 Março 2007

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PAULA GOMES RIBEIRO

Paula Gomes Ribeiro é especializada em Dramaturgia e encenação de ópera e teatro musical; sociologia da música; música no contexto multiartístico - final do século XIX e século XX.

Concluiu em Junho de 2000 o doutoramento em Estética, Ciências e Tecnologias da Arte - Música, especialização em Dramaturgia de Ópera, pela Universidade de Paris VIII. Fez o mestrado em Música, especialização em Dramaturgia de Ópera, na Universidade de Paris VIII, e a Licenciatura em Ciências Musicais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Durante a sua formação obteve bolsas de estudo e subsídios dos Ministério da Ciência e Tecnologia, Educação e Cultura e da Fundação Marquês de Pombal.

Após ter realizado os primeiros estudos musicais na Academia de Música de Santa Cecília ingressou no Conservatório Nacional, curso de piano, frequentando igualmente diversos seminários internacionais em direcção coral e técnica vocal tendo desenvolvido uma actividade significativa como directora coral durante vários anos. A especialização no domínio da dramaturgia musical levou-a a realizar toda uma série de seminários e oficinas de teatro, ópera e encenação. Durante a estada em Londres realizou cursos de Direcção de Cena e Encenação, nomeadamente no e participou no programa pedagógico da English National Opera.

Dirigiu diversas produções de teatro musical e trabalhou como assistente de encenação de Christian Cheyrezy na Ópera de Massy, Paris. Desde que assumiu a direcção cénica do Atelier de Ópera do Conservatório Nacional, tem vindo a encenar e conceber dramaturgicamente vários espectáculos, nomeiem-se como exemplo Ma guarda il catalogo! Allora capirai!, dissertações sobre Don Giovanni de W. A. Mozart, AOCN, Lux, 27-29 Jun. 2006, ou Plantons des parapluies dans nos têtes cocasses: Erik Satie ou le mal de mer, criação original apresentada no contexto do Festival Transeuropéennes de Rouen em Março de 2007.

Responsável em Portugal pelo Projecto Internacional: Études sur la Dramaturgie Musicale Contemporaine en Europe, que envolve uma rede de investigadores europeus especializados em dramaturgia musical dos séculos XX e XXI, com sede na Universidade de Paris VIII.

É investigadora do CESEM, Centro de Estudos em Sociologia e Estética Musical - FCSH, Universidade Nova de Lisboa, docente do Departamento de Ciências Musicais da mesma universidade, docente da Licenciatura em Música do Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares, I. Piaget Almada. É docente do Departamento de Ciências Musicais da FCSH/UNL, a 30%, desde 2005. Integra o corpo docente da pós-graduação em Estudo Sobre a Mulher, na UNL, cujo seminário sobre 'música e género' tem vindo a assegurar nos últimos anos. Tem vindo a colaborar com a Universidade do Minho para a orientação de seminários de mestrado na área da Sociologia da Música.

Colabora regularmente com a Fundação Calouste Gulbenkian e o Teatro Nacional de São Carlos na redacção de textos musicológicos. Escreveu crítica e crónica musical para o Independente, Diário de Lisboa, Jornal de Letras e Blitz e colaborou com a Antena 2 na realização de programas.

É requisitada regularmente para a apresentação de conferências e orientação de seminários de Mestrado e Doutoramento no domínio da dramaturgia musical e da sociologia da música. Publica regularmente artigos no domínio da especialização em revistas especializadas e generalistas. Publicou na editora Harmattan o livro Hystérie et Mise-en-Abîme, le drame lyrique au début du XXe siècle, Paris, 2002

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06 Abril 2007

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PAULO FERREIRA DE CASTRO

Paulo Ferreira de Castro estudou Piano, Canto e Composição no Conservatório e na Escola de Música do Porto, formando-se em Musicologia na Universidade de Estrasburgo (França) em 1985 com uma tese sobre Claude Debussy. Especializou-se depois nas áreas da Análise e Dramaturgia Musical, obtendo em 1988 o grau de Master of Arts pela Universidade de Leeds (Grã-Bretanha), em Estudos de Ópera. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2007 obteve o seu Doutoramento pela Universidade de Londres (Royal Holloway College), com uma tese sobre música e linguagem baseada na filosofia de Wittgenstein.

Tem concentrado o essencial da sua actividade nos campos da investigação e da docência, principalmente no âmbito do Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa, sendo autor de numerosos estudos musicológicos, e co-autor, com Rui Vieira Nery, de uma História da Música Portuguesa distinguida com o Prémio de Investigação e Ensaísmo Musical do Conselho Português da Música. Foi colaborador do Expresso entre 1989 e 1992, como crítico musical, e tem participado em múltiplas iniciativas de divulgação musical (RTP, RDP, Os Amigos do São Carlos, Centro Nacional de Cultura, Culturgest, Centro Cultural de Belém, Casa da Música, Fundação de Serralves, Culturporto, Europarque, Jornadas Nova Música etc.), colóquios e conferências nacionais e internacionais.

Colaborador do Teatro Nacional de São Carlos desde 1986, a convite de João de Freitas Branco, foi nomeado em 1992 Director Artístico daquela instituição, cargo que desempenhou até ao ano 2000 (com uma interrupção em 1995-96), e que acumulou com os de Administrador (desde 1996) e Director (desde 1998). Nessa qualidade, foi responsável por mais de 60 produções operáticas, de Monteverdi a Ligeti (muitas das quais em estreia portuguesa), para além de inúmeros concertos e recitais, gerindo paralelamente a programação da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Como encenador, assinou, no TNSC, Fidelio (Beethoven), Le Rossignol (Stravinski), Les Troyens (Berlioz) e A Flauta Mágica (Mozart). Em 1998, fundou o Festival Internacional de Músicas Contemporâneas de Lisboa, "Música em Novembro".

Paulo Ferreira de Castro foi ainda Comissário para a Área de Espectáculos da Sociedade Portugal/Frankfurt 97. É membro do Conselho Português da Música, da Associação Portuguesa de Ciências Musicais e do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa. Actualmente, faz parte do Conselho Editorial do projecto de publicação de música portuguesa da iniciativa da Direcção-Geral das Artes (Ministério da Cultura), e desenvolve projectos de investigação em torno das temáticas da ópera e da modernidade musical, em parte financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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11 Dezembro 2007

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RUI VIEIRA NERY

Rui Vieira Nery nasceu em Lisboa em 1957. Iniciou os estudos musicais na Academia de Música de Santa Cecília e prosseguiu-os no Conservatório Nacional de Lisboa, onde foi aluno de Melina Rebelo (Piano), Constança Capdeville (Composição) e Macario Santiago Kastner (Musicologia e Interpretação de Música Antiga).  

É Licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa (1980) e Doutorado em Musicologia pela Universidade do Texas em Austin (1990), que frequentou como Fullbright Scholar e bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, e onde trabalhou, designadamente, com os Professores Robert Snow, Gérard Béhague, Douglass green, Michael Tusa e Elliot Antokoletz. De 1985 a 2000, ensinou no Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa e é actualmente Professor Associado do Departamento de Artes da Universidade de Évora. É, desde 1992, Director-Adjunto do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian, onde é directamente responsável pelas actividades de Música Antiga e Musicologia.

Como musicólogo, é autor de diversos estudos sobre História da Música Portuguesa, dois dos quais receberam o Prémio de Ensaísmo Musical do Conselho Português da Musica (1984 e 1992), bem como de largo número de artigos cientificos publicados em revistas e obras colectivas especializadas, tanto portuguesas como internacionais. É frequentemente convidado a participar em congressos e seminários cientificos e a proferir conferências, em todo o país e em vários paises da Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Os seus temas de investigação incluem a problemática do Maneirismo e do Barroco na Música Ibérica e os processos de interpenetração cultural na Música Portuguesa, do vilancico à modinha e ao fado. Trabalha presentemente na revisão para publicação da sua tese de Doutoramento sobre a Biblioteca de Música de D. João IV, num estudo de fundo sobre a vida musical luso-brasileira, na óptica dos viajantes estrangeiros do final do Antigo Regime (1750-1834), e em diversos projectos de edição de Música Portuguesa dos sécs. XVI a XVIII.

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SUSANA SARDO

Susana Sardo é licenciada em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa, onde foi assistente estagiária entre 1990 e 1997. Em 1995 prestou provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em Etnomusicologia na mesma Universidade com uma tese no domínio da música migrante, baseada num estudo de caso sobre o papel da música no contexto de um grupo de migrantes goeses residentes na área da grande Lisboa.

Desde 1997 é assistente no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro. Encontra-se a preparar a sua tese de Doutoramento em Etnomusicologia, para a qual vem desenvolvendo trabalho de investigação em Goa desde 1987. É membro do Conselho Científico do Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa.

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TERESA CASCUDO

Teresa Cascudo nasceu em 1968 e é actualmente professora na Universidad de La Rioja (Espanha), instituição de ensino que desde 1999 lecciona uma licenciatura em Ciências Musicais online. É ainda assessora do Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Cascais no Museu da Música Portuguesa (Casa Verdades Faria), no âmbito da catalogaçäo dos seus fundos arquivísticos, nomeadamente o do compositor Fernando Lopes-Graça. Colabora habitualmente nos diários Público e Mundoclasico.com e é autora de estudos sobre música publicados por diversas editoras e revistas especializadas em Portugal, Espanha e Inglaterra.

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Correio electrónicoCorreio: teresa.cascudo@dea.unirioja.es

01 Julho 2003

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TIAGO HORA
Tiago Hora, foto Xpressing Music

Produtor e Musicólogo, Tiago Hora é investigador do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (grupo de “Música Erudita na Perspectiva dos Estudos Culturais”) da Universidade Nova de Lisboa (UNL) e doutorando em Ciências Musicais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, sob a orientação de Rui Vieira Nery. É Mestre em Musicologia Histórica desde 2010 pela UNL onde cursou sob a orientação de David Cranmer.

Entre 2012 e 2014, colaborou com o CITAR-UCP nos projetos “Espólio Orpheon Portuense” e “Espólio Ivo Cruz”. É autor da publicação "Espólio Manuel Ivo Cruz: Música Manuscrita Portuguesa e Brasileira" (UCE-Porto, 2013), co-autor do livro “Orpheon Portuense (1881-2008): Tradição e Inovação” (UCE, 2014) e autor do livro “Joaquim Simões da Hora: Intérprete, Pedagogo e Divulgador” (Edições Colibri, 2015).

Participa regularmente em colóquios e congressos nacionais e internacionais na área da investigação em música, e tem também participado em diversos concertos como comentador e organizado workshops e cursos livres de História da Música, com destaque para as edições “A Música e a sua História” na Biblioteca Municipal Almeida Garrett (Câmara Municipal do Porto). Escreve com regularidade para diversas rubricas em periódicos, programas de concertos e é autor de vários textos e argumentos para espetáculos musicais.

Em 2015 foi convidado pela Câmara Municipal do Porto como comissário para a curadoria da exposição “Fernando Lopes-Graça e Eugénio de Andrade: o diálogo entre a música e a poesia”, instalada na Biblioteca Pública Municipal do Porto e no Museu da Música Portuguesa.

Em 2011 fundou a ARTWAY, onde tem sido responsável pela direcção artística e produção de diversos concertos e espetáculos, com alguns dos mais destacados músicos e artistas da actualidade, nas principais salas de concertos e festivais de música em Portugal, destacando-se com especial enfoque a sua actividade no ramo da produção discográfica.

Assinou a produção discográfica de discos para editoras como a Grand Piano (Naxos), Arkhé Music, Portugaler ou Artway Records.

Como sócio-gerente da ARTWAY, é membro associado da AEAA – Association Européenne des Agents Artistiques desde 2014.

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Correio electrónicoCorreio: tiagohora@artway.pt

07 fevereiro 2017

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VANDA DE SÁ

Vanda de Sá iniciou a sua formação musical na Academia de Música de Santa Cecília, que prosseguiu na Academia dos Amadores de Música e no Conservatório Nacional. É licenciada (1990) e mestre (1996) em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Actualmente prepara doutoramento em Musicologia Histórica na Universidade de Évora onde exerce funções de docência. É membro integrado do Centro de História de Arte da Universidade de Évora. Foi docente no Conservatório Nacional (1995-2000).

Desenvolveu actividade de crítica e divulgação musical na RTP2, nos jornais "Público" (1992-95) e actualmente no "Expresso". É autora de notas de programa para concertos e edições discográficas. Integra o corpo redactorial da Enciclopédia de Música e Músicos em Portugal no século XX.

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13 Abril 2007

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