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Músicos

COMPOSITORES

Oiça música portuguesa contemporânea
ÁLVARO SALAZAR
Álvaro SALAZAR, portuguese composer

Compositor, chefe de orquestra e crítico musical, Álvaro Salazar nasceu no Porto e estudou no Conservatório Nacional de Lisboa, onde é professor de Composição, funções que também exerce na Escola Superior de Música do Porto. Teve como mestres, no estrangeiro, Gilbert Amy (Análise) e Hans Swarowsky e Pierre Dervaux (Direcção de Orquestra) e, na qualidade de bolseiro da Fundação Gulbenkian, frequentou em Paris o estágio de música electroacústica do GRM. Nas provas finais do curso de Direcção de Orquestra ministrado por Dervaux na École Normale de Paris, foi-lhe concedida, por unanimidade, a mais alta classificação.

Em 1978, fundou a "Oficina Musical", grupo dedicado ao estudo e divulgação da música do séc. XX, do qual é director artístico. Como chefe de orquestra, actuou à frente de todas as orquestra portuguesas e ainda em Espanha, Colômbia, França, Alemanha e Itália. Devem-se-lhe primeiras audições mundiais e portuguesas de autores tão significativos como Janacek, Ives Webern, Villa-Lobos, Varèse, Eisler, Dessau, Kurt Weil, Feldman, Ligeti, Georgescu, Láng, Finissy, Acilú, Barce, Olavide, Marco.

Tem participado como compositor, membro de júris em concursos de composição e conferencista em vários cursos e festivais internacionais (Brasil, Colômbia, Alemanha, Espanha, Itália e Polónia). Esteve também presente, como crítico convidado, nos Festivais de Royan, Berlim Leste e Varsóvia. Colaborador habitual do Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea, foi maestro titular do Grupo de Câmara do Festival do Estoril desde 1979 até 1985.

Entre as suas principais obras contam-se as peças de Câmara "Palimpsestos", "Ludi Officinales", "Périplos", "Quadrivium", "Intermezzi" e "Talcac" e as partituras para orquestra "Glosa! Fanfarra sobre uma fantasia de António Carreira" e "Tropos". Pelos serviços prestados à cultura musical, foi agraciado om a Medalha de Mérito (ouro) da Câmara Municipal do Porto. É actualmente Presidente do Conselho Português da Música e Vice-Presidente da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores.

01 Setembro 2000

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AMÍLCAR VASQUES DIAS
Amílcar Vasques Dias, compositor

Amílcar Vasques-Dias nasceu em Badim, Monção. Efectuou estudos superiores de Piano e de Composição nos Conservatórios de Música do Porto e de Braga. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Secretaria de Estado da Cultura para o Curso Superior de Composição Instrumental e Electroacústica no Conservatório Real de Haia, na Holanda, onde foi aluno de Louis Andriessen, Peter Schat e Jan van Vlijmen. Destaca-se a formação que fez com o compositor Karlheinz Stockhausen na Holanda, com Iannis Xenakis, em Aix-en-Provence, França e com Cândido Lima, em Portugal, considerando estes compositores/professores os que mais o 'influenciaram' na sua formação de compositor. Conheceu Fernando Lopes-Graça a quem deu a conhecer a sua obra. É a partir deste convívio que começa a dar mais atenção à música tradicional portuguesa manifestando-se a sua influência em algumas das suas peças.

Na Holanda desenvolveu actividade artística e pedagógica como pianista e como compositor durante 14 anos.

Como pianista, interpreta a sua música e utiliza a improvisação como meio de expressão tendo realizado concertos em Portugal e em outros países da Europa e da América. Como compositor, tem recebido encomendas de várias instituições públicas e privadas holandesas e portuguesas no âmbito da música de câmara instrumental e vocal, ou electroacústica, orquestra sinfónica, orquestra de metais, coro a cappella e acompanhado, obras multimédia, e música para filme e teatro.

A sua música tem sido tocada em Portugal e em outros países da Europa e da América, nomeadamente em festivais de música contemporânea.

Tem diversas obras gravadas em vários CD's editados na Holanda e em Portugal sendo alguns exclusivamente da sua autoria.

Paralelamente à sua actividade de compositor, mantém actualmente projectos de fusão do piano "erudito" com músicas tradicionais, nomeadamente com o cante alentejano em "Entre cante e piano: uma música do Alentejo", com Joaquim Soares e Pedro Calado, cantadores do Grupo Cantares de Évora, e o cante flamenco, este com a cantaora Esther Merino. Conheceu e acompanhou José Afonso em 1978 e desde aí dedica-se ao estudo e recriação da sua música tendo criado com o violinista Luís Pacheco Cunha e a cantaora Esther Merino o projecto "José Afonso: de ouvido e coração".

Desde o seu regresso da Holanda, em 1988, foi docente nas Escolas Superiores de Música de Lisboa e do Porto, na Universidade de Aveiro e na Universidade de Évora. Foi mentor e director artístico do Encontro do Alentejo de Música do Séc. XX.I, desde 1998 até 2009.

 

Currículo pormenorizado

 

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05 abril 2016

ANA DE ATAÍDE MAGALHÃES
Ana de Ataíde MAGALHÃES, portuguese composer

Ana de Ataíde Magalhães nasce em Espinho, cidade onde iniciou os seus estudos musicais aos 9 anos de idade.

Em 1993 conclui o curso no Conservatório de Música do Porto e prossegue os estudos na ESMAE na classe do professor Cândido Lima da qual sairia em 1995 após concluir o bacharelato em Composição.

Frequenta vários cursos e masterclasses, incluindo V e VI edições dos “Cursos de Composição e História da Música Contemporânea de Vila do Conde” (1992-1993), com o professor Jorge Peixinho, “Curso de Informática Musical” (Aveiro-1993) orientado pelo professor João Pedro Oliveira e “workshops” das II e III Jornadas de Arte Contemporânea do Porto (1994-1995) dirigidas pelo professor Álvaro Salazar.

No decorrer do bacharelato a sua peça “Cinik Art” é apresentada, pelo Grupo de Música Nova nos 18ºs Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea (Lisboa`94 Capital da Cultura), sendo a compositora mais jovem a ter uma peça executada no mesmo evento.

Em 1996 ingressa nos Cursos de Estudos Superiores Especializados – Composição, onde integra novamente a classe do professor Cândido Lima. Frequenta seminários de Análise, Composição e Electroacústica com Miguel Ribeiro Pereira, Emanuel Nunes, Virgílio Melo, Carlos Guedes, Ken Valinsky, Carlos Azevedo, António Pinho Vargas e Christopher Bochman e, na área da direção de orquestra, com Robert Houllian, António Saiote e Michael Ditrich.

A convite do professor Hughes Keastman escreve “Esquisse” (1997), para Fagote solo, peça imposta para a prova de exame deste instrumento da ESMAE.

Em 1999, a sua peça “Musica per Luigi”, dedicada ao clarinetista Luís Carvalho, é proposta como peça imposta para o 2º ano do curso de Clarinete da ESMAE, sendo apresentada em 1ª audição absoluta na rubrica “Quintas-feiras Musicais”, do Conservatório de Música do Porto, posteriormente passa a ser peça obrigatória no III Concurso Nacional de Clarinete. O clarinetista Filipe Pereira apresenta-a, em Abril de 2008, no Festival Internacional de Música de Moçambique.

Ainda em 1999 termina, na classe do professor Virgílio Melo, a Licenciatura (Curso de Estudos Superiores Especializados) em Composição. A convite do mesmo Professor participa no festival Música Viva (Lisboa – 2000), festival de música elactroacústica, com a sua peça “Clariteo” para clarinete e dispositivo electrónico.

Desde 1999 até aos dias de hoje lecciona as disciplinas de Análise e Técnicas de Composição e Instrumentação e Orquestração no Conservatório de Música de Coimbra, onde, fomentou o desenvolvimento do curso secundário de Composição. Desde o início da sua carreira como professora incentivou as suas classes a realizarem peças ou estudos académicos que pudessem ser executados pelos alunos e/ou professores das escolas em questão. Assim, tem tido sempre alunos representados, na vertente de composição, nas iniciativas Escolas em Palco dos Dias da Música no CCB (Centro Cultural de Belém), além de promover anualmente concertos/audições onde os alunos podem executar e escutar as suas obras e dos seus colegas.

No ano letivo 2008/2009 realizou a Profissionalização em Serviço, no Centro Integrado de Formação de Professores da Universidade de Aveiro.

Colabora regularmente como compositora e arranjadora/orquestradora em diferentes ensembles e suas composições têm sido executadas em Portugal, Espanha, Brasil, Itália, Brasil, Moçambique e França. Desde 2014 a sua obra tem vindo a ser revista e editada pela AVA MUSICAL EDITIONS.

Paralelamente ao ensino, no Conservatório de Música de Coimbra, integrou o Conselho Artístico, o Gabinete de Apoio ao Acesso ao Ensino Superior, Comissão de Avaliação Interna e assumiu desde o ano letivo 2008/09 até 2014, funções de Assessora da Direção.

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Correio electrónicoCorreio: ana.a.magalhaes@gmail.com

15 de outubro de 2015

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ÂNGELA LOPES
Ângela LOPES, portuguese composer

Ângela Lopes é natural do Concelho de Ovar. Em 1995, completou o Curso de Piano na Academia de Música de Santa Maria da Feira. Em 1994, ingressou na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto, onde conclui o Bacharelato (1997) e o Curso de Estudos Superiores Especializados/Licenciatura em Composição (2000) na classe do compositor Cândido Lima. Durante e após o Curso de Estudos Superiores Especializados, colaborou em vários projectos, alguns dos quais direccionados especificamente para a música electroacústica, como a sua participação no Festival Internacional de Electroacústica - ''Música Viva'' 2000 e 2001.

É membro (2000-2001) do grupo MC47 - grupo de música mista, com direcção de Virgílio Melo. Colabora igualmente com o Grupo Música Nova, com direcção de Cândido Lima. Escreve para formações diversas, instrumentais e/ou vocais, e ainda música electroacústica e música para audiovisuais e/ou multimédia. Tem algumas obras apresentadas em público em concertos como ''Jovens Compositores - Novos Músicos - Novos Olhares'' ou ''Recital de Clarinete e Piano - Compositores Portugueses e Franceses do Século XX''. Frequentou vários seminários, cursos de aperfeiçoamento, seminários-conferências e cursos, com Cândido Lima, Ken Valinsky, Virgílio Melo, Paul Mèfano, Filipe Pires e António de Sousa Dias. Colabora com o Teatro Pé de Vento na composição musical da peça "O poço" de Manuel António Pina.

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ANTÓNIO DE SOUSA DIAS
António Sousa DIAS, portuguese composer

António de Sousa Dias nasceu em Lisboa em Novembro de 1959. Diplomado com o Curso Superior de Composição (Conservatório Nacional), sob orientação de Constança Capdeville, possui o Mestrado em Ciências Musicais pela Universidade de Paris VIII, sob a orientação de Horacio Vaggione onde prepara o doutoramento como bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, subordinado ao tema “L'Objet Sonore: Situation, Évaluation et Potentialités: Un essai de généralisation de la notion d'objet sonore à la spectromorphologie et à l'objet sonore numérique”.

Iniciou os estudos musicais com Albertina Saguer. Frequentou o curso de Electrónica e Telecomunicações do Instituto Superior Técnico (1977-1979), a Escola de Jazz do Hot Club de Portugal (1979-1980 e 1983-1984), o Curso de Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa (1984-1985), o curso de Programação de Computadores no Instituto Nacional de Administração (1985-1986). Para além de vários seminários de formação profissional, tem frequentado, também, estágios na área de Composição e Análise, assistidas por computador. Foi professor de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa (desde 1987) tendo, também, exercido funções como subdirector (1995-2001).

Foi professor de Composição na Escola Profissional de Música de Almada (1991-1995) e na Escola de Música de Lisboa (1985-1987). Leccionou também Contraponto no Curso de Ciências Musicais (Universidade Nova de Lisboa), para além da apresentação de comunicações em seminários e congressos (JIM2003, IP-Lisboa, 1997, Cuenca - 1991, Essone - 1992, entre outros). Leccionou em vários cursos subordinados ao tema «Novas Tecnologias e Música» (Sindicato dos Músicos, Projecto Minerva, Diacoma, ESML) desde 1988, tendo colaborado com a Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE – IPP) em 1991, 1997 e em 2002.

Foi membro do grupo ColecViva dirigido por Constança Capdeville, do qual fez parte como assistente de direcção, síntese de som e percussão, desde 1985. Fundou juntamente com Constança Capdeville o grupo OPUS SIC (Obras Produzidas Utilizando Sons: Sintetizados Instrumentais e Computorizados). Desde 1992, colabora com o Grupo Música Nova, dirigido por Cândido Lima.

Na sua produção musical, a composição de música para cinema e televisão possui particular importância. A prática de gravação musical como intérprete, produtor e director musical, a par da prática como assistente de som em cinema, também influiu decisivamente no seu percurso como compositor. O crescente interesse na reflexão sobre o som, seus modos de percepção, produção e problemáticas decorrentes, bem como a reflexão sobre o impacto das novas tecnologias na criação musical, levaram-no à concepção de uma música que se pode, talvez, definir como a obtenção de instantâneos de um “planeta” correspondente à totalidade da obra: assim, existem materiais que se projectam e prolongam de umas obras para outras, outros que apenas fazem sentido num local apenas, numa perspectiva decorrente das abordagens sistémicas. Esta forma de encarar os materiais musicais enquanto instantâneos, filmes, pedaços de situações ou estados onde não tem que existir necessariamente a ideia de linguagem, de narratividade, mas sim de modos de presentificação, de contemplações musicais, permitindo até a coexistência de materiais e situações heterogéneas (e até mesmo heterostáticas) não só deriva da influência do cinema e suas técnicas, como também da música electroacústica. Recentemente, esta metáfora tem-se vindo a formalizar ao recorrer ao conceito de obra como um interface para uma base de dados, donde as suas obras mais recentes representam o estado actual de investigação sobre a formulação e aplicação deste conceito.

Catálogo das obras

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3 Fevereiro 2005

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ANTÓNIO PINHO VARGAS
António Pinho VARGAS, portuguese composer

António Pinho Vargas nasceu em Vila Nova de Gaia, em 1951. Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras do Porto. Diplomou-se em Composição no Conservatório de Roterdão em 1990, onde estudou 3 anos com o compositor Klaas de Vries, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi condecorado pelo Presidente de República Portuguesa com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 1995. É professor de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa desde 1991. Frequentou cursos e seminários de composição com Emmanuel Nunes em Portugal, John Cage e Louis Andriessen na Holanda, Gyorgy Ligeti na Hungria e Franco Donatoni em Itália.

Desempenhou as funções de assessor na Fundação de Serralves (Porto), entre 1994 e 2000, e no Centro Cultural de Belém, entre 1996 e 1998. Ligado ao jazz vários anos, gravou 7 discos com dezenas de composições originais e tocou em muitos países da Europa e nos EUA, com músicos como Kenny Wheeler, Steve Potts, Paolo Fresu, Arild Andersen, Jon Christensen e Adam Rudolph. Com o seu grupo de jazz apresentou-se em Espanha, França, Itália, Alemanha, Bélgica, Holanda, Reino Unido, ex-Jugoslávia, Estados Unidos, Cabo Verde, África do Sul e Macau.

Gravou "Outros Lugares" (1983), "Cores e Aromas" (1985), "As Folhas Novas Mudam de Cor" (1987), "Os Jogos do Mundo" (1989), "Selos e Borboletas" (1991), "A Luz e a Escuridão" (1996), e a colectânea "As Mãos" (1998). Recebeu por três vezes o Prémio de Imprensa Sete de Ouro para o melhor disco instrumental do ano. Compõe também música para teatro e cinema, nomeadamente para os filmes de João Botelho: "Tempos Difíceis" (1988) - Prémio IPC para a melhor música de Cinema - e "Aqui na Terra" (1993); "Cinco Dias, Cinco Noites" (1996), de José Fonseca e Costa - Prémio da melhor música do Festival de Cinema de Gramado (Brasil) e "Quem és tu?" de João Botelho (2001) e para as peças de William Shakespeare "Hamlet" (1987) e "Ricardo II" (1995), encenadas por Carlos Avilez.

Sobretudo a partir da sua estada na Holanda, António Pinho Vargas tem-se dedicado principalmente à composição erudita contemporânea, ocupando lugar de relevo no actual panorama português. Algumas das suas obras foram executadas em França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Polónia, Hungria, Suécia, Espanha, Brasil, Inglaterra e EUA. As suas obras têm sido encomendadas por instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Culturgest, Lisboa 94, a Expo 98, a Comissão dos Descobrimentos, o Teatro Nacional de São Carlos, a Câmara Municipal do Porto, Porto 2001 e vários Festivais de Música.

Na obra de António Pinho Vargas encontram-se composições para música de câmara e instrumentos solo, como "Mirrors" (para piano, estreada em Amesterdão em 1990, por Paul Prenen e, mais tarde, tocada pelos pianistas Ronald Brautigam, Madalena Soveral, Francisco Monteiro, Tania Achot, Gloria Chen-Chocran, Volker Banfield, Miguel Henriques, entre outros), "Três Versos de Caeiro" (Ensemble Nuova Sincronia, Northern Sinfonia, OrchestrUtopica, Remix Ensemble); composições para orquestra: "Acting Out" (dir. António Saiote, J. R. Encinar e Martin André), "A Impaciência de Mahler" (dir. Michael Zilm e Martin André); para coro e orquestra: "Judas secundum Lucam, Joannem, Matthaeum et Marco" (dir. Fernando Eldoro); e as óperas "Édipo, Tragédia de Saber" e "Os Dias Levantados" (dir. João Paulo Santos). Participou no Festival Other Minds V organizado por Charles AmirKhanian em S. Francisco, EUA, em Março de 1999; no International Music Theatre Workshop de 1999 na Oper-am-Rhein, em Dusseldorf, com a apresentação-video de "Os Dias Levantados" e obteve em 2001 uma Bolsa da Fundação Rockefeller para uma estadia no Bellagio Study and Conference Center, em Itália.

Foi editado em 1995 pela EMI Classics o CD Monodia, com o apoio de Lisboa 94, Capital Europeia da Cultura. O quarteto de cordas "Monodia-quasi un requiem" foi tocado em 1998 pelo Quarteto Artis de Viena, e incluido no CD do Arditti String Quartet Portuguese Chamber Music na Etcetera Records. Em 2001, foi editado pela Strauss, com o apoio do IPAE, o CD "Versos" Tem edição prevista para 2003, o CD com a gravação da ópera "Os Dias Levantados", realizada 6 de Março de 2002 na Culturgest. A Culturgest organizou um Festival António Pinho Vargas em Fevereiro e Março de 2002 com a maior parte da sua obra. Encomedado pela Culturgest, LxFilmes e RTP, foi realizado por Manuel Mozos e Luís Correia o documentário António Pinho Vargas, notas de um compositor. Saiu em 2002, editado pela Afrontamento, o livro "Sobre Música", com sete ensaios e uma recolha de textos e entrevistas. Pinho Vargas é membro fundador da direcção artística da OrchestrUtópica.

Lista de obras

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Sítiowww.antoniopinhovargas.com

Correio electrónicoCorreio: apinhovargas@sapo.pt

19 Julho 2005

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ANTÓNIO VICTORINO DE ALMEIDA
António Victorino d'ALMEIDA, portuguese composer

Nascido em Lisboa a 21 de Maio de 1940, António Victorino d'Almeida foi profundamente marcado pelas referências culturais que o ambiente familiar lhe proporcionou: o seu avô paterno, Achilles d'Almeida, era músico amador, poeta, autor e encenador de peças de teatro e Maria Amélia Goulart de Medeiros, de origem açoreana, mãe do Maestro, iniciou uma curta carreira de cantora lírica. Seu pai, o advogado Victorino d'Almeida, incentivou António, filho único, a desenvolver o gosto pela música.

Com tantos ascendentes artísticos, o jovem António começou desde muito cedo a aprender música. Aos cinco anos compôs a primeira obra, mas apesar de ter sido considerado menino-prodígio, teve uma infância «normal». Com sete anos deu a primeira audição e interpretou obras de Mozart e Beethoven, para além de duas peças de sua autoria. Uma crítica da época, no Século Ilustrado, baptiza o pequeno prodígio de "Antonito" e considera "maravilhoso o seu poder de interpretação".

Victorino d'Ameida frequentou o liceu em simultaneidade com o Curso Superior de Piano no Conservatónio Nacional de Lisboa.Campos Coelho terá sido o professor de música que mais o influenciou. Concluiu o curso com 19 valores e obteve uma bolsa de estudo do Instituto de Alta Cultura para estudar composição em Viena de Áustria, na Academia de Música. Foi aluno do professor austríaco Karl Schiske, e concluiu esta post-graduação com a mais alta classificação dada por aquela escola: a distinção por unanimidade do júri e consequente prémio especial do Ministério da Cultura da Áustria.

Fixou residência em Viena, onde viveu durante duas décadas, sem contudo deixar de fazer visitas regulares ao seu país. Durante sete anos (1974-1981), foi adido cultural da Embaixada Portuguesa em Viena, cargo que lhe valeu uma condecoração atribuída pelo Presidente da República da Áustria. Em 1989, decide entrar na arena política nacional e apresenta a sua candidatura ao Parlamento Europeu como cabeça de lista pelo MPD/CDE, vaga que não chegou a preencher. Victorino d'Almeida leccionou ainda cursos de musicologia na Universidade do Porto e em Tavira.

A sua carreira como concertista entrou algumas vezes em conflito com a actividade de composição e ambas sofrem da dispersão por áreas aparentemente tão distintas como o cinema, a televisão, a escrita e a rádio. Apesar de ter sempre o tempo muito ocupado, António Victorino d'Almeida privilegia sempre a música, pois considera ser essencialmente um compositor e argumenta que a música é o elo de ligação que dá consistência a tudo o que faz. A sua obra é muito vasta e abrange os mais variados géneros musicais, desde a ópera, à musica sinfónica, de câmara, à música para cinema, teatro e fado.

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ARMANDO SANTIAGO

Armando Santiago nasceu em Lisboa a 18 de Junho de 1932 e naturalizou-se canadiano em 1972. Em 1954 ganhou o primeiro prémio de história da música e em 1960 o primeiro prémio de composição, ambos no Conservatório de Lisboa. Compositor, maestro, professor e administrador, estudou canto, piano e violoncelo no Conservatório de Lisboa e direcção de orquestra com Hans Münch e Franco Ferrara.

Em 1960 deslocou-se para Paris, onde estudou as técnicas da música concreta com Pierre Shaeffert, no Serviço de Pesquisa da ORTF. Bolseiro dos governos de Portugal e de Itália (1962-64), trabalhou em Roma com Boris Porena e seguiu o curso de Goffredo Petrassi na Academia de Santa Cecília, obtendo o diploma de estudos superiores de composição. Antes de se fixar no Québec, desenvolveu uma intensa actividade musicológica no seio da Fundação Calouste Gulbenkian (1960-68) e foi proposto, pelo governo português, para o estudo e organização do Serviço de Música da Biblioteca Nacional de Lisboa (1965-68).

Na evolução da sua actividade de compositor, armando Santiago exprimiu-se por intermédio de meios técnicos e estéticos diversos. A sua actividade de composição surge como uma forma de responder a uma necessidade pessoal, procurando o cumprimento do detalhe e da justeza de cada atitude. Sem perder de vista o ensino da História, para Armando Santiago, compor não é um acto isolado da problemática geral da criação artística. A partitura musical não é, assim, mais do que um 'ajustamento', por via de códigos específicos, e o compositor um artesão-filtro, sensível e ecléctico. As transformações da linguagem e dos símbolos, apanágio do diálogo, penetrarão então implicitamente, por osmose, na estrutura profunda da obra, e isto, à margem da adopção activa de soluções imediatas de última hora, do refúgio sistemático da trajectória da herança, ou do pudor dos valores do humano. Entre 1982 e 1984, Armando Santiago dirigiu as orquestras Sinfónicas de Lisboa e Porto e na temporada de Verão de 1984 foi maestro convidado da Orquestra Sinfónica do Collegium Musicum Pommersfelden, na República Federal da Alemanha.

Paralelamente à sua carreira de compositor, Armando Santiago manifestou sempre um grande interesse pelo ensino. Depois da sua passagem por Roma, leccionou história da música e música de câmara na Academia de Santa Cecília, em Lisboa. Depois de se instalar no Québec, em 1968, começou a leccionar composição e dirigiu a classe de orquestra do Conservatório de Música de Trois-Rivières, instituição de que foi, mais tarde, director (1974-78). Em 1978, Armando Santiago foi nomeado director do Conservatório de Música do Québec, onde foi chamado, pela Direcção geral dos Conservatórios de Música do Québec, a prosseguir as reformas dos programas de ensino, mandato que manteve até 1985, acumulando com as funções de Director da Orquestra Sinfónica do Conservatório e de titular de uma classe de composição.

Desde 1985 até à data da sua reforma (1997), Armando Santiago manteve as suas actividades pedagógicas no Conservatório de Música do Québec, como titular da classe de composição. Ensinou igualmente harmonia tonal avançada e música de câmara contemporânea. Armando Santiago manteve uma actividade regular no seio da vida musical da cidade de Québec, nomeadamente a partir de 1978.

No decurso da temporada de 1980-81, a Associação para a Música Contemporânea do Québec dedicou um concerto às suas obras, o qual foi transmitido pela Sociedade Radio Canada. De 1973 a 1985 foi maestro convidado da Orquestra de Câmara da Sociedade Radio Canada, no Québec. Em Abril de 1977, o Conservatório de Música de Trois-Rivières quis sublinhar a passagem de Armando Santiago por esta escola. Depois desta data, a sala de concertos desta instituição é designada pelo nome 'Sala Armando Santiago'. Armando Santiago foi membro dos corpos sociais da CAPAC e do Conselho Canadiano da Música; é membro da SOCAN e da Liga Canadiana de Compositores.

01 Setembro 2000

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CÂNDIDO LIMA
Cândido LIMA, portuguese composer

Compositor, pianista, organista, professor, cronista, crítico, divulgador, ensaísta, conferencista.

Natural de Viana do Castelo, Cândido Lima fez os estudos liceais em Braga (1953/61).

Foi organista da Sé Catedral de Braga entre 1958 e 1962. Foi ainda organista na Igreja de S. João de Deus em Lisboa (1964/1966). Estreou-se na rádio e na televisão em 1963 e 1964, como compositor e como pianista, com Fernando Serafim e Ivete Centeno, a convite do Dr. Eduardo Freitas da Costa (sobrinho e afilhado de Fernando Pessoa, e que conheceu em Braga com o ator César Augusto, que recitou poesia, acompanhado ao piano pelo compositor, no Salão Medieval da Biblioteca Pública de Braga (1962)) e de Filipe de Sousa, assistente musical da RTP, com as obras Dança Exótica para piano e poemas de Sebastião da Gama e de Fernando Pessoa, para voz e piano (dos 4 Poemas Impressionistas, Edições Fermata).

Cumpriu serviço militar obrigatório como oficial miliciano, em Mafra, em Lisboa, em Estremoz e na Guiné, na ilha de Bolama,  entre 1965 e 1968, tendo prosseguido, não obstante a situação de guerra do outro lado do canal, trabalhos como pianista e como compositor, dando aulas de canto coral e de ginástica, fora das horas de serviço militar, na Escola de Regentes de Posto (Escola de Magistério Primário, e as 13 das 16 Canções para a Juventude foram escritas para esta Escola, em 1967), e ainda lições de piano e de teoria musical, no quartel e no hotel, a duas crianças e a uma professora primária (hoje, uma das crianças, professora no Algarve, e o irmão em Trás-os-Montes). Preparou ainda, em 1967, um grupo de fuzileiros para exames da disciplina de português do 2º ciclo. Por subscrição pública na ilha de Bolama fez vir um harmónio de Itália para igreja da ilha.

Em 1973 orientou uma Acção de Formação dos novos programas da Experiência Pedagógica/Veiga Simão na Academia de Música de Luanda, a convite de Constança Capdeville (autora do novo Programa de Formação Musical) e de Madalena Perdigão, Directora dos Serviços de Música da Fundação Calouste Gulbenkian.

Regressado da Guiné, em 1968, e libertado do serviço militar, matriculou-se na Faculdade de Filosofia, estudando durante 5 anos clássicos e contemporâneos, em domínios das letras, da filosofia e das ciências (nasceu aqui a sua curiosidade pela raízes da música e do pensamento de Xenakis). Entretanto era convidado para dar aulas de composição no Conservatório Regional de Braga, a partir de 1968, e no Conservatório de Música do Porto, a partir de 1970.

Diplomado em  Piano e  Composição pelos Conservatórios de Lisboa e Porto. Doutorado pela Universidade de Paris I (1975/83), e no quadro de um Doctorat d’État pelas Universidades de Paris I e Paris IV (1983/2000), realizou estudos sobre luz, côr e imagem em composição musical, sobre audiovisuais e televisão e o compositor, sob a orientação de Iannis Xenakis e Michel Guiomar (4 volumes de textos, três inéditos). Frequentou cursos em Portugal, Espanha, Holanda, Alemanha, França, etc, com Nadia Boulanger, Aloys e Alphonse Kontarsky, Gerard Frémy, Claude Helffer, Stockhausen, Kagel, Ligeti, Pousseur, Boulez, Xenakis, mantendo com este compositor contactos desde 1972 até à sua morte, em 2001.  Estudou análise e direcção de orquestra com Gilbert Amy e Michel Tabachnik, em Paris e em Metz, com contactos, em ensaios conduzidos por estes dois maestros, com as Orquestras de Paris e de Metz. Frequentou Cursos Internacionais em Portugal, em Espanha, em França, na Holanda Bilthoven/Gaudeamus,1973, na Alemanha (Darmstadt e Bayreuth, aqui, electroacústica, 1974)).

De passagem por Paris, vindo de Bilthoven, em 1973, assistiu à primeira audição em França da ópera Moisés e Aarão de Schoenberg, dirigida por Gyorgy Solti, no Teatro de Ópera de Paris (Palais Garnier), com dois dias de seminário tendo esta ópera como tema central (compra do LP da lendária gravação desta ópera dirigida por Hans Rosbaud, seu primeiro intérprete).

Frequentou estágios e cursos de música electrónica, informática e informática musical nas Universidades de Paris VIII (Vincennes), Paris I e II (Paris-Sorbonne e Pantéon-Sorbonne) (1975/1978), no CEMAMu, em 1978 e anos seguintes, e no IRCAM (1981/1992). Foi bolseiro, durante anos, da Fundação Gulbenkian e da Secretaria de Estado da Cultura, e ainda dos Cursos Internacionais de Santiago de Compostela (1969). Colabora nas Enciclopédias das Edições Verbo desde 1972, com artigos tais como harmonia, dodecafonismo, serialismo, música automática, música aleatória, música estocástica, Schoenberg, Xenakis, entre dezenas de outros temas. Escreveu para o Correio do Minho, Diário do Minho de Braga (anos 60 e 70) e para Jornal de Notícias do Porto (1982/1992). Criou para a televisão e para a rádio, na década de 80, séries de programas.

Foi presidente da Juventude Musical de Braga. Foi animador e apresentador de temporadas de concertos da J.M. de Braga e do Porto, da Pró-Arte, do Círculo de Cultura Musical e de outras associações e instituições do Norte, além de ter apresentado séries de concertos comentados no Instituto Francês do Porto (Introdução à Música Contemporânea, com registos audiovisuais do IRCAM), na Secretaria de estado da Cultura (Janelas sobre o Novo Século, 1984), na Casa de Serralves (obras e concertos para exposições de Vieira da Silva e de Tapiès, entre outros eventos). Foi director artístico das Semanas de Música de Viana do Castelo (1987/79). Foi diretor e membro das direções dos Conservatórios de Música de Braga (1972/73) e do Porto (1974/75). Foi Professor Coordenador da Escola Superior de Música do Porto entre 1986 e 2000. Ensinou, após regresso da Guiné, no Liceu Sá de MIranda de Braga (Canto Coral), ainda nos Conservatórios de Coimbra e de Aveiro, onde realizou diversas séries de animação musical-Serões Musicais de Sextas-Feiras, nos anos 80. Foi Director Artístico do Orféon Académico de Coimbra entre 1973 e 1975.

Formou, nas décadas de 60 e 70 um duo com o tenor Fernando Serafim, em concertos, na televisão e na rádio, divulgando clássicos, românticos e modernos, assim como música portuguesa e as suas próprias obras.

Criou o movimento nortenho de viagens de estudo aos Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea, como patrocínio da própria Fundação Calouste Gulbenkian, através dos seus Serviços de Música, movimento iniciado em 1973 com a viagem a Lisboa de estudantes dos Conservatórios e outras escolas  de Braga, Aveiro e Porto (aqui também com a comparticipação das escolas e das famílias!), para assistirem às Jornadas Xenakis e à estreia, em Portugal, da ópera Orfeu de Monteverdi.

Participou nas Reformas do Ensino da Música das décadas de 70, 80 e 90, introduzindo nos programas composição e da formação musical em geral novos conteúdos interdisciplinares das artes e das ciências. É autor do programa de Composição da Escola Superior de Música do Porto de 1986 a 2001 Escola que, por iniciativa sua, passou de um regime provisório de cursos livres para um regime definitivo de cursos integrados no sistema geral de ensino.   

Fundou, em 1973, o Grupo Música Nova, tendo apresentado pela primeira  vez em Portugal compositores como Wilfried Jentzsch, Jean-Battiste Barrière, Kaija Saariaho, Pascal Dusapin, ou instrumentistas como Stefano Scodanibio, além de primeiras audições de compositores nacionais e estrangeiros. Entre outros compositores trazidos ao Norte, destaca-se a vinda de Xenakis, em Junho de 1973, para o memorável “Encontro com Xenakis” no Cinema Trindade, que, como Presidente da Juventude Musical de Braga, o convidou durante o Festival International de Musique de La Rochelle desse ano. Aceitou o convite para regressar ao Porto, nos anos 80, com um programa com obras suas pelo Grupo Música Nova, mas as organizações locais inviabilizaram o projecto por quererem chamar a si o protagonismo e a honra da presença de tal celebridade. Trouxe ou colaborou na vinda a Portugal, ao Porto e a Lisboa, Centros de Tecnologia e Engenharia Musical como o UPIC-CEMAMu (1982), em que colaborou activamente na a presentação junto do público (e de escolas) e junto do Presidente da Fundação Gubenkian, Dr. Azeredo Perdigão e o IRCAM-Centre Georges Pompidou (1992).

É autor da gravação da defesa de tese de “Doctorat d’État” de Xenakis, na Sorbonne (1977), de onde foi transcrito o livro com o título de tese Arts/Sciences-Alliages, editado o pelas Edições Stock, Paris.

Iannis Xenakis, photo Larousse

Xenakis, foto Larousse

Como compositor, escreveu obras de música de câmara, para orquestra, coro e orquestra, coro, instrumentos solo, para voz e instrumentos, música para teatro, música electrónica, eletroacústica e por computador, apresentadas em países dos vários continentes, Portugal, Guiné, Angola, Alemanha, Coreia, França, Espanha, Dinamarca, Holanda, Suécia, Argentina, Brasil, Estados Unidos da América, Bélgica, México, Suiça, com conferências em alguns deles(Festival de Zurique, com as obras Meteoritos e Oceanos, e a obra selecionada para os World New Music Days, NCÁÃNCÔA, para clarinetes(s), 2004) entre outros países. Recebeu numerosas encomendas da Fundação Calouste Gulbenkian, e ainda de instituições como a Academia de Música de Viana do Castelo, da ARTAVE-Santo Tirso, do Festival Internacional do Estoril, da Póvoa de Varzim e de Coimbra, da Casa da Música-REMIX, da Miso-Music, do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, do Concurso Internacional de Piano da Cidade do Porto, entre outras. As obras OCEANOS e A-MÈR-ES (encomenda da Fundação Gulbenkian, por proposta, em Paris, de Xenakis, e a ele dedicada, como é OCEANOS), compostas entre 1978 e 1979, introduzem, pela primeira vez na música portuguesa, e na orquestra, meios informáticos e meios electroacústicos. Ambas as obras foram estreadas em 1979, no Rivoli, pela Orquestra Sinfónica do Porto, dirigida por Gunther Arglebe e pelo Coro Música Viva (com balões, como percussão, e cantos de SOL-OEILS), e no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, pela Orquestra Gulbenkian, dirigida por Michel Tabachnik. A-MÈR-ES foi objeto de nova execução pela Orquestra Gulbenkian em 2009, com a reconstituição e a  digitalização da partitura por Aura Reis e Pedro Amaral, e remasterização da electrónica por Miguel Azguime, com direção de Pedro Amaral. OCEANOS teve um grande destaque, na Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO em Paris(1985), seleccionada pela RDP como representante de Portugal, “considerada superior às representantes dos Estado-Unidos e da França”.

“O compositor fala da sua obra”, em 1981, no edifício antigo da Câmara de Matosinhos, a convite do Dr. Manuel Dias da Fonseca, Vereador do Pelouro da Cultura, foi a primeira de muitas colaborações marcantes na cidade, como analista, como compositor e como pianista, e a primeira abordagem pública, sob esta forma, do seu trabalho de compositor.

Apresentou, em sessão solene da Câmara Municipal de Matosinhos, o CD com a obra para piano de Jorge Peixinho, evocando as suas relações artísticas, estéticas, culturais e profissionais com o compositor.

Ao desvincular-se, em 2001, da ESMAE, questionado sobre a sua substituição, propôs, com natural cepticismo sobre o sucesso de tal ideia, que fosse convidado Emmanuel Nunes, compositor que declinou o convite, mas propondo apresentar-se no Porto noutros contextos livres, o que originou o início de uma presença regular da sua obra e do próprio compositor na cidade, designadamente na Casa de Serralves e na Casa da Música.

Participou, como pianista, compositor, conferencista, maestro (GMN, OG e GMCL) e conferencista (sobre Ligeti, Xenakis, UPIC-CEMAMU, IRCAM, entre outros temas) durante anos nos Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea e no Dia Europeu da Música do Centro de Arte Moderna, ACARTE, a convite de Madalena Perdigão. Participou em vários fóruns interdisciplinares, no Centro de Arte Moderana,, No Instituto Francês do Porto e no Instituto Franco-português de Lisboa, meios de teatro, do jornalismo e de artes plásticas, na Universidade do Porto, com figuras como Mariano Gago, Carlos Fiolhais, Nadir Afonso, entre outrosParticipou em

A imprensa portuguesa e estrangeira  tem destacado e elogiado a sua obra de compositor, de instrumentista e de divulgador, incluindo a crítica de televisão (Correia da Fonseca e Mário Castrim, entre outros) que sublinhou a qualidade e o ineditismo das suas séries de televisão na década de 80: Sons e Mitos (1978-79), Fronteiras da Música (1982), No ventre da Música (1983), Evocações-ABZ de Júlio Montenegro, (1987), e na RDP, De toda a Música - Programa da Manhã de Júlio Montenegro (1986). Nestas séries foram pela primeira vez apresentadas diversas correntes e movimentos da música contemporânea, em convívio com os clássicos e românticos. Apresentou ainda a série Conheça Melhor, comentando documentos audiovisuais sobre etnomusicologia, enviados pelas embaixadas, da Suécia à Coreia (1983).

Tem escrito com regularidade sobre assuntos diversos da música. Estão editados em livros, ensaios e trabalhos teóricos de diversa índole. Destacam-se A Música e o Homem na Reforma do Ensino - da Antiguidade à Vanguarda (Música em Esquemas, título original), Editora Pax, Braga e Origens e Segredos da Música Contemporânea-Música em som e imagem, Edições Politema, Instituto Politécnico do Porto, Arquétipos em Composição Musical (inédito), Actas do Congresso “A Arte em Portugal no séc.XVIII (1973). Escreveu, para a Câmara de Matosinhos, textos sobre o Neoclassicismo e o Impressionismo, e breves ensaios sobre o Romantismo e sobre as Sonatas para Piano (integrais) de Beethoven, Mozart e Schubert, escritos à luz da musicologia contemporânea.

Aguardam publicação entrevistas realizadas com Iannis Xenakis (textos e voz), Gyorgy Ligeti e Pierre Boulez (textos e voz) (1982/97).

Estão editadas, em disco, numerosas obras para várias formações instrumentais, além de músicas mistas e música electrónica, electroacústica e por computador, pelo Sond’Ar-te, pelo Performa Ensemble, por Nuno Pinto-Miguel Azguime, Orquestra do Festival de Música da Póvoa de Varzim, entre outros intérpretes e agrupamentos, corais e orquestrais, destacando-se três CDs monográficos pela Secretaria de Estado da Cultura (1984), Câmara de Matosinhos (2001) e Grupo Música Nova (Ed.Numérica, 2013)), este último intitulado Para além das árvores-Músicas em Espelho, actuando neste como maestro, pianista e diretor artístico.

Foi estreada em 2009 a obra Músicas de Villaiana-Coros Oceânicos, para orquestra (que lê, também, o texto do foral), coro, electroacústica, audiovisuais, narrador, rapper e público (que é convidado a usar meios de telecomunicações, entre as quais, o telemóvel, com vozes e diálogos entre a sala e o exterior, no interior do universo sonoro da partitura). Encomenda da Câmara de Viana do Castelo, nos 750 anos do Foral. O Festival Música Viva dedicou-lhe, em 2009, diversos concertos (11 obras). Em 2006, o Centro Português Calouste Gulbenkian de Paris levou a efeito um concerto com obras de Cândido Lima e de Pascal Dusapin, com a presença de ambos os compositores, tendo como intérpretes o Grupo Música Nova, do Porto, e o Ensemble Accroche-Note, de Strasbourg.

O compositor Pascal Dusapin dedicou-lhe, em 1995,  a obra Canto sobre poema de Leopardi (mais tarde, Cândido Lima, retribuiu dedicando-lhe a obra sobre o poema Canto a Leopardi de Fernando Pessoa)

As últimas obras: Variações à Volta do Sol-10 birthdays cards, para piano, estreadas em 2013 na classe da Professora Dina Resende do Conservatório de Música do Porto, com, no programa, a versão para piano das 16 Canções para a Juventude, Cadernos de Invenções-sons para descobrir-títulos para inventar (80 cadernos de 10 pequenas peças para todos os instrumentos, já em edição on-line da Miso Music), Fado Hilário Revisitado para coro masculino e piano, encomenda do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, Cantos das Fragas-bandolins, violas e violões, para violino, violoncello, guitarra e piano, encomenda do Performa Ensemble de Aveiro, ambas com o fado como temática, e mais recente, Novas Obras Infantis para piano, ÉCORI-memórias de um clarinete, para clarinete, contrabaixo e piano, e nova versão de Momentos-Memórias II para guitarra portuguesa e guitarra clássica, e para orquestra de cordas estreada na Polónia num concerto com obras contempoânea para instrumentos de tradição popular-Tradition and New Music. Compôs e estreou em 2014, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, a obra Paráfrase e Variações sobre Lettera Amorosa de Monteverdi para piano, como cenário à volta do livro de poesia de Lettera Amorosa de Maria João Fernandes (e de René Char) que o apresentou, com Eduardo Lourenço, entre outros convidados.

A Revista Glosas editada pelo MPMP dedicou-lhe o Nº10 em 2013, que incluiu um texto de Mário Cláudio escrito expressamente para o compositor, e sobre o qual projecta escrever uma nova obra.

O Atelier de Composição prepara a edição de muitos dos seus escritos.

O MPMP prepara também a publicação de algumas partituras, editando este CD com gravações de 5 obras executadas ao vivo em concertos, e as Ed. AVA acabam de editar a a obra para orquestra MANTA.

A MISO MUSIC (Mic.pt) dedicou-lhe o Em Foco do mês de Dezembro de 2013 e o primeiro programa da série para a Antena  2, Música Hoje, de 2014, edita On-line toda a sua obra.

A pianista e professor acaba de estrear a obra ETHNON-canto do paraíso, e prepara um ensaio sobre a obra para piano do compositor.

Concertos e colóquios, nos Dias da Música Electroacústica (DME) de Seia com obras de Cândido Lima e Ângela Lopes, e Diálogos com o público com Cândido Lima, a compositora Ângela Lopes e as intérpretes violinista Suzanna Lidegran e a pianista Ana Telles (que prepara um ensaio sobre a obra para piano do compositor), destacando-se do programa do concerto, com obras de Cândido Lima e Ângela Lopes, a obra electroacústica Momento-Paisagem numa versão com dança pela bailarina coreana Chung Ji Hye.

Tem colaborado em projectos doutorais, integrando júris também, da Faculdade de Belas Artes, da Escola Superior de Jornalismo, da Universidade Católica e da Universidade do Porto (Faculdade de Letras).

Tem também mantido contactos individuais e com classes de composição ou de instrumentos, em Escolas e Academias de Música, como Fafe, Vila Nova de Gaia (Academia de Vilar do Paraíso), Santa Maria da Feira, Viseu, Porto (ESMAE e Conservatório de Música), por iniciativa da compositora e professor Ângela Lopes Tem colaborado com as professoras de piano Fiammetta Facchini e Dina Resende em projectos de música de piano para jovens, nomeadamente nos Prémios Jovens Músicos da Antena 2 e das actividades do Conservatório de Música do Porto.

Proferiu duas conferências no I Congresso Internacional de Música Electroacústica de Aveiro - Electroacoustic Winds 2015 promovido pela Universidade de Aveiro, em Setembro próximo, sob os títulos “Diálogos com Xenakis. A voz” e “Da electronica simulada à electronica real. Arquétipos”.

Das últimas obras destacam-se a s obras para piano ETHNON-canto do paraíso, para piano, dedicada a Ana Telles, Paráfrase sobre Lettera Amorosa de Monteverdi, dedicada à poetisa Joana Lapa (Maria João Fernandes), Lethes - o rio da minha memoria, dedicado a Mário Cláudio

Nuno Pinto tocou NCÁÃNCÔA para clarinete e electrónica no 28º Festival de Compositores de Cracóvia, Polónia, no dia 20 de Abril de 2016. 

O guitarrista Pedro Rodrigues gravou em Abril a nova obra, que lhe é dedicada, que acaba de compor, ARCAICAS HARMONIAS-ninfas, bosques e deuses. Será incluída nesse CD a obra ESBOÇOS para guitarra, compostos em 1969, em Santiago de Compostela, a primeira portuguesa para guitarra em linguagem representative da música   contemporânea.

A sua obra Gestos - Circus - Círculos foi incluída nesse primeiro programa da série Paisagens (inserida no Caleidoscópio), da autoria de Ana Telles, e transmitido no domingo dia 3 de Abril pelas 22h e repetido na 4ª feira seguinte às 13h.

O MPMP tem pronto um CD para ser editado, que inclui cinco obras instrumentais gravadas em concerto por grupos e maestros portugueses e estrangeiros.

Cândido Lima é professor investigador no INET-MD, Universidade Nova.

 

CONTACTO

Correio electrónicoCorreio: candidolima@netcabo.pt

25 abril 2016

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CARLOS AZEVEDO
Carlos AZEVEDO, portuguese composer

Carlos Azevedo tem tido um desenvolvimento interessante no Jazz e na música erudita. Natural de Vila Real, foi no Porto que iniciou os estudos musicais. Concluiu o Curso Geral de Piano, no Conservatório de Música do Porto em 1982. Frequentou ainda o Curso Geral de Composição da Escola Superior de Música do Porto, que finalizou em 1991. Com António Ferro, fundou o Trio 3 por 4. Para além do Trio, tocou com a orquestra de Laurent Filipe Orquestra do Som do Mundo e com Raul Marquez e os Amigos da Salsa. Actualmente, é professor de piano na Escola de Jazz do Porto e Assistente na Escola Superior de Educação das disciplinas de Análise e Composição.

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CARLOS BARRETO

Com oito anos, Carlos Barreto iniciou os seus estudos musicais em guitarra e piano, optando mais tarde pelo contrabaixo. Em 1979 concluiu o curso superior do Conservatório Nacional de Lisboa com a classificação máxima nas disciplinas de contrabaixo, solfejo, harmonia. Frequentou os cursos de música da Costa de Estoril, onde estudou com o mestre L. Streischer. A convite deste, Carlos Barretto foi aperfeiçoar a sua técnica para a Academia Superior de Música de Viena de Áustria (de 1980 a 1982). Durante este período, fez algumas incursões no jazz, tendo tido ocasião de tocar com Fritz Pauer (pianista de Art Farmer) e alguns membros da Vienna Art Orchestra. De regresso a Lisboa, ingressou na orquestra Sinfónica da RDP e fez paralelamente parte de formações de jazz nacionais que incluíam o saxofonista Carlos Martins, o pianista Mário Laginha e o baterista Mário Barreiros, entre outros. Durante este período, assinala-se igualmente a sua presença na música portuguesa ao lado de grupos e músicos entre os quais se incluem: Banda do Casaco, Pedro Osório, Luís Cília, J. J. Letria, Sérgio Godinho.

A insatisfação no plano artístico leva Carlos Barretto a estabelecer residência em Paris, em 1984, e a fazer da música improvisada a sua carreira profissional. Naquela cidade encontrou um mercado muito mais vasto no plano jazzístico, tendo actuado nos mais prestigiados clubes de jazz, como o New Morning, o Magnetic Terrasse, Petit Journal Montparnasse, La Villa, Bilboquet, Dunois, onde se apresentou ao lado de músicos de nomeada, tais como Steve Grossman, Steve Potts, Barry Altschul, Aldo Romano, Hal Singer, Alain Jean Marie, George Brown, Michel Graillier, entre muitos outros.

Participou em inúmeros festivais em França, com destaque para os de Coutances (Jazz sous les Pommiers), Jazz à Vienne, Jazz à Marciac, Radio France (Paris, Montpellier), Festival de Calvi (Córsega), Banlieues Bleues (Paris), Nantes, Perpignan, Limoges, ao lado de músicos de renome como Horace Parlan, Tony Scott, Lee Konitz, Glenn Ferris, Siegfried Kessler. Em 1990, gravou um CD com Mal Waldron, ao vivo, na Bélgica, seguindo-se uma série de concertos em Amsterdão, Roterdão, Metz, Le Havre, Nantes e Paris.

Participou igualmente em emissões de rádio e TV com destaque para as da Radio-France (concertos transmitidos em directo ou diferido) com Mal Waldron, Richard Raux, François Chassagnite, Jeff Sicard, France-Inter com Lee Konitz, Carlos Barretto Quartet. Quanto à televisão, assinalou a sua presença na TV-M6 com Horace Parlan, Tony Scott e John Betsch. Ainda durante a sua estadia em França, teve ocasião de tocar em diversas formações noutros países, como Suíça, Holanda, Alemanha, Bélgica, Espanha, Andorra, Itália, Hungria, Áustria.

De regresso a Portugal, em 1993, foi convidado a leccionar na Escola de Jazz do Hot Club de Portugal. Integrou formações nacionais actuando em concertos e festivais em todo o país, com destaque para o Festival Europeu do Porto, Fundação de Serralves, Centro Cultural de Belém, Encontros de Jazz em Évora, Jazz em Lisboa, Festival de Jazz de Guimarães, inúmeros concertos no Hot Club de Portugal, onde se destacam as prestações com Lee Konitz, John Stubblefield, George Cables, Lynne Arriale, Cindy Blackmam e com a sua própria formação (Carlos Barretto Quintet), que inclui Perico Sambeat, François Théberge, Bernardo Sassetti e Mário Barreiros. Com esta formação acaba de editar o seu primeiro CD como líder (para a editora Movieplay), tendo já efectuado concertos em Lisboa, Porto, Madrid, Terrassa, Barcelona, Paris, Clermont-Ferrand e Genebra.

Foi convidado para emissões da RTP: "Outras Músicas" de José Duarte e "Forum Musical" de Paula Aresta. Esteve igualmente presente na rádio - Antena 1 - no programa de Paulo Gil (com Laurent Filipe, Carlos Martins, Bernardo Sassetti e Mário Barreiros). Dedica-se agora a um novo projecto de música improvisada portuguesa de inspiração étnica, em que é o director musical, compositor e contrabaixista, tendo a gravação de um CD em preparação, assim como composições para dança, filmes e teatro.

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CARLOS GARCIA
Carlos GARCIA, portuguese composer

Carlos Garcia é licenciado em Formação Musical e em Jazz (Piano) pela Escola Superior de Música de Lisboa, ao longo da sua formação teve o prazer de aprender e trabalhar com Luís Gomes (clarinete), Rui Paiva (órgão), Eurico Carrapatoso (análise e técnicas de composição), Pedro Moreira (big band), Lars Arens (arranjos), João Paulo Esteves da Silva, Antoine Hérve (piano jazz), Vasco Pearce de Azevedo, Ernst Shelle, Jean-Marc Burfin e Yibin Seow (direção de orquestra).

Lecionou Iniciação Musical e Formação Musical na Escola de Música do Conservatório Nacional durante 8 anos, nela dirigindo várias orquestras infantis e juvenis. Actualmente é professor assistente na Escola Superior de Música de Lisboa, lecionando nos cursos de Direção Coral-Formação Musical e Música na Comunidade.

Como pianista freelancer participa em projectos de diversos estilos de música e escreve regularmente peças originais e arranjos para diferentes tipos de grupos. Já teve o prazer de trabalhar com Luis Represas, João Gil, Ana Moura, Mafalda Arnauth, Vitorino, Janita Salomé, entre outros. Integra actualmente o trio "Portugoesas" prestando homenagem à música tradicional Goesa.

No seu trabalho de composição, destacam-se as obras sacras “Missa Breve” (2011) e “Stabat Mater” (2013), ambas para coro e orquestra de cordas e o Teatro Musical "A Rua" (2014), sob o libreto de Carolina Gaspar.

No âmbito da música para a infância, para além de realizar com regularidade concertos encenados para crianças com diferentes projectos, em 2014 lançou através da Porto Editora e Constróisons o seu "Cancioneiro da Bicharada" em formato de livro-CD.

BioBiografia

17 outubro 2015

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CARLOS MARECOS
Carlos MARECOS, portuguese composer

Carlos Marecos iniciou os estudos musicais na Academia de Amadores de Música. Licenciou-se em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou, entre outros, com Eurico Carrapatoso, António Pinho Vargas e Christopher Bochmann. Frequentou seminários dirigidos por Emanuel Nunes, Gilbert Amy e Louis Andriessen, entre outros. É director musical do septeto "Jardins Suspensos" e do "Quarteto Portátil" com o qual tem desenvolvido um trabalho na área da música contemporânea e na harmonização de música tradicional portuguesa.

Tem recebido encomendas de diversas entidades como a Culturgest, o Serviço Acarte da Fundação Calouste Gulbenkian, a Expo 98 de Lisboa, Orquestra de Clarinetes de Almada, Orquestra Utópica, entre outras. Tem colaborado regularmente com o teatro e a dança contemporânea, com os encenadores João Brites, Raul Atalaia, Luís Miguel Cintra e Paulo Lages e as coreógrafas Madalena Victorino e Vera Mantero.

Foi-lhe atribuído o Prémio Lopes Graça de Composição de 1999 com a obra "Canções Populares Portuguesas" para soprano e piano, e, pelo segundo ano consecutivo, ganhou o mesmo prémio na edição de 2000 com a obra "5 miniaturas para violoncelo solo". Desde 2002 Marecos tem desenvolvido um trabalho regular com peças encenadas com uma equipa de artistas como a soprano Margarida Marecos e o actor e encenador Paulo Lages; desde então já apresentaram os seguintes trabalhos:

# "La Serva Padrona" / A Criada Patroa (2002), uma versão moderna com sua orquestração e encenação de Paulo Lages do intermezzo musicalle de Giovanni Battista Pergolesi, espectáculo subsidiado pelo Ministério da Cultura / IPAE, sob a direcção de Humberto Castanheira.

# "Caminho ao Céu" (2003), peça musical destinada a ser encenada por Paulo Lages e encomendada pela Culturgest no seu décimo aniversário, sob a direcção de Cesário Costa.

# "O FIM - Ópera Íntima" (2004), ópera de câmara com música sua e libreto de Paulo Lages, com base numa peça de António Patrício, espectáculo estreado no Centro Cultural de Cascais, subsidiado pelo Ministério da Cultura / IA, sob a direcção de Humberto Castanheira.

Estreou em Agosto de 2003 a obra "Ligamos os motores damos aos remos", encomenda conjunta da Orquestra Utópica e do Festival Internacional de Música do Estoril - Mare Nostrum, sob a direcção de David Alan Miller estreada em 2003 Cascais e apresentada também em Nova Iorque em Junho de 2005 no Festival New Paths in Music em Manhattan. Lecciona  actualmente  Análise e Técnicas de Composição  no Conservatório de Música D. Dinis em Odivelas  e na  Escola Técnica de Imagem e Comunicação  em Lisboa.

Lista de obras

CONTACTOS

Correio electrónicoCorreio: carlosmarecos@sapo.pt

18 Julho 2005

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CHRISTOPHER BOCHMANN
Christopher Bochmann

Christopher Bochmann nasceu a 8 de Novembro de 1950. Cantou no coro de St. George's Chapel, Castelo de Windsor, e depois continuou os estudos a Radley College. Estudou particularmente com Nadia Boulanger a Paris antes de entrar para New College, Universidade de Oxford, onde trabalhou com David Lumsden, Kenneth Leighton e Robert Sherlaw Johnson. Foi também aluno de Richard Rodney Bennett em Londres.

Leccionou na Inglaterra e no Brasil, e desde 1980 vive e trabalha em Lisboa, Portugal. Leccionou no Instituto Gregoriano de Lisboa, no Conservatório Nacional e na Universidade Nova. Foi professor da Escola Superior de Música de Lisboa de 1984 a 2006, tendo coordenado o curso de composição durante quase 20 anos e da qual foi Director de 1995 a 2001. Atualmente é Professor Catedrático da Universidade de Évora, tendo sido Diretor da Escola de Artes desta Universidade de 2009 a 2017. 

Desde 1984, é Maestro Titular da Orquestra Sinfónica Juvenil com quem já dirigiu mais de 500 concertos, cobrindo a maior parte do reportório clássico para orquestra e muitas obras também do barroco, do romantismo e dos séculos XX e XXI. Ao longo dos anos, tem estreado várias obras suas com a orquestra, incluindo a gravação de três CD.

Como compositor, ganhou vários importantes prémios, entre outros o Prémio Lili Boulanger (duas vezes) e o Clements Memorial Prize. Em 1999, foi-lhe atribuído o grau de Doctor of Music, pela Universidade de Oxford.

As suas obras incluem música para quase todos os géneros, com uma predilecção especial para a música de câmara. O seu estilo musical tem passado por uma fase de considerável complexidade e tem experimentado muitas técnicas aleatórias. Em anos mais recentes, as suas obras simplificaram-se bastante, assim obedecendo a um aspecto da tendência pós-modernista sem recurso a neo-tonalidades. Na sua música vocal, interessa-se especialmente pela exploração de aspectos tanto fonéticos como semânticos do texto. Toda a sua música demonstra uma preocupação com a relatividade dos critérios com que ouvimos e apreciamos o som. Para além de uma vasta lista de obras originais, tem realizado muitos arranjos e orquestrações.

Em 2004, foi condecorado com a Madalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura e em 2005 foi condecorado pela Rainha da Inglaterra com a distinção O. B. E. (Officer of the Order of the British Empire).

Lista de Obras

FOTOGRAFIA

CONTACTOS

Correio electrónicoCorreio: bochmann@uevora.pt

18 fevereiro 2017

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CLOTILDE ROSA
Clotilde ROSA, portuguese composer

Clotilde Rosa nasceu em Queluz, a 11 de Maio de 1930. Compositora, harpista, professora. Individualidade importante na divulgação da música contemporânea em Portugal. Cresceu no seio de uma família de forte tradição musical, sendo o seu pai o violinista e tenor José Rosa (19 Dez. 1895 - 12 Mar. 1939) e a sua mãe a pianista e harpista Branca Belo de Carvalho Rosa (11 Jan. 1906 - 28 Out. 1940). Obteve as primeiras aulas particulares de piano aos dez anos, tendo terminado em 1949 o Curso Superior no Conservatório Nacional de Lisboa com a professora Ivone Santos. Começou a estudar harpa na mesma instituição aos 12 anos com Cecília Borba, finalizando o Curso Completo de Harpa em 1948, sendo este o instrumento a que se dedicou profissionalmente. Recomeçou os seus estudos em 1958, fazendo parte dos Menestréis de Lisboa dirigidos por Santiago Kastner, com quem estudou baixo cifrado aplicado à harpa e interpretação de música antiga.

De 1960 a 1963 recebeu bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian e do governo holandês para estudar harpa particularmente com Phia Berghout em Amesterdão. Em 1964, estudou harpa com Jacqueline Borot em Paris, e realização de baixo cifrado em 1967 com Hans Zingel na Colónia, Alemanha, com subvenções da Fundação Calouste Gulbenkian.

Foi no verão de 1962 que Mário Falcão lhe propôs tocarem Imagens sonoras, uma peça para duas harpas composta por Jorge Peixinho, o que ocasionou a aproximação de Clotilde Rosa a este compositor e ao meio musical português de vanguarda, um contacto fundamental para a sua vida. No seu desenvolvimento musical foram também importantes os cursos a que assistiu em Darmstadt a partir de 1963.

Durante os anos sessenta pertenceu a um grupo de músicos reunido por Jorge Peixinho, que deu origem em 1970 ao Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. Na continuação do seu interesse pela música antiga, formou, nos fins dos anos setenta, com Carlos Franco e Luísa de Vasconcelos, o Trio Antiqua. A nível orquestral, fez parte da Orquestra Sinfónica do Porto e da Orquestra Sinfónica Nacional, ambas da Emissora Nacional, tendo colaborado com as orquestras do Teatro Nacional de São Carlos e da Fundação Calouste Gulbenkian.

De 1987 a 1989 deu aulas de Análise e Técnicas de Composição na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, transitando para a classe de Harpa de 1989 a 2000. Foi nesta época que foi introduzida, por Clotilde Rosa e pela primeira vez em Portugal, a música contemporânea no programa curricular de harpa. Entre as suas actividades, tem também integrado a Comissão Sectorial da Música Erudita da Sociedade Portuguesa de Autores.

É em 1974, a convite de Jorge Peixinho, que esboça o seu primeiro trecho musical, na obra colectiva In-con-sub-sequência. Assume-se como compositora em 1976 com a obra Encontro. Levada à Tribuna Internacional de Compositores de Paris por Joly Braga Santos e Nuno Barreiros, por proposta de Jorge Peixinho, a peça foi gravada na RDP e atingiu o 10º lugar ex-aequo, entre 60 obras de 30 países. Obteve também o 1º Prémio no Concurso Nacional de Composição da Oficina Musical do Porto com Variantes I, para flautista solo.

Numa era de grande intercomunicabilidade a nível mundial, em que as linguagens se misturam e globalizam, Clotilde Rosa acredita na ligação e influência do meio em que vive um compositor e na importância das suas raízes. Tendo originalmente uma formação musical tradicional, considera-se essencialmente autodidacta, valendo-se da sua vivência musical e sobretudo da sua experiência como intérprete. No domínio da composição, frequentou apenas algumas aulas de Contraponto com Jorge Croner de Vasconcelos, de Composição com Jorge Peixinho, assistiu a aulas de Análise de Álvaro Salazar e trabalhou Instrumentação com Carlos Franco.

Apesar da sua apetência para o experimentalismo sonoro, de que são exemplos As quatro estações do ano e Projecto-collage, nunca se proporcionou trabalhar num estúdio de música electroacústica, sendo a sua obra maioritariamente para voz ou instrumentos acústicos. A sua música, ricamente colorida, possui um forte conteúdo dramático e emocional. Clotilde Rosa descreve o material utilizado na construção da sua linguagem como: vasto, com uma herança de raiz serial muito livre, no emprego de 3 acordes de 4 sons quase como um fio condutor que habita frequentemente as minhas obras, organizando-me paralelamente, criando pequenas células que fazem aparecer fragmentos temáticos, módulos rítmico. Considera-se actualmente, e numa perspectiva alargada, como pós-serialista.

Texto de Patrícia Bastos

Catálogo de obras

Discografia

20 Junho 2004

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EUGÉNIO AMORIM

Eugénio Amorim nasceu em 1963 em São João da Madeira, onde iniciou os estudos musicais, prosseguindo-os na Academia de Música de Santa Maria da Feira. No Conservatório de Música do Porto veio a concluir os Cursos Superiores de Piano e Composição nas classes de, respectivamente, Fernanda Wandschneider e Cândido Lima. De 1988 a 1993, frequentou a Escola Superior de Música de Würzburg, tendo aí obtido o Bacharelato em Direcção de Orquestra e a Licenciatura em Música Sacra (Órgão com Gerhard Weinberger, Direcção de Coro com Jörg Straube e Técnicas de Composição com Zsolt Gárdonyi). Frequentou diversos cursos nas áreas da Composição Musical e Análise, da Harmonia de Jazz, da Pedagogia Musical, do Piano, do Canto e da Direcção de Coro. Actuou em concerto como organista, cantor e maestro, tanto em Portugal como no estrangeiro (Alemanha, Inglaterra, Áustria, França).

Desde 1994, é maestro do Coro da Sé Catedral do Porto. Nesse contexto, salienta-se o empenhamento na divulgação de obras de compositores portugueses, inserindo-se neste propósito as duas digressões realizadas pelo Coro na Inglaterra e na Alemanha, assim como a gravação de um CD com música vocal portuguesa da Renascença e um outro com trabalhos de composição sobre melodias populares de Natal cantadas em Portugal, num projecto conjunto de 4 compositores em que o próprio tomou parte. Dirigiu em concerto a Orquestra Clássica do Porto, a Orquestra do Norte, a Orquestra "Brandon Hill" de Bristol, a Orquestra Sine Nomine, a Orquestra Sinfónica de Zlin e o Ensemble de Música Antiga Musica Florea de Praga.

Orientou cursos de Análise, de Direcção Coral e de Órgão, tendo sido ainda assistente de Franz Stoiber nas disciplinas de Harmonia e Órgão nos cursos nacionais de Música Sacra. Fez parte ainda de Júris de diversos concursos nacionais de música. É actualmente professor no curso de Composição da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, leccionando ainda no Curso de Música da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. A sua actividade estende-se a outros campos, de que ressaltaria a participação nas comissões técnicas que levaram à aquisição dos Órgãos de Tubos da Igreja de Nossa Senhora da Conceição no Porto e da Igreja de Santa Rita, em Ermezinde. Faz parte nesta data de diversas outras comissões semelhantes.

A sua actividade musical compreende ainda a composição musical, sendo autor de obras como "Te Deum", para Tenor solo, Coro misto, Coro de crianças e Órgão (1998), "Joie" para Órgão solo (2000), "Nós vos louvamos (Te Deum em português)" para Soprano e Tenor solos, Metais e Coro (2001).

Tem gravadas duas obras suas sobre melodias natalícias portuguesas. Em Julho de 2001, foi executada "Stabat Mater" para Coro, Percussão e Órgão pelo Norddeutscher Figuralchor, em concerto integrado na programação do Porto 2001 Capital Europeia da Cultura. Em Dezembro do mesmo ano, foi apresentado "Um Natal Português", um composição colectiva, composta em conjunto com Carlos Azevedo, Fernando Lapa e Fernando Valente, para Soprano solo, Coro e Orquestra, sobre melodias populares de Natal portuguesas. Em Julho de 2002, foi estreada no âmbito do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim uma obra sua para Orquestra, "Danças com Mar", entretanto já editada em CD. Em 2003, foi estreada no Festival de Órgão de Mafra "E-motion" para dois Órgãos históricos e de 2004 ressaltaria a obra "4:3 - Dopo un film di" para 2 Pianos a 4 mãos e 3 solistas para o Festival Black & White.

Catálogo de obras

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30 Julho 2005

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EURICO CARRAPATOSO
Eurico CARRAPATOSO, portuguese composer

Eurico Carrapatoso é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Iniciou os estudos musicais em 1985, tendo sido sucessivamente aluno de composição de José Luís Borges Coelho, Fernando Lapa, Cândido Lima e Constança Capdeville. Concluiu em 1993 o Curso Superior de Composição no Conservatório Nacional de Lisboa com Jorge Peixinho.

Foi assistente de História Económica e Social na Universidade Portucalense.

Leccionou na área da composição em várias instituições, nomeadamente na Escola Superior de Música de Lisboa e na Academia Nacional Superior de Orquestra. É desde 1989 professor de Composição na Academia de Amadores de Música e no Conservatório Nacional, sendo professor do quadro desta última instituição. Recebe regularmente encomendas das principais instituições culturais portuguesas e a sua música tem vindo a ser executada, editada e difundida desde 1987 não apenas na Europa bem como nos restantes continentes.

Ganhou as primeiras edições do Prémio de Composição Lopes Graça da Cidade de Tomar e do Prémio Francisco de Lacerda.

A sua música representou três vezes Portugal na Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO, realizadas em Paris em 1998, 1999 e 2006, com "Cinco melodias em forma de Montemel" (para soprano, trompa e piano), "Deploração sobre a morte de Jorge Peixinho" (para grande orquestra) e "O meu poemário infantil" (para tenor e orquestra).

Em Maio de 2001 foi distinguido pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal com o Prémio da Identidade Nacional.

Foi condecorado pelo Presidente da República com a Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique em 10 de Junho de 2004.

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MoradaEurico Carrapatoso

Rua Cidade de Bissau, lote 19, 13º dtº

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TelefoneTel. (+00 351) 218 535 624

TelemóvelTlm. (+00 351) 938 713 614

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03 Janeiro 2009

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FERNANDO LAPA
Fernando LAPA, portuguese composer

Nascido em Vila Real, em 1950, Fernando Lapa é diplomado com o Curso Superior de Composição do Conservatório de Música do Porto, na classe de Cândido Lima, tendo ainda frequentado diversos cursos nas áreas da Pedagogia Musical, Música Antiga, Direcção Coral, Análise e Composição.

Premiado em concursos de composição, tem mantido uma intensa actividade nesta área, expressa em mais de uma centena de obras, abrangendo praticamente todos os géneros: para formações de câmara ou instrumento solo, corais, sinfónicas, electroacústicas e outras. Compôs diversas bandas sonoras para o cinema e o teatro, nomeadamente para a longa metragem "Ma'sin", de Saguenail (filme vencedor do Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz); ou para as peças de teatro "Partir a meio-dia", de Paul Claudel, "Tartufo", de Molière e "O arquitecto e o imperador da Assíria", de Arrabal (para a Companhia de Teatro de Braga); "Alice", de Lewis Carrol (para o Teatro de Marionetas do Porto); "Antígona", de Sófocles e "Paixões", de António Lobo Antunes (para o Seiva Trupe do Porto); ou "Poker na Jamaica", de Evelyn Pieller (estreada no CCB em Lisboa).

De entre as obras estreadas desde 2001, destacam-se: "Tenebrae" para octeto vocal e órgão; "Imagens a preto e branco", pela Orquestra Nacional do Porto, num concerto dedicado a compositores portuenses; "Canções de negro e de sal" para barítono e orquestra (encomenda do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim); "Magnificat", para coro e órgão, pelo Tallis Chamber Choir, num concerto integrado na programação do Porto 2001 Capital Europeia da Cultura. É o principal autor da ópera "A demolição - a história que ides ver", encomendada pelo Serviço Educativo da Casa da Música e apresentada em Fevereiro de 2002, tendo estreado em Katowice (Polónia) o Concerto para flauta, piano e orquestra de cordas. Mais recentemente foram estreadas: "Say beautiful", para sexteto de percussão, pelo "Drumming", no Teatro Viriato, em Viseu; oito poemas breves de valter hugo mãe, pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, no Auditório de Serralves, no Porto; ou ainda "Seis bagatelas sobre poemas de Alexandre O'Neill", para coro e piano, no Museu D. Diogo de Sousa, em Braga; "Três cantos para uma memória", para piano solo, no Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim; "Storyboard" para piano a 4 mãos, no Forte de S. Francisco, em Chaves; o "Concerto para Guitarra Portuguesa e Orquestra", encomenda de Coimbra 2003 Capital Nacional da Cultura, no Teatro Académico Gil Vicente; "Enfim, só!!!", para saxofone e quinteto de cordas, encomenda do Festival de Música de Caldas da Rainha, 2004; "Nem tudo ou nada", para clarinete e piano, no Festival Península de Músicas, no Auditório Eunice Muñoz, em Oeiras, 2004, entre outras.

Algumas das suas obras têm sido repetidamente interpretadas, tanto em Portugal como no estrangeiro (Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Polónia, Hungria, Finlândia, Egipto, México e EUA), nomeadamente Ostinato, muitas vezes apresentada por várias orquestras portuguesas. Diversas obras se encontram com regularidade no repertório dos mais variados intérpretes e formações, nomeadamente: "Variações sobre o Coro da Primavera", para piano; Itinerários para duas guitarras; "Plural II" para flauta e piano; o "Quinteto de sopro Cinco esboços em azul ultramar"; "As cinco portas do labirinto", para contrabaixo e piano; o quinteto "In nomine"; a canção "O céu, a terra, o vento sossegado", para canto e piano; "Angelus", para flauta solo; "Plural III", para clarinete e piano; "Quasi ostinato", para coro e piano; diversas obras corais "a capella" ou com acompanhamento instrumental; para além de inúmeras harmonizações de canções populares e dos mais diversos arranjos para coro ou formações instrumentais.

A RDP e a RTP gravaram e transmitiram diversos concertos em que figuravam obras suas, sendo de destacar a transmissão para muitos países europeus, via UER., de Cantares de Natal, em Dezembro de 1997.Está também representado em várias gravações em CD, tendo gravado em 2003 "Canções de negro e de sal", para barítono e orquestra; "Variações sobre o Coro da Primavera" para piano solo; e "Um Natal Português" para coro e orquestra (grande obra coral sinfónica escrita em parceria com os compositores portuenses Carlos Azevedo, Fernando Valente e Eugénio Amorim). Tem partituras editadas em Portugal e na Alemanha. Leccionou em várias escolas, sendo professor de Análise e Técnicas de Composição no Conservatório de Música do Porto, desde 1984, e de Composição na ESMAE.

Membro do júri de prémios e concursos (Concurso de Órgão do Porto, Prémio de Composição "Claudio Carneyro", Concurso Internacional de Piano "Vianna da Motta", entre muitos outros), foi também director artístico em diversas gravações, fez diversas palestras e conferências, orientou colóquios e seminários e é o autor dos programas de Composição para as escolas profissionais de música. Tem colaborações dispersas por diversas revistas, jornais e rádios, para além de inúmeras notas a programas de concerto ou CD, tendo sido o editor da secção de Música da revista de artes "Ideias Fixas". É colaborador permanente do jornal diário "Público", desde 1994, aí tendo assinado cerca de três centenas de textos de crítica musical. Na qualidade de compositor, foi o convidado de um dos programas da série "Panorama de um século", assinado por Luís Tinoco, na Antena 2.

Figura no "Dicionário de personalidades portuenses do século XX" editado aquando do Porto 2001 Capital Europeia da Cultura, sendo também um dos compositores "retratados" na coluna "Dicionário A a Z - Compositores portugueses ", do suplemento semanal "Mil folhas" do jornal "Público". Dirigiu diversos coros e formações instrumentais em inúmeros concertos, nomeadamente o Coro da Sé Catedral do Porto e a Orquestra Artave. Dirigiu ainda, desde a sua fundação em 1989, o Coro Académico da Universidade do Minho. Com esta formação realizou mais de três centenas de actuações e concertos, tanto "a capella" como com acompanhamento de piano ou órgão, com quinteto de metais ou com orquestra.

Catálogo de obras

28 Dezembro 2004

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FERNANDO VALENTE
Fernando Valente, portuguese composer

Natural de Moldes, concelho de Arouca, Fernando Valente concluiu o Curso Superior de Composição no Conservatório de Música do Porto.

É professor de Análise e Técnicas de Composição no Conservatório de Música do Porto e na Escola de Música Óscar da Silva em Matosinhos. Lecionou no III e no IV Curso Nacional de Música Litúrgica. Entre as funções desempenhadas no âmbito das instituições escolares contam-se a de Presidente da Assembleia de Escola do Conservatório de Música do Porto, de Presidente do Conselho Pedagógico e Coordenador de Departamento, entre outras.

Dirigiu o Coro da Universidade Portucalense de 1987 a 2002. Foi membro do Coro da Sé Catedral do Porto, que acompanhou ao órgão durante alguns anos e dirigiu em alguns concertos. Tem assumido responsabilidades em várias iniciativas corais.

Como compositor, tem obras escritas para diversas formações, com o privilégio dado à voz. Algumas obras estão gravadas em CD e impressas. Apresentam-se seguidamente alguns títulos:  

Obras para instrumentos em diversas formações,

nomeadamente Impromptus sobre canto popular (flauta), Tal e Qual/Exactly (duo de guitarras), Música para sete quadros de Job (trombone solo, sobre desenhos de José Rodrigues), Alva (trombone, bombardino e piano), Ut II (piano), Oferenda (orquestra).

Para canto e piano:

ciclo Oração ao pão, de Guerra Junqueiro; Poemas de Eugénio de Andrade (cinco poemas); Os versos que te fiz (soneto de Florbela Espanca); Gatimanhos.

Para coro:

música sacra e profana a capella ou com acompanhamento instrumental: Hymnos (4 v.m.), Convite (coro 4 v.m.), Liturgia de Natal (coro, cordas, metais e órgão), Liturgia da Páscoa (coro, cordas, metais, percussão e órgão), Mistérios Gloriosos (coro misto, sopros, metais e órgão), Ave Maria (I – para 4 v.m.), Avé Maria (II – para 4 v.m. e órgão), Pai Nosso (4 v.m.), Panem caeli (4 v.m.) e outros pequenos motetes. Tem-se dedicado também à harmonização/composição sobre melodias tradicionais: quatro melodias de Arouca (colaboração em CD Despiques), onze melodias de Arouca (totalidade do CD Canções de Arouca), entre outras. Integrou o projeto Para um Natal Português (soprano, coro e orquestra) com Carlos Azevedo, Fernando Lapa e Eugénio Amorim.

Tem composto música para grupos infantis/juvenis, por vezes juntamente com coro de vozes mistas: música para o Sapo Apaixonado (vozes, piano e flauta); música para A Noite dos Animais Inventados (vozes e piano); Viagem para Norte, a propósito da viagem a Portugal de Hans Christian Andersen (coro infantil, coro misto, grupo de guitarras, flauta, clarinete, piano, marimba e outras percussões); música para o Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente (coro juvenil a duas vozes, piano, e instrumentos Orff); A Nau Catrineta (coro juvenil e piano), música para os poemas Tomasinho–Cara-Feia (flauta, coro juvenil a duas vozes e piano) e Avô Crocodilo (barítono, coro juvenil a duas vozes e piano), assim como algumas canções de Natal (coro e piano).

12 Fevereiro 2012

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GONÇALO LOURENÇO
Gonçalo LOURENÇO, portuguese composer

Nascido em Lisboa em 1979, Gonçalo Lourenço é licenciado em Psicologia, vertente educacional, pela Universidade Lusófona de Lisboa. Concluiu o curso do Conservatório Regional de Setúbal em 2001 e é bacharel em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, onde trabalhou com os professores Christopher Bochmann e Sérgio Azevedo. Frequenta actualmente o 4º ano de Direcção Coral, da Escola Superior de Música de Lisboa, onde trabalha com Vasco Azevedo.

Participou em cursos de direcção coral, nomeadamente no I Curso Internacional de Música Vocal Luísa Todi 1998 e nos Cursos Internacionais de Música Vocal de Aveiro nos anos de 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004 onde trabalhou com a cantora Claire Vangelisti, com o cantor João Lourenço e com os maestros António Vassalo Lourenço e Paulo Lourenço. De Junho de 1999 a Junho de 2000, dirigiu o Grupo Coral de Lagos. Dirige e criou, em 2004, o Coro Odyssea. Também dirige o Coro da Universidade Lusófona, que criou em 2004 e é Maestro Assistente do coro Vox Laci.

Como compositor, participou nas ''Tardes Musicais do Conservatório Regional de Setúbal 2001'', onde apresentou, em estreia absoluta, obras de sua autoria. Também estreou obras suas no Conservatório de Lisboa, no evento ''Peças Frescas'' e no Centro Cultural de Belém, no espaço Bar Terraço, a convite de vários músicos. Também participou nos eventos "Workshop da Orquestra Gulbenkian para Jovens Compositores, 2003" e "2º Workshop da Orquestra Gulbenkian para Jovens Compositores", onde teve oportunidade de trabalhar com o compositor Emmanuel Nunes e com o maestro Guillaume Bourgnone e de ter estreado a obra "Tentativas" tocada pela Orquestra Gulbenkian e a peça "Néctar", para 14 instrumentos, interpretada por solistas da Orquestra Gulbenkian.

Tem trabalhado em música para cinema, onde já realizou 3 bandas sonoras, dos filmes "Pestes ao Ataque", "Círculo Mágico" e "Com Tradição". Tem tido a oportunidade de ter estreado peças no estrangeiro, mais especificamente na Islândia, com a peça "Ça Va", tocada pela Orquestra dos Jovens Músicos da Islândia, dirigida pelo maestro Gunnsteinn Olafsson, encomendada pelo próprio. No Brasil, pelo guitarrista Rodrigo Rios, com a peça "Dunego", dedicada ao próprio, para quarteto de cordas e guitarra e nos EUA, pelo maestro J. D. Goddard e o Mastersinger Choir of Ohio, pelos 4 Motetos de Natal. Foi representante europeu no evento "I'm Pulse", nas Filipinas, onde a sua peça Ícore foi tocada em Manilla.

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19 Janeiro 2005

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JOÃO-HEITOR RIGAUD

Nascido no Porto, em 21 de Maio de 1956, João-Heitor Rigaud é filho de José João Rigaud de Sousa, arqueólogo formado pela Universidade do Porto e especializado pela Universidade de Poitiers, e de Maria Adelina Caravana, pianista com obra poética publicada, formada pelo Conservatório de Música do Porto e fundadora do Conservatório de Braga. Começou a estudar música extremamente cedo e foi o primeiro aluno matriculado no Conservatório de Braga, que frequentou até 1973. Estudou piano, até 1967, com sua mãe, violino, de 1967 a 1978, com A. Gaio Lima, flauta, de 1970 a 1977, com Maurício Noites, e escrita musical e composição, de 1973 a 1980, com Fernando Corrêa de Oliveira.

Em 1980 licenciou-se em História, na Universidade do Porto, e, três anos depois, orientado por Pierre Wissmer, Claude Viala, Michel Corboz, Charles Held e outros, formou-se no Conservatório de Música de Genebra, onde obteve vários diplomas de estudos superiores, entre os quais se destaca o de Virtuosidade em Composição Musical laureado com 1º Prémio por Unanimidade, e a 1ª Medalha de Mérito para o conjunto da obra orquestral. Em 2003 deu início ao trabalho de pesquisa com vista à elaboração de uma tese de Doutoramento a apresentar à Universidade do Porto, e foi posteriormente reconhecido Mestre em música, pelas Instituições de Ensino Superior Portuguesas, para fins docentes e profissionais. Professor de Análise e Técnicas de Composição no Conservatório de Música do Porto e colaborador científico da Universidade do Minho onde orienta regularmente seminários no âmbito dos cursos de Mestrado, é sócio efectivo da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, do Centro de Estudos Humanísticos e do Centro de Estudos de Ciências Humanas, de que é co-fundador.

Em consequência da riqueza da sua formação, tem exercido actividade profissional variada, tanto no campo da composição e da investigação científica, como no da administração e direcção artística e musical de concertos e no ensino, o que o levou a ser, durante dez anos, Consultor do Secretário-Geral da Associação Europeia de Conservatórios, Academias de Música e Musikhochschulen. É autor de um trio para violino, violoncelo e piano, de sonatas para guitarra, violino, flauta, duas flautas e flauta e piano, de peças diversas para piano, dois pianos, órgão, clarinete, de três ciclos de canções (António Nobre, para tenor e piano; António Ferreira, para soprano e piano ou septeto instrumental; Molière, para soprano e orquestra), de três cantatas (Pedro António Correia Garção, para coro misto a cappella; António Nobre, para coro infantil e piano; António Nobre, para tenor e orquestra), de um oratório bíblico (estreado no encerramento das comemorações dos 900 anos da fundação da Ordem de Cister) e de duas sinfonias.

Muitos têm sido os intérpretes das suas obras mas, pelo interesse demonstrado e qualidade alcançada em concerto, há que destacar o Dr. Manuel Ivo Cruz, presença constante ao longo de mais de vinte e cinco anos e dedicatário da Sinfonia nº 2, Fernando Eldoro e Elsa Saque, que estrearam o ciclo "O Eterno-Feminino" com a Orquestra Clássica do Porto. Várias têm sido as obras gravadas em disco e por estações de radiodifusão, estando a ser preparadas novas gravações.

 

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02 Outubro 2004

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JOÃO MADUREIRA
João MADUREIRA, portuguese composer

João Madureira nasceu em Lisboa em 1971. Iniciou os seus estudos musicais na Academia dos Amadores de Música, tendo posteriormente estudado com Nuno Vieira de Almeida e Christopher Bochmann. Em 1990, ingressou no Curso Superior de Composição da Escola Superior de Música de Lisboa, onde foi aluno, entre outros, de António Pinho Vargas e Christopher Bochmann. Frequentou a Faculteit Kunst, Media & Technologie da Hogeschool voor de Kunsten Utrecht (Holanda), como bolseiro do Programa Erasmus. Em 1995, estudou com Franco Donatoni na Accademia Musicale Chigiana de Siena (Itália). Em 1997, ingressou no Curso Superior de Composição da Escola Superior de Música de Colónia, onde foi aluno de York Höller, concluindo-o em Fevereiro de 2000. Durante este período, foi bolseiro do Centro Nacional de Cultura.

Participou no "atelier" de composição em Villeneuve-lez Avignon, organizado pelo Centre Acanthes 2000/Ircam e integrado nas iniciativas do Festival de Avignon, onde teve a oportunidade de trabalhar com Jonathan Harvey, Michael Jarrell, Ivan Fedele e Magnus Lindberg. Actualmente trabalha sob orientação do compositor Ivan Fedele.

Em Outubro de 1998, recebeu o Prémio ACARTE / Maria Madalena Azeredo Perdigão (Fundação Gulbenkian) ex aequo com o compositor Carlos Caires, pelo concerto Melodrama, estreado em Março no Centro Cultural de Belém. Em Novembro de 2002, foi convidado a participar, como compositor, no Simpósio de Música Contemporânea, realizado em Castelo-Branco. Em Janeiro de 2003, foi convidado para o cargo de compositor residente da OrchestrUtopica. É professor na Escola Superior de Música de Lisboa, no Curso de Composição.

Catálogo de obras

19 Março 2003

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JOÃO PEDRO OLIVEIRA
João Pedro OLIVEIRA, foto Expresso

João Pedro Oliveira iniciou os seus estudos de música como aluno do Centro de Estudos Gregorianos, tendo continuado o seu trabalho no Instituto Gregoriano de Lisboa, onde concluiu o curso superior de Órgão com o professor Sibertin-Blanc. Depois de iniciar sua carreira como organista a partir de 1978, dedicou-se igualmente à composição e, de 1985 a 1990, esteve nos Estados Unidos com uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian e da Comissão Cultural Luso-Americana. Aí frequentou o Brooklyn College e a Universidade de Nova Iorque, em Stony Brook, tendo concluído dois mestrados e um doutoramento em música.

Várias das suas obras têm recebido prémios nacionais e internacionais. Entre estes, salienta-se o primeiro prémio do Concurso Joly Braga Santos (1992, 1994 e 1995), o primeiro prémio do Concurso Internacional de Composição das Segundas Jornadas de Arte Contemporânea, o primeiro prémio no IV Concurso de Composição da Oficina Musical, o primeiro prémio do Concurso Nacional de Compositores de Música de Órgão e, mais recentemente, o primeiro prémio do Concurso Internacional Alea III e o primeiro prémio do Concurso Lopes-Graça. A maioria das suas obras foram encomendadas por instituições nacionais e estrangeiras. Em 1993, as suas principais composições de música electrónica foram gravadas em CD, tendo-se assistido, a partir de então, à gravação e edição de várias das suas restantes obras.

Para além da sua actividade como compositor, João Pedro Oliveira prossegue igualmente a sua carreira como organista, tendo já dado concertos na Europa, nos Estados Unidos da América, na China e no Japão. Já efectuou duas gravações discográficas com obras para trompete e órgão. João Pedro Oliveira é Professor Associado na Universidade de Aveiro, onde lecciona as disciplinas de Composição e Música Electrónica.

Obras (lista selectiva): Sete Visões do Apocalipse, para órgão (1982); Estudos para 5 instrumentos, para flauta, clarinete, piano, violoncelo e percussão (1984); Integrais I, para violino solo (1986); Integrais II, para clarinete solo (1986); Integrais III, para trompa solo (1986); Integrais IV, para saxofone solo (1986); Canticum, música electrónica (1987); Tessares, para oboé, corne inglês, viola, piano, celesta e contrabaixo (1987); Threads II, para 13 instrumentos (1987); A Cidade eterna, música electrónica (1988); Patmos, ópera em 1 acto (1990); Tríptico, música electrónica (1991); Images de la mémoire, para soprano e sexteto de cordas (1992); Silence to Light, música electrónica (1992); Visão, para soprano, orquestra, fita magnética e transformações electrónicas ao vivo (1992); Pirâmides de cristal (1993); Requiem pelo Planeta Terra, para orquestra, coro, solistas e electrónica (1994); Peregrinação, para quarteto de cordas (1995); Harmonias e Ressonâncias, para órgão (1996); Livro do Órgão Ibérico (1996); A Cidade Eterna, para orquestra e fita magnética (1997); Atlas, música electrónica (1998); Rumo ao Futuro, música electrónica (1998); Azul Profundo, música electrónica (1998); O túnel do Som, música electrónica (1998).

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JOÃO RAFAEL

Nascido em 1960, João Rafael concluiu em 1985 o Curso Superior de Composição no Conservatório Nacional de Lisboa, na classe de Christopher Bochmann e frequentou o Curso Superior de Piano, até ao 8.º ano, na classe de Gilberta Paiva. Frequentou ainda as aulas de técnicas de composição do século XX, análise, orquestração, composição estilística e composição livre, do Instituto Gregoriano de Lisboa, sob a orientação de Christopher Bochmann. Frequentou diversos cursos e seminários de composição, exercendo simultaneamente actividade musical e pedagógica, nomeadamente ensinando solfejo, harmonia, contraponto e acústica.

De 1985 a 1988, beneficiou de uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian para continuar os seus estudos de composição com Emmanuel Nunes em Paris. Durante esse período teve também a possibilidade de assistir e participar na concepção e realização das seguintes obras do mesmo compositor: Tif'ereth, Vislumbre, Wandlungen, Duktus e Clivages. De 1988 a 1992, estudou no Instituto da Nova Música em Friburgo, na Alemanha, composição com Emmanuel Nunes e música electrónica com Mesias Maiguashca. Até 1990 beneficiou de uma bolsa de estudo do governo alemão (D.A.A.D.). Em 1991 foi-lhe atribuída a bolsa da Fundação Heirich-Strobel da Rádio do Sudoeste da Alemanha de Baden-Baden (S.W.F.) para continuar a sua actividade artística.

Em 1991 e 1992 desempenhou o cargo de tutor pedagógico e técnico (assistente para o ensino) no Estúdio de Música Electrónica da Escola Superior de Música de Friburgo. Em Outubro de 1990 obteve o primeiro prémio no Concurso Internacional de Composição Camillo Togni, em Brescia, na Itália, com a peça Transition, para clarinete solo. Esta peça foi ainda seleccionada para um disco compacto que integra algumas das peças executadas no Festival Internacional de Música Contemporânea da Radio France Présences 92. Outras peças receberam igualmente prémios em concursos internacionais de composição, e foram seleccionadas para importantes festivais na Europa. Em Junho de 1995 a Radio France dedicou-lhe um dos programas "Auto-Portrait". Outros "Portraits" radiofónicos tiveram lugar na RDP em 1991, 1996, 1998 e 2002.

João Rafael tem mantido uma actividade constante no domínio da música electrónica e electroacústica, quer seja como compositor ou como "intérprete". Tem dado regularmente Seminários de Análise, Cursos de Composição e "Workshops", assim como têm sido publicados textos e análises suas em Portugal, Itália, França, Alemanha, Suécia, Rússia e EUA. Peças suas têm sido tocadas por solistas, "ensembles" e orquestras de renome internacional em importantes Festivais em Portugal, Espanha, França, Holanda, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia, Hungria, Áustria, Itália, Suíça e Alemanha, e têm sido difundidas por quase todas as rádios europeias.

 

CONTACTOS

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02 Junho 2006

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JOÃO VICTOR COSTA
João Vicor COSTA, portuguese composer, photo NetMadeira

João Victor Costa nasceu a 24 de Abril de 1939, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, Madeira.

Frequentou durante nove anos o Seminário Diocesano do Funchal, onde desenvolveu o gosto pela música, dedicando-se desde muito jovem à composição e estudo de instrumentos. Estudou canto, piano e composição na Academia de Musica e Belas Artes da Madeira.

Concluídos esses estudos musicais, foi-lhe concedida uma bolsa de estudos pela Fundação Calouste Gulbenkian para cursos de aperfeiçoamento na Escola Superior de Música de Munique onde se especializou na interpretação de Lied, Oratória, Ópera e Composição.

Nos Festivais de Verão dessa mesma cidade, estreou-se como cantor na ópera Zaida de Mozart. Seguidamente integrou um quarteto vocal, contratado para uma digressão de concertos em Israel. Na ópera estadual de Augsburgo esteve contratado diversos anos consecutivos desempenhando papéis principais em óperas como A força do Destino, Il Trovatore de G. Verdi, La Bohéme e Tosca de Puccini.

Actuou como tenor convidado em Portugal, Áustria, Checoslováquia, Itália, entre outros países.

Nunca deixou de compor desenvolvendo um estilo muito próprio, sem sujeitar-se nunca aos ditames da moda. É o autor do Hino da Madeira, bem como de 2 oratórias em português, de mais de 100 canções eruditas para canto e piano, das quais se destacam 13 sonetos de Luís de Camões, já por ele mesmo gravados e editados em CD.

Obras suas foram executadas em Viena, em primeira audição. Tem diversas obras para trios, quartetos e outros conjuntos de câmara. Algumas obras suas foram apresentadas pela Orquestra Clássica da Madeira.

Uma das principais características da obra de J. Victor Costa é a de continuar utilizando temas de raízes populares, não só para os coros como para todos os tipos de instrumentos imprimindo-lhes um cunho erudito, actual e pessoal, representando uma simbiose do maior interesse para a cultura actual e futura.

04 Julho 2008

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JORGE LIMA BARRETO
Jorge Lima Barreto, foto Nuno Martins

Currículo e catálogo de obras

Compositor, intérprete e musicólogo, Jorge Lima Barreto, que hoje (09 Julho de 2011) morreu aos 61 anos, dedicou toda a sua vida ao universo musical, tendo editado dezenas de discos e deixado uma vasta obra literária sobre musicologia.

Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Letras, onde chegou a lecionar, cedo começou o seu percurso no mundo da música, começando na infância, como autodidata, a praticar órgão de igreja e piano.

Ainda antes de se licenciar, criou em 1969 a Anar Band e também Associação de Música Conceptual. Fundou depois, já na década de 1980, o duo Telectu, com Vítor Rua, com quem editou dezenas de álbuns.

Sofia Branco © 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.


O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, considerou hoje (09 Julho 2011) que Jorge Lima Barreto foi "um inovador e uma personalidade singular da música improvisada e eletrónica nacional", como músico e musicólogo.

A declaração de Francisco José Viegas consta de uma nota de pesar enviada à agência Lusa a propósito da morte do musicólogo.

Jorge Lima Barreto morreu hoje, aos 61 anos, de pneumonia. Estava hospitalizado há quase um mês na unidade de cuidados intensivos de um hospital de Lisboa.

Cláudia Páscoa © 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

09 Julho 2011

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JORGE SALGUEIRO
Jorge SALGUEIRO, portuguese composer

Jorge Salgueiro nasceu em Palmela em 1969. Escreve desde os 14 anos, sendo autor de cerca de 130 obras e aproximadamente 270 arranjos de obras de outros autores. Da sua obra, destaca-se a sinfonia nº 1 "A Voz dos Deuses" e a nº 2 "Mare Nostrum", as óperas "O Achamento do Brasil" e "Pino do Verão", a cantata "O Conquistador", a "Abertura para Gil", a fábula sinfónica "A Quinta da Amizade" e o "Requiem pela Humanidade". Para além de outras obras sinfónicas para orquestra e para banda, é ainda autor de música de câmara, quer vocal quer instrumental e de música para crianças.

É actualmente compositor residente da Banda da Armada Portuguesa e do grupo de teatro "O Bando". Dirigiu entre 1987 e 1993 a Orquestra Juvenil dos Loureiros, em 1993 a Café Orquestra, entre 1992 e 1998, o Coral Infantil de Setúbal, entre 1998 e 2000 a Orquestra Didáctica e em 2004 a Orquestra Nacional do Porto. Dirige o grupo "Negros de luz" desde 1995. A sua obra é regularmente tocada em Portugal, tendo já tido algumas apresentações em diversos países europeus (Espanha, Suécia, Bélgica, Holanda e Letónia) e americanos (México e Estados Unidos). Obteve distinções de Juventude Musical Portuguesa 1988, Academia Luísa Todi 1989, Marinha 1996, Costa Azul 2002, Rotary Club 2004. Jorge Salgueiro preocupa-se com questões da cultura portuguesa, nomeadamente a língua e a preservação da memória e identidade musical portuguesa.

Lista de obras

 

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SítioSítio: www.jorgesalgueiro.com

Correio electrónicoCorreio: salgueiro@netvisao.pt

19 Julho 2005

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JOSÉ JÚLIO LOPES
José Júlio Lopes, composição

Nascido em Lisboa, em 1957, José Júlio Lopes iniciou a sua actividade como compositor em 1977. Desde aí tem repartido a sua actividade entre a criação musical e o espectáculo, desenvolvendo ao mesmo tempo um projecto de investigação sobre a relação entre música e drama. Fez estudos musicais na Academia de Amadores de Música: Piano com Maria Teresa Menéres, Composição com Lopes Graça e fez o Curso de Formação Musical. Posteriormente estudou com Elisa Lamas (Harmonia), Christopher Bochmann e Carlos Caires (Composição) e Nuno Vieira de Almeida (Piano). Participou nos Seminários de composição de Emanuel Nunes, na FCG, e fez as Composition Masterclass com o compositor italiano Franco Donatoni na Royal Academy of Music (Londres, 1998).

Compôs música de cena para (entre outros) Artaud-Estúdio (de Paulo Filipe) ACARTE/FCG; Cenas de Uma Execução (enc. Alberto Lopes/São José Lapa), TNDMII; Inverno de 45 (enc. Jorge Castro Guedes), Teatro da Trindade; Prometeu (enc. Carlos Fogaça), Teatro da Nova; Averroes (de José Júlio Lopes); Hop Frog e O Horácio (enc. Carlos Fogaça), TN; A Marquesa de Sade, Casa da Comédia (enc. Filipe La Féria); Rei Ramiro (enc. Alberto Lopes); Guerras do Alecrim e Manjerona (enc. Norberto Barroca). Fez o mestrado em Ciências da Comunicação (Universidade Nova de Lisboa) e prepara o doutoramento na mesma área. É professor no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma de Lisboa.

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JOSÉ MESQUITA LOPES
José Mesquita LOPES, portuguese composer

 Licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa, José Mesquita Lopes é professor profissionalizado, com o Curso Superior de Guitarra da A. A.M onde estudou com Paulo Valente Pereira. Posteriormente estudou particularmente com Christopher Lyall (1991). Participou em vários cursos internacionais, entre eles o da Costa do Estoril com Alberto Ponce (1980 a 90) e Hopkinson Smith, o de Alcoy (Espanha) com José Luís Gonzalez (1986) e o de Sto Tirso e Trofa com Leo Brouwer, Abel Carlevaro, Roland Dyens e o de Almendralejo (Espanha) com Erik Stenstadvold (2010). Estudou ainda com Alírio Diaz e P. Nagy e Dirk de Hertogh. Estudou composição com C. Bochmann, C. Capdeville, E. Nunes, C. Lima, Leo Brouwer, J. Carlos Buonacorso, R. Perez e J. P. Oliveira, Amilcar Vasques Dias e Sérgio Azevedo, entre outros. Frequentou cursos com K. Stockhausen, E. Cárter, Reginald Smith Brindle e C. Henry Joubert.

Em 2003 concluiu a Licenciatura em Composição, onde obteve a classificação de 20 valores no Projecto Final do Curso "Reflexões Sobre a Importância da Análise na Interpretação Musical". É Doutorado pela Universidade de Aveiro desde 2015, tendo sido aprovado por unanimidade, distinção e louvor do júri. O tema da tese é 'A Música Portuguesa Contemporânea para Guitarra de 1983 a 2008'. Teve como orientadores o Professor Doutor Paulo Vaz de Carvalho e o Professor Doutor Christopher Consitt Bochmann, tendo sido bolseiro da FCT. Desde finais de 2009 iniciou uma série de concertos/conferência e cursos de escrita, interpretação, técnica e leitura à primeira vista na Universidade de Évora (2009, 2010 e 2011), na Biblioteca Afonso Lopes Vieira em Leiria (OLCA) (2009), na Universidade do Minho (Braga) (2010), na Universidade de Aveiro “Performa 2011”, na Escola Superior de Música de Lisboa (2011), no Festival “Elogio da Guitarra” na Guarda (2011) e na Academia de Amadores de Música de Lisboa, no Ciclo de concertos “Musicália 2011”.

Premiado em vários concursos de composição e guitarra nacionais e internacionais. Entre eles destacam-se o primeiro prémio no Concurso de Composição Luso-espanhol da JMP (1986), o primeiro prémio no I Concurso de Composição Hispano-Luso para guitarra "Ciudad de Badajoz" (2006) e ainda os prémios da ACAV - Aveiro (1987), Luís de Freitas Branco - Conselho Português da Música (1991), Joly Braga Santos – Câmara Municipal de Lisboa (1995) e Juventude Musical Portuguesa (nível superior - 1988). Tem obras para instrumentos solistas, música de câmara vocal e instrumental, orquestral, concertante, para bailado infantil e electroacústica, tendo algumas delas sido já tocadas e gravadas por artistas de renome. Com encomenda do Festival Música em Leiria estreou em 2013 a obra A Natureza, O Povo e o Espaço para Coro, Orquestra de Metais, Percussão e Electroacústica.

As suas obras estão a ser maioritariamente editadas pela Ava Musical Editions e pelo CIMP (on-line). Também tem obras editadas pela J. M. P., pelo Ayuntamento de Badajoz/ Pro Musica Badajoz (Espanha). Tem tocado a solo, com orquestra, e em diversas formações de música de câmara em Portugal e Espanha. Gravou CDs com o Trio de Guitarras de Lisboa, com o Ensemble de Guitarras do CMDD (Odivelas) e com a Orquestra Concertante de Guitarras do OLCA (C. A. do Orfeão de Leiria), entre outros meios áudiovisuais (DVDs, cassetes). Actualmente dirige este grupo, com o qual obteve por três vezes o 1º prémio no concurso “Jovens Talentos da EMOL” e o Ensemble do CMDD (Odivelas), com os quais tem tocado por todo o país.

Efectuou diversas gravações para a RDP2 e RFM tanto a solo como em diversas formações de câmara e gravou também para a RTP1, 2, SIC e TVI. Tem estreado obras de compositores portugueses e estrangeiros (dos portugueses incluem-se Pedro Figueiredo, Carlos Gomes, Hugo Ribeiro, Isabel Soveral, C. Bochmann e José Mesquita Lopes).

Em 1999 foi professor convidado para o I Curso de Guitarra do Conservatório Regional de Loures. Em 2004, participou, como Concertino na 1ª Orquestra de Guitarras constituída a nível nacional, dirigida por C. Bochmann, cujo programa incluiu “Ecos da Eternidade”, uma das suas peças para Ensembles de Guitarra. Em 2006 foi convidado para orientar/dirigir o I Estágio Nacional de Orquestras de Guitarra de Tomar. Em 2010 foi professor convidado para o 2º Curso "Aranda" de escrita idiomática instrumental (guitarra), na Universidade de Évora (juntamente com Dejan Ivanovic, Paulo Vaz de Carvalho e C. Bochmann).

Em 2011 foi o professor convidado para o III Curso do III Festival "Elogio da Guitarra" na Guarda. Em 2015 foi convidado para dar Master Class no Conservatório de Música de Sintra.

Desde 2003 tem sido docente, concertista, conferencista, maestro e jurado no Estágio Internacional de Orquestra da Região de Leiria/Fátima, e desde 2008 é Diretor Artístico do Festival Internacional de Guitarra de Leiria. Tem feito parte de júris em alguns concursos nacionais como, JMP-Lisboa, Festival de Guitarra de Leiria, Concurso Nacional de Guitarra de Leiria e do Concurso Internacional do Festival Internacional de Guitarra de Leiria e no Concurso Hispano-Luso de Fafe. Ultimamente tem feito parte do júri de defesas de Mestrado em Ensino e em Performance em diversas universidades, tendo sido presentemente convidado a fazer parte de um júri de Doutoramento na UA. Tem sido orientador de diversos alunos de Mestrado em Ensino no ISEIT Almada.

Lecciona Guitarra e Música de Câmara no ISEIT – Instituto Universitário de Almada J. Piaget, onde é coordenador do Mestrado em Ensino da Música, no Conservatório de Artes do Orfeão de Leiria e no Conservatório de Música D. Dinis de Odivelas.

Desde 2013 é membro colaborador da Unidade de Investigação de Música e Musicologia (UniMeM) das Universidades de Aveiro e Évora e desde 2015 do CESEM da Universidade Nova de Lisboa.

HTMLCatálogo de obras

06 Janeiro 2016

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JOSÉ MIGUEL OLIVEIRA

José Miguel Oliveira nasceu em 1975 na Freguesia de Canelas, concelho de V. N. de Gaia. Após ter realizado os estudos gerais nas escolas da sua região, fez estudos secundários no Colégio Internato dos Carvalhos, onde concluiu o curso técnico-profissional de Biotecnologia com a média final de 17 valores. Em 1993, ingressou na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto no curso superior de Química. Iniciou a sua actividade musical em 1984, na Escola de Música da Paróquia de Canelas, nas classes de piano das professoras Manuela Silva e Iva de Sousa. Em 1993, foi admitido no Conservatório de Música do Porto, onde concluiu o 8º grau do curso de piano nas classes de Constantin Sandu (1.º ao 7.º grau) e Eduardo Resende (8.º grau). Em 1996, frequentou o "VI.º Curso Internacional de Música Barroca" onde trabalhou com a cravista Margit Schultheiss (Áustria) e com a violinista Annegret Siedel (Alemanha), tendo actuado como solista e na vertente de Música de Câmara com o violinista Rodolfo Padilha (Uruguai). No ano seguinte, participou na classe de aperfeiçoamento de piano dirigido por Pedro Burmester e no seminário de Fenomenologia e Análise Musical orientado pelo maestro Camil Marinescu.

Frequentou os "Cursos Internacionais de Música do Porto" onde estudou com a pianista italiana Laura Richaud e com o pianista romeno Constantin Nitu em 1998 e 2000, respectivamente. Em 1999, também integrado nos "Cursos Internacionais de Música do Porto", participou na categoria de ouvinte no curso de aperfeiçoamento em direcção coral, ministrado pela maestrina romena Eugenia Vacarescu Necula. Em 2001, fez o curso de interpretação e técnica pianística com o pianista Uruguaio Carlos Cebro, na Academia de Música de Paços de Brandão. Estudou também durante vários anos música de câmara com o maestro Kamen Goleminov.

Participou em vários concertos, apresentando-se a solo e em agrupamentos de Música de Câmara em várias cidades do país. É de realçar a sua vastíssima experiência no acompanhamento de coros, quer no campo da música sacra, quer no reportório profano. Desde os catorze anos é organista titular do "Coro S. João Baptista de Canelas", com o qual colaborou durante 14 anos. Actualmente, é organista do "Coro de S. Tarcísio" (Porto) e frequentemente acompanha também outros coros tais como "Mille Voce" (Porto), "Scherzo Vocal" (Porto), "Coro do Orfeão do Porto", "4 x 4" (Ovar), "Coro dos Meninos Cantores do Município da Trofa". Actuou várias vezes em recitais de poesia, sendo de salientar o seu trabalho com escritores tais como Vasco Graça Moura, entre outros. De destacar ainda a participação como pianista em duas peças de teatro (café-concerto) em colaboração com a companhia Seiva Trupe - "Porto do Século" em 2000 e "O Casamento" em 2002 - cada uma com a duração aproximada de 4 meses, em cena diariamente. De Março de 2000 até Maio de 2003 foi o pianista titular da Orquestra de Salão do Jardim Passos Manuel do Coliseu do Porto, a qual entre outras actividades actuou até Dezembro de 2001, durante um período de 3 anos, todas as terças e quintas-feiras, no programa "Praça da Alegria", transmitido em directo pelo Canal 1 da RTP.

Em Março de 2001, a orquestra gravou um CD num concerto realizado ao vivo no Teatro Helena Sá e Costa (Porto). Para além das actuações pontuais em duos e outros agrupamentos de música de câmara são de destacar, pelas suas frequentes apresentações os duetos com Hipólito Lopes (Violino), Rogério Krieger (Violino), Alberto Bastos (Clarinete) e Sérgio Martins (Tenor). É pianista acompanhador da Academia de Ballet das Antas (Porto) e Academia Gimnoarte (Póvoa de Varzim), trabalhando com a Royal Academy of Dancing e Imperial Classical Ballet Faculty, respectivamente.

Em 2003, a convite da Câmara Municipal da Trofa estreou a sua primeira ópera: "A Árvore dos Sonhos" com libreto de Mário Moutinho e direcção musical de Kamen Goleminov. Desde o ano lectivo 2002/2003 lecciona a disciplina de piano na Escola de Música da Paróquia de Canelas. Actualmente é também pianista acompanhador do Centro de Estudos Musicais do Porto. A par da sua actividade no acompanhamento de coros, desenvolveu imensa actividade na composição de originais e arranjos ou orquestrações de obras de características predominantemente sacras, para além de algumas obras profanas, em quantidade bastante inferior.

Durante os anos que frequentou o Conservatório de Música do Porto aperfeiçoou os seus conhecimentos em Análise e Técnicas de Composição com João-Heitor Rigaud, com o qual concluiu o 3.º ano desta disciplina com a classificação de 18 valores. Remete-se a este período a composição de "Quando as andorinhas partiam" para canto e piano, com letra de Augusto Gil, distinguida com uma Menção Honrosa no Concurso Interno de Composição do Conservatório de Música do Porto no ano lectivo 1995/1996. São também de realçar obras como "Três folhas caídas" (piano), "24 Ditados a 3 vozes" (obra didáctica para formação musical utilizada no Conservatório de Música do Porto), Sonatina para flauta de bisel e piano, Sanctus (canto e piano), Aleluia (coro misto, solista e órgão), inúmeros Salmos Responsoriais (solista, coro misto e órgão/orquestra).

Em 2002, a convite da Câmara Municipal da Trofa, orquestrou 20 temas de Natal. Por fim, também a convite da Câmara Municipal da Trofa, em 2003 compôs a ópera infantil "A árvore dos sonhos", com libreto de Mário Moutinho. A estreia mundial foi a 19 de Novembro desse ano, dia da comemoração do 5.º aniversário da elevação de Trofa a concelho.

13 Junho 2004

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MANUEL PEDRO FERREIRA
Manuel Pedro FERREIRA, portuguese composer

Nascido em 1959, Manuel Pedro Ferreira é professor na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (Porto) e membro do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musicais da Universidade Nova de Lisboa, da equipa interdisciplinar de investigação sobre a Catedral de Braga formada sob os auspícios da Fondation Royaumont e da equipa de estudos sobre canto gregoriano do CERIMM (França). Frequentou a Academia de Amadores de Música, fez o curso de flauta transversal no Conservatório Nacional de Lisboa na classe do prof. Carlos Franco, licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lisboa e doutorou-se em Musicologia pela Universidade de Princeton (EUA), com uma tese sobre o canto gregoriano na Abadia de Cluny.

Beneficiou de bolsas de especialização e de investigação da JNICT, da Comissão Fulbright e da Fundação Calouste Gulbenkian. Co-fundador e dirigente do GRUPO-Animação Musical, antigo Presidente da Juventude Musical Portuguesa e co-director do Conselho Português da Música, fez crítica musical nos periódicos Música & Som (1978-83), Expresso (1982-83), Grande Reportagem (1985) e Jornal de Letras (1983-89); coordenou as publicações Informação Musical (dez números, 1981-83) e Arte Musical (quatro números, 1986); e assinou o programa radiofónico "Tema e Variações" na Antena 2 da RDP (1995-98). Foi assessor principal na Sociedade "Lisboa 94" na área da música clássica e membro de vários júris nacionais e internacionais.

Como compositor autodidacta, beneficiou de seminários orientados por Emmanuel Nunes e do encorajamento dado por Constança Capdeville e Luigi Nono; escreveu música para teatro, cinema e, a partir de 1988, para diversos conjuntos de câmara, especialmente conjuntos vocais, tendo recebido encomendas de Japan EC Fest (1994) e do Ministério da Cultura (1999); as suas "Canções de Rilke" foram publicadas no CD Vocalizos (Movieplay, 1997).

Em 1995, fundou o grupo "Vozes Alfonsinas", especialmente dedicado à divulgação da música da Idade Média e do Renascimento, que desde então dirige.

Como musicólogo, conta com várias dezenas de artigos de investigação, que versam temas que vão da monodia medieval à obra dos compositores contemporâneos Jorge Peixinho e Clotilde Rosa, e é colaborador de vários dicionários especializados. Foi responsável pela publicação facsimilada do Cancioneiro de Elvas e recebeu o Prémio de Ensaísmo Musical do Conselho Português da Música pelo seu livro "O Som de Martin Codax" (Lisboa, 1986); tem actualmente mais quatro livros a aguardar publicação ou em preparação nas áreas da música medieval e da música contemporânea.

Manuel Pedro Ferreira em "The Living Composers Project"

Obras musicais

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NUNO CÔRTE-REAL
Eurico CARRAPATOSO, portuguese composer

Nuno Côrte-Real nasceu em Lisboa no ano de 1971. Estudou guitarra, solfejo, piano e composição com, entre outros, Piñeiro Nagy, Helena Pimentel, Carlos Fernandes e Fernando Eldoro. Em 1995 concluiu o Curso Superior de Composição da Escola Superior de Música de Lisboa, com os  professores António Pinho Vargas e Christopher Bochmann.

Foi bolseiro do programa ERASMUS, no qual estudou, em 1994, composição e piano com Tom  Lambij e Henck Heckel, no Conservatório de Ütrecht, Holanda.

Actualmente encontra-se matriculado no último ano do mestrado em Composição do Conservatório de Roterdao, Holanda, onde estuda com Klaas de Vries, Peter yan  Wagemans e Rene Uijienhoet.

Nuno Côrte-Real tem vindo a apresentar regularmente, tanto na Holanda como em Portugal, obras encomendadas por diversas instituições e  intérpretes, das quais se destacam, em 1998 pela Fundação Calouste Gulbenkian o espectáculo "O Sentimento dum Ocidental", em 1999 pela harpista holandesa Meike Hartman a peça "7 Dances to the Death of the Harpist", apresentada na Kleine Zaal do ConcertGebouw de Amsterdão, em 2000 pela Fundação das Descobertas o "Concerto in Memoriam Luigi Nono" para violino e ensemble. Tem também realizado várias adaptações musicais de obras diversas, com destaque para a adaptação da ópera Porgy&Bess de Gershwin para piano, clarinete, contrabaixo e percussão, produzida em 1996 pelo Coral Luísa Todi, e apresentada em várias cidades portuguesas.

Paralelamente, tem desenvolvido um trabalho de carácter mais popular, nomeadamente vários arranjos para o grupo Tetvocal, desde pop português dos anos oitenta e noventa à musica brasileira de Tom Jobim, e um trabalho de harmonizações de canções populares portuguesas, das quais a açoreana "Saudade" se encontra editada no Cancioneiro Antológico da ACAL.do ano de 1999.

13 Abril 2008

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NUNO JACINTO
Nuno Jacinto

Compositor, músico, professor, maestro e regular comentador de concertos.

Natural do Funchal, iniciou os seus estudos no Conservatório – Escola das Artes da Madeira em Violino, Piano, Órgão e Harpa. Estudou Violino com o professor Vladimir Proudnikov, frequentando o curso profissional de instrumento. Em 2002, ganha o 2.º prémio de Violino no "International Competition for Young Performers" em Atenas.

Entre 2003 e 2007, estudou Composição da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE-IPP) no Porto, nas classes de João Madureira, Nuno Côrte-Real, Dimitris Andrikopoulos, Clarence Barlow, Carlos Guedes e Klaas de Vries. Frequentou em 2005 o curso de direcção orquestral com Cesário Costa. Em 2006, é premiado com a Bolsa de Mérito 2004/2005 do Instituto Politécnico do Porto (IPP).

Como docente, exerceu funções em diversas instituições na área científica musical. É atualmente docente de Ciências Musicais na ArtEduca – Conservatório de Música de Vila Nova de Famalicão e na Academia de Música de Vilar de Paraíso. É igualmente docente de Expressão e Educação Musical no Centro de Bem Estar Infantil e Juvenil do Coração de Jesus (Porto). Colaborou com a Meloteca, como formador de tecnologias musicais para professores.

Como escritor, colaborou com a Porto Editora na produção de textos didáticos para professores. Colaborou com a editora Numérica na elaboração de textos musicais.

Como compositor, em 2007 a sua peça "Solo II" para violino solo integrou como peça portuguesa contemporânea obrigatória no Prémio Jovens Músicos 2007 (Antena 2/RDP). Participou no II Atelier de Leitura para Jovens Compositores da Orquestra do Algarve em 2008 e no 7.º Workshop para Jovens Compositores Portugueses da Orquestra Gulbenkian em 2009, com a sua obra orquestral "ArRestare". Em 2013, foi selecionado para participar no concurso "Novos Compositores" da Orquestra Metropolitana de Lisboa, com a obra "The Distracted Composer".

Em 2011, lançou o seu primeiro trabalho discográfico "Diagnosis" pela editora Numérica (NUM 1223).

Em 2013, a sua obra "Ilusão - Quatro Canções sobre a Ilusão" é incluída no trabalho discográfico "Canções de Lemúria", pelo duo Marina Pacheco & Olga Amaro, na editora Parlaphone Music Portugal (a Warner Music Group Company).

Em 2014, ganhou 2º Prémio no 1º Concurso de Composição de Canções para Crianças sobre Poemas Portugueses, promovido pela Associação Portuguesa de Educação Musical (APEM) e o INATEL. Em 2015, estreou a obra orquestral "...Além...Argüim..." pela Orquestra Clássica da Madeira, sob a direcção de Cesário
Costa.

A sua actividade composicional engloba música instrumental, coral, vocal, electrónica, passando pela música para teatro. Obras suas já foram executadas não só em vários pontos do país, como em festivais no estrangeiro. As suas obras são editadas pela AVA Musical Editions.

SítioSítio: www.nunojacinto.com

Correio electrónicoCorreio: nunojacinto4000@yahoo.com.br

Junho 2015

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PATRÍCIA ALMEIDA

Patrícia Sucena Almeida obteve a licenciatura em Ensino de Música na Universidade de Aveiro em 1997, tendo estudado música electroacústica e composição com João Pedro Oliveira e ainda piano com Miguel Henriques. Em 1998, obteve o Mestrado em Composição da Universidade de Edimburgo, como bolseira da Fundação Para a Ciência e a Tecnologia do Ministério da Educação, no âmbito do 2º Quadro Comunitário de Apoio. Ainda bolseira daquela Fundação, cumpriu o programa de Doutoramento em Composição na City University de Londres e a partir de 2000 na Universidade de Southampton, com a supervisão de Michael Finnissy, estando neste momento na sua fase final.

Compôs Sexteto (obra executada no II Festival de Música, em Aveiro), Memorial do Vácuo (peça de electroacústica, executada no festival Música Viva 2000, em Lisboa), Solitudo (executada na International Gaudeamus Music Week 2001, em Amesterdão), Argumentum (executada no Porto 2001, Capital Europeia da Cultura), Transfiguratio (lida em workshop do Cours du Centre Acanthes 2002, em Villeneuve-les-Avignon). Para além das peças referidas, saliente-se ainda Illuminatio, Recordatio, Ludus Aeternus, Mens Sana in Corpore Sano, Monstrum Horrendum e Fatum Hominis. Participou na Académie d`étè - Ircam, em Paris, no 40th Internationalen Ferenkursen fur Neue Musik - 2000, em Darmstadt, nos Cours du Centre Acanthes, 2002 e 2003, em Avignon, no 1º Workshop Gulbenkian para Jovens Compositores Portugueses, em Lisboa, e em outros cursos e "workshops".

17 Março 2004

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PAULO BRANDÃO

Paulo Brandão nasceu em Lisboa, em 1950, filho do violoncelista e compositor José Domingos Brandão. Iniciou os estudos musicais aos quatro anos na Fundação Musical dos Amigos das Crianças. Em 1965, frequentou a Academia de Amadores de Música e no ano seguinte o Conservatório Nacional, onde se diplomou em Trompa com Adácio Pestana e em Composição com Artur Santos, Elisa Lamas, Constança Capdeville e Álvaro Salazar. A partir de 1974, surgem as suas primeiras composições. Frequentou, em 1975, o Seminário de Composição para a Nova Música, em Darmstad. No ano seguinte, ingressou no Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. A convite da Fundação Calouste Gulbenkian, participou, em 1983, no Curso Internacional de Dança para Coreógrafos e Compositores Profissionais, em Surrey.

Na área da Direcção Coral, iniciou os seus estudos com Francisco D'Orey e Fernando Eldoro. Participou nos cursos organizados pela APEM, com os professores Heinz Henings do Knabenchor Hannover e com os maestros Michel Corboz e Vassili Arnaudov. Em 1980, frequentou o Seminário Internacional para Directores Corais em Albena, onde trabalhou com Gunter Toring e Anton Rubev. Em 1982, participou no curso Voz Actual, com o maestro Bernard Van Beurden. Em 1984, frequentou o Curso Internacional de Música, em Cervera, tendo trabalhado Direcção Coral com Manuel Cabero e S. Krukovsky e Técnica Vocal com Helmut Lips. Participou em 1987 e 1988, nos cursos de Técnica e Criatividade Vocal para Crianças, com o professor Vitor Flusser.

Em 1978, a sua peça "Colecvisufonia I" foi seleccionada pela Sociedade Internacional de Música Contemporânea para o festival Dias Mundiais da Música, em Helsínquia. Iguais distinções para o mesmo festival com as peças "Estigma", em 1986, em Budapeste e "Acqueous Fire", em 1989, em Amesterdão. Incluem-se no seu catálogo partituras para teatro, cinema e bailado. Na sua colaboração em encenações de Luís Miguel Cintra, compôs as partituras para as obras pessoanas: "Fausto", apresentada no Centro George Pompidou, em Paris e "La Mort du Prince" apresentada no Festival de Avignon.

Em Janeiro de 1993, foi-lhe atribuído o Prémio da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro para a melhor música para teatro, referente ao ano de 1992, pela banda sonora das peças "Os Cavaleiros da Távola Redonda" e "Onde está a Música", ambas produções do Teatro da Malaposta. No cinema a sua actividade iniciou-se, em 1977, tendo composto para filmes de Solveig Nordelund, Jorge Silva Melo e Paulo Rocha ("A Ilha dos Amores").

É professor da Classe de Coro do Conservatório Nacional, director artístico do Coral Públia Hortênsia, desde 1973 e do Grupo Vocal Arsis, desde 1989. É membro da Scholla Cantorum "Solemnis", desde 2002. É professor de direcção polifónica nas Semanas Gregorianas que se realizam anualmente por iniciativa do Instituto Ward, também tem participado noutros cursos de direcção coral organizados por instituições interessadas nessa área. Divide a sua actividade entre o ensino, a direcção coral e a composição.

14 Outubro 2004

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PAULO RAPOSO

Paulo Raposo tem, desde 1990, desenvolvido uma actividade constante nas áreas da arte sonora experimental e da arte intermédia, com incidência no uso das novas tecnologias de imagem e na concepção e programação de software interactivo para performances em tempo real. Paralelamente, tem relevante actividade nas áreas da rádio e da publicação.

Depois de estudos de cinema e Filosofia, estudou Live-electronics, improvisação e composição com Peter Kowald, Emanuel Nunes, Carlos Zíngaro, Tomás Henriques e muitos outros, frequentando workshops, masterclasses e seminários.

A sua obra tem sido pontualmente apoiada, desde 1994, pelo Ministério da Cultura-IPAE, Instituto de Arte Contemporânea, Clube Português de Artes e Ideias, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Luso- Americana para o Desenvolvimento, tendo sido apresentada em França, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Itália, Espanha e países bálticos, para além de Portugal.

Fundou em 1991, com Carlos Santos, do projecto de pesquisa sonora 'vitriol', que recebeu excelentes menções críticas por parte da imprensa especializada, tendo sido convidado por instituições e festivais prestigiados como o ICMC (International Computer Music conferences) ou o Sonicarts Network.

Em 1996, Paulo Raposo ganhou a Bolsa Ernesto de Sousa com o projecto intermedia "Rizomas" (bolsa atribuida pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e pela Fundação Calouste Gulbenkian) tendo efectuado uma residência no Rensaessler Polytechnic Institute, Troy , New York State, e apresentado ao público a obra no Festival da Experimental Intermedia Foundation, em Nova Iorque.

A sua obra "rizoma nocturno" foi seleccionada pelo "Synthése - Festival de música de Bourges em 2000. Em Berlim, participou no evento "Xenakis-Remix" homenagem ao importante músico e arquitecto, organizado pelo "Podewil", Berlim.

Raposo actuou e colaborou com vários artistas, incluindo Janek Schaefer, Stephan Mathieu, Jason Kahn, Kaffe Mathews, Marc Behrens, Zbigniew Karkowski, Matt Rogalski, Carlos Zíngaro, Christopher Murphy, Koji Asano, Sara Kolster, entre outros.

Colaborou também em Portugal com vários artistas plásticos, designers e coreógrafos.

Realizou a instalação sonora "Arcanae Rumore" no Museu da Electricidade (1998) e concebeu a banda sonora para inúmeros vídeos produzidos pela Rosa Filmes (19941995).

Leccionou vários workshops sobre "video art" programação e aplicacão de novas tecnologias para fins artísticos (CEM, Lugar Comum, ISPA, FBAUP).

Em 2001, criou a "Sirr", uma editora discográfica que tem por objectivo promover e divulgar a arte sonora de carácter inovador, nacional e internacional, tendo publicado mais de 20 cds que mereceram a aclamação da crítica especializada.

Em 2002, criou o ensemble "desintegração" constituido por quatro a seis músicos que utilizam o laptop (computador portátil) como instrumento, não só para gerar som como também para produzir imagens e gráficos em tempo real. "Permutation Cages" foi apresentado no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian em de 2002, e o registo resultante foi posteriormente editado.

Ainda em 2002, foi mentor e membro fundador da associação "Granular", uma associacão sem fins lucrativos, da qual foi director durante dois anos, dedicada ao desenvolvimento e promoção da arte experimental portuguesa.

Em 2003 e 2004, residiu entre Lisboa e Nova Iorque, realizando inúmeras performances e colaborando com vários artistas internacionais. Participou também em vários simpósios e encontros internacionais na àrea dos novos media.

A sua obra intermedia "Húmus", que envolve actores, som e imagem interactivos, recebeu o apoio do Instituto das artes e foi apresentada no Lugar Comum em 2003.

Actualmente, prepara o trabalho sucedâneo "Dust", a partir de textos de Maria Gabriela Llansol e Maurice Blanchot. E desenvolve várias obras e projectos intermedia em conjunto com Marc Behrens e John Grzinisch.

A sua obra foi exposta, em 2004, no Festival de Arte Sonora comissariado por Brandon Labelle para a galeria Overgaden do Instituto de Arte Contemporianea em Copenhaga.

Foi o único artista português selecionado, pelo programa media Air promovido pelo NIFCA (Nordic Institut for Contemporary Art), uma residência artística.

Em finais de 2006, inicia a realização de dois programas de rádio: The Sound f Space, para a Rádio Zero, Membro da rede Radia, e Dois ao Quadrado, um programa mensal emitido pela RDP/Antena 2.

Dados biográficos mais completos

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15 Maio 2007

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PEDRO AMARAL
Pedro AMARAL, portuguese composer

Nascido em Lisboa, em 1972, Pedro Amaral é um dos mais activos compositores Europeus da nova geração. Iniciou os seus estudos em composição como aluno privado de F. Lopes-Graça, a partir de 1986, ao mesmo tempo que prosseguia a sua formação musical geral, no Instituto Gregoriano. Ingressou em seguida na Escola Superior de Música de Lisboa (1991/94) onde concluiu o curso de composição na classe de Christopher Bochmann. Instalou-se depois em Paris, onde estudou com Emmanuel Nunes no Conservatório Superior (CNSM). Quatro anos mais tarde, graduar-se-ia com o "Primeiro Prémio em Composição" por unanimidade do júri. Estudou ainda direcção de orquestra com Peter Eötvös ( Eötvös Institute, 2000) e Emilio Pomarico (Scuola Civica de Milão, 2001).

Paralelamente à sua formação musical prática, Pedro Amaral prosseguiu estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, obtendo um Mestrado em musicologia contemporânea, com uma tese sobre "Gruppen" de K. Stockhausen (1998) e, mais tarde, em 2003, um doutoramento com uma tese sobre "Momente" e a problemática da forma na música serial. Àcerca desta sua vasta análise, K. Stockhausen declarou, in Le Monde de la Musique (Setembro 2003): "Trata-se de uma obra excelente com a qual aprendi imensas coisas" - o que o levou a convidar Pedro Amaral como seu assistente em diversos projectos.

Pedro Amaral desenvolve actualmente uma actividade permanente no campo da musicologia, escrevendo artigos, dando conferências, apresentando workshops e master classes.

Durante a sua primeira estadia no instituto Francês IRCAM, em 1998/99, Pedro Amaral compôs "Transmutations", para piano e electrónica em tempo real, estreada em Paris, em 1999. A obra foi em seguida escolhida para representar Portugal na Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO , na sequência da qual, foi transmitida por estações de rádio em todo o mundo. No fim de 2001, a mesma obra representaria ainda Portugal no Festival World Music Days, no Japão. Nesse mesmo ano, a cidade do Porto, Capital Europeia da Cultura 2001, encomendar-lhe-ia "Organa", para ensamble e electrónica em tempo real ad libitum, cuja parte electroacústica foi também desenvolvida nos estúdios do IRCAM. Em 2003/2004, Pedro Amaral regressa pela terceira vez ao Instituto, como "compositeur en recherche". Compôs então a sua longa obra "Script", para percussão e electrónica em tempo real.

As suas obras foram encomendadas pela Fundação Calouste Gulbenkian, pelo Ministério da Cultura Francês, pela Westdeutscher Rundfunk (WDR), pelo Festival Internacional de Macau, pelo Festival Musica Viva, pelo Grame (Lyon), pelo "Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura", pela cidade de Matosinhos, pela Casa da Música...

Pedro Amaral foi "compositor residente" na Herrenhaus Edenkoben, Alemanha, na Villa Medici, em Roma, e no Palácio Lenzi, em Florença, Itália.

Presença habitual nos mais importantes festivais, a sua música é tocada por solistas como C. Desjardins, P. Gallois, P. Carneiro, A. Corazziari, A.L. Gastaldi, J.M. Cottet, Y.Shibuya, J. Gottlieb, sob a sua direcção ou sob a direcção de maestros como Peter Eötvös, Mark Foster, Muhai Tang, Lucas Pfaff, Renato Rivolta, Johannes Kalitzke, Franck Ollu, Etienne Siebens, Michael Zilm e muitos outros.

Como compositor e/ou maestro, Pedro Amaral trabalha regularmente com a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica Juvenil, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Sinfónica de São Paulo, o Ensemble InterContemporain, a London Sinfonietta, o Prometheus Ensemble (Bruxelas), o Ensemble Futures Musiques (Paris), as Percussions de Strasbourg, o Ensemble Ebruitez-vous! (Rennes), o Ensemble Alternance (Paris), o Quatuor Parisii (Paris), o Ensemble Recherche (Freiburg), o Ensemble Aventure (Freiburg), musikFabrik (Colónia), Piano Possibile (Munique), o Ensemble Art Respirant (Tóquio), Remix Ensemble (Porto), Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Ensemble SeicentoNovecento, Coro Voces Coelestes.

CONTACTOS

SítioSítio: www.pedro-amaral.eu

09 Junho 2007

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PEDRO FARIA GOMES
Pedro Faria Gomes, compositor

Pedro Faria Gomes (n.1979, Lisboa) estudou na Academia de Música de Santa Cecília com Leonor Fernandes (Piano) e João Madureira (Composição). Licenciou-se em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa em 2001, onde estudou com Eurico Carrapatoso e Christopher Bochmann.

Foi professor de Análise Musical no Conservatório da Orquestra Metropolitana de Lisboa de 1999 a 2007 e também de Análise e Técnicas de Composição na Academia de Música de Santa Cecília e no Instituto Piaget de Almada.

Foi vencedor do prémio Lopes-Graça de Composição (Tomar) com À Memória de Anarda em 2007. Recentemente, a sua música representou Portugal na Expo 2008 em Zaragoza.

Pedro Faria Gomes frequenta actualmente o último ano do programa de mestrado em Composição no Royal College of Music com o compositor David Sawer. Foi bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e do Royal College of Music.

Recebeu igualmente o PRS Sir Arthur Bliss Memorial Award em 2007-8 e um Stanley Picker Trust Award em 2008-9. A sua música está publicada em CD na Compasso e na Numérica.

Apresentações da música de Pedro Faria Gomes no passado incluem: I Solisti Veneti com Claudio Scimone, Orquestra Nacional do Porto com Luís Carvalho, Orquestra Metropolitana de Lisboa com Cesário Costa, Sinfonietta de Lisboa com Vasco Azevedo, Orquestra do Algarve com Cesário Costa, Coro de Câmara Lisboa Cantat com Jorge Alves, Royal College of Music Symphony Orchestra com Patrick Bailey, Composers Ensemble com Richard Baker, Contemporary Consort com Tom Davey.

A sua música foi apresentada no Teatro Nacional São João, Grande Auditório da Culturgest, Teatro Municipal São Luiz, Teatro Diogo Bernardes, Teatro Municipal Sá de Miranda, Fundação de Serralves, Teatro Nacional D. Maria II, Casa da Música, Escola de Música do Conservatório Nacional, Conservatoire Claude Debussy, National Portrait Gallery, Royal College of Music, Victoria and Albert Museum, Southbank Centre.

Lista de obras

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MoradaR. Professor Santos Lucas 36, 1º dto.

1500-515 LISBOA

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TelemóvelTlm. (+00 351) 964 223 553

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Dezembro 2008

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PEDRO ROCHA

Pedro Manuel Rocha nasceu em Torres Novas em 1961. Embora desde cedo tenha revelado inclinações musicais só começou a estudar música seriamente aos 16 anos. Em 1981 frequentou Ciências Geológicas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa onde estudou Geologia durante 3 anos, tendo obtido uma formação científica que se tornou importante no decurso do seu percurso musical.

Simultaneamente estudou Piano do Conservatório Nacional de Lisboa, com Gilberta Paiva e mais tarde com Olga Prats. Em 1982 iniciou estudos de Composição com Christopher Bochmann, prosseguido-os na Escola Superior de Música a partir de 1986, data em que concluiu o curso de Composição no então Conservatório Nacional.

Entre 1982 e 1990 assistiu a diversos cursos e seminários sobre diversas matérias, com Makoto Shinohara e Daniel Teruggi (música electroacústica); Erwin Liszt e Pepe Prats (Direcção Coral); Fernando Eldoro (Direcção de Orquestra), Constança Capdeville, Álvaro Salazar, Jorge Peixinho e, principalmente, Emmanuel Nunes e Christopher Bochmann (Composição). Em 1986 frequentou o curso Nova Música em Darmstadt. Em 1987. ganhou um Prémio de Composição na comemoração dos 75 anos de Fernando Lopes-Graça com Duo para violino e violoncelo. No ano seguinte, realizou um estágio no Gabinete de Música Electroacústica em Cuenca, Espanha, com uma bolsa da Juventude Musical Portuguesa, onde compôs Dual para piano e 4 samplers, a sua primeira obra de carácter vincadamente pessoal.

Em 1990 concluiu o curso de Composição da Escola Superior de Música. A sua obra mais importante deste período é Vórtice, que sintetiza diversas tendências que marcam o seu estilo: microtons, multifónicos e ruídos - obra que permanece inédita.

Recebeu então uma bolsa de aperfeiçoamento artístico da Fundação Calouste Gulbenkian, que lhe permitiu estudar de 1990 a 1994 com Alain Bancquart em Paris. Durante esse período frequentou diversos cursos de informática musical, entre os quais o estágio SYTER no Groupe de Recherches Musicales, sob a orientação de Daniel Teruggi, e frequentou o Cursus de Composition et Informatique Musical no IRCAM, onde trabalhou com diversos técnicos e com compositores como Brian Ferneyhough, Tristan Murail, Phillipe Manoury e Jonathan Harvey.

Desta época destacam-se as obras Caminho, para flauta, trompa e dispositivo electrónico, Pièce pour Vibraphone et Live Electronics e Cri, para orquestra de flautas.

Desde 1994 reside em Lisboa. A sua actividade inclui a de docente - em diversas disciplinas como "Análise e Técnicas de Composição", "Coro", "Música de Câmara", "Improvisação" e "Orquestração"na Academia de Música de Lisboa e no Conservatório de Artes de Leiria; director da revista Gazeta Musical, em 1997, editada pela Academia de Amadores de Música; aluno, tendo estudado canto na Juventude Musical Portuguesa sob a orientação de Fernando Serafim e técnica vocal com Dolorez Suarez e Vianey da Cruz, e terminado a licenciatura em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa; e compositor.

Recentemente tem composto obras acusmáticas em colaboração com o videasta André Sier, no tríptico inacabado To a world free from..., bem como Simbioses, com Ana Carvalho. Também tem escrito obras onde a improvisação e a abertura formal anunciadas em Dual são processos importantes, como To a free world, para conjunto instrumental.

28 Março 2007

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SARA CARVALHO
Sara CARVALHO, portuguese composer

Sara Carvalho (n. 1970) estudou composição na Universidade de Aveiro com João Pedro Oliveira (1990-95). Tem um Mestrado em Música (MA) da Universidade de York, Inglaterra (1996).

Entre 1996 e 1999, como bolseira da PRAXIS XXI / JNICT (actual FCT), realizou um Doutoramento em composição (DPhil) na Universidade de York, com Nicola LeFanu. Estudou e participou em diversos cursos com Emmanuel Nunes, Betsy Jolas, Kurt Schwertsik, Brian Ferneyhough, Michael Finissy, Jonathan Harvey e Roger March.

As suas obras têm sido regularmente tocadas em Portugal e no estrangeiro. De entre as suas obras destaca-se "Chimaera", encomenda da University of York Chamber Orchestra e dirigida por Jacek Kaspszyk, "É-se" estreada em Londres pelo grupo Lontano, "sounding silences" escrita a pedido do Centro Cultural de Belém, "Solos III" (flauta solo) encomenda do IPAE e gravada pelo flautista Jorge Salgado no CD da Numérica "nova música para flauta, compositores portugueses", "Escadas com Estórias" encomenda conjunta da "Porto 2001" e do Centro Cultural de Belém, "nothing can both be and not be" finalista e estreada no concurso "2002 Alea III" (Boston, EUA), "surya namaskara" encomenda do IA e estreada pelo grupo Black Hair, "a distant mirror", escrita a pedido do pianista Marcel Worm e com estreia em Colónia no "forum neuer musik 2004", "Squashed Fairies" encomenda do IA e estreada pela OrquestrUtópica e "Ta Prohm" encomenda e estreia pelo GMCL.

Em 2006 a ópera curta "Natércia" teve estreia no Jardim de Inverno do Teatro S. Luís e "motion machines" foi estreada na Radio Bratislava. A obra "the moon lost her name" foi estreada em Inglaterra e gravada pela violinista Mieko Kanno.

"Solos I", para violino solo, em 2003 foi editada pelo CCO (Círculo Católico d´Operários) e pela editora Quantitas, e em 2004 a obra Blows Hot & Cold, para quarteto de cordas, foi gravada no CD "Nova Música de Câmara Portuguesa", editado pela Numérica.

Foi fundadora e é co-directora artística do Momentum Ensemble e é co-directora artística do "Ciclo de Concertos e Conferências Momentum".

Presentemente é Directora da Licenciatura em Ensino de Música e Professora Auxiliar no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, onde ensina Composição, Análise e Orquestração. Colabora regularmente com a Casa da Música.

Lista de obras

 

CONTACTOS

SítioSítio: www.saracarvalho.com

Correio electrónicoCorreio: scarvalho@ua.pt

16 Março 2007

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SÉRGIO AZEVEDO
Sérgio AZEVEDO, portuguese composer

Sérgio Azevedo nasceu em Coimbra em 1968. Fez estudos particulares de piano a partir de 1974 e estudos de Guitarra, Formação Musical e Composição na Academia de Amadores de Música, em Lisboa (composição com Fernando Lopes-Graça) entre 1975-1987. Concluiu o bacharelato em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, em 1990, com 19 valores a Composição (Constança Capdeville) e Licenciatura em Composição em 2000 com 20 valores a Composição (Christopher Bochmann). Teve a bolsa "Jovens Criadores" do Centro Nacional de Cultura (CNC) entre 1991-1992. Participou em seminários e cursos de composição com Emmanuel Nunes, Tristan Murail, Philippe Manoury, Jorge Peixinho, Gilbert Amy, Robert Sherlaw-Johnson, Louis Andriessen, Luca Francesconi e Mary Finsterer.

Foi membro da direcção da Academia de Amadores de Música entre 1994-1995 e vice-presidente e membro do conselho artístico da Academia entre 1998-2000. Colaborou com a RDP como autor de diversos programas entre 1993-1999 e de novo entre 2002-2003. Escreve frequentemente para diversas publicações musicais como Arte Musical, Revista Portuguesa de Musicologia, Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, ISCM New Music Magazine, ou The New Grove Dictionary of Music and Musicians, entre muitas outras. Escreve também regularmente para o IPAE (notas para CD's) e colabora com diversaos festivais e instituições (notas de programa para CNB, Festival de Espinho, Fine Arts, Naxos).

Foi professor na Academia de Música Luísa Todi, Academia de Amadores de Música e na Orquestra Metropolitana de Lisboa entre 1987- 1995. É desde 1993 professor do curso de composição na Escola Superior de Música de Lisboa. É membro do Centro de Estudos Sociais e de Estética Musical (CESEM) desde 1998.

Escreveu dois livros: A Invenção dos Sons (Caminho, Lisboa 1999) e A Escadaria Íngreme - Aforismos (Quasi Edições, Porto 2004), e prepara para 2005 mais duas publicações (sobre Olga Prats e Christopher Bochmann). Em 2002 foi convidado para membro do juri do 3rd International Composition Contest Euritmia (Itália).

Foi membro do juri dos concursos do IPAE (2003, Lisboa - Portugal), membro do juri do 8th Prémio de Composição Fernando Lopes-Graça (2003, Cascais - Portugal), membro do juri do VII Concurso de Piano Florinda Santos (2004, São João da Madeira - Portugal), e membro do juri do Prémio Internacional de Composição Fernando Lopes-Graça (2006, Cascais - Portugal), integrado nas comemorações do centenário do nascimento do compositor. Director artístico do festival Os Dias da Nova Música Portuguesa I and II (2003, Condeixa - Portugal, 2004, Coimbra - Portugal) e director artístico do Ciclo de Música de Câmara / Sons de Setembro (2004, Cascais - Portugal). Prémios e distinções: 1º Prémio Joly Braga-Santos 1991 (orquestra), 1º Prémio Joly Braga-Santos 1991 (música de câmara), 1º Prémio Juventude Musical Portuguesa 1992, United Nations Prize 1994, 1º Prémio Joly Braga-Santos 1994, 1º Prémio Fernando Lopes-Graça 1997, 1º Prémio Fernando Lopes-Graça 1998, 2º Prémio Schiedmayer Internationalen Kompositionswettbewerb (Stuttgart - Germany) 1998, Menção Honrosa (CPM) 1989, Menção Honrosa (CML) 1992, Menção Honrosa (CMP) 1996, Menção Honrosa (Corué) 1998, Menção Honrosa (CMC) 2001, seleccionado para a final do Prémio Fidelidade 1992, seleccionado para o International Rostrum of Composers (UER, Paris) 1992, 1999 e 2000, seleccionado para representar a Europe no International Composition Contest Forum 98 (Montréal - Canada) 1998 e seleccionado para o CD do Forum, seleccionado para a final do Concours Internationale de Composicion Journées Internationales de la Jeune Musique - Ensemble Télémaque (Marseille - France) 1998 e para o CD do concurso, seleccionado para o International Piano Music Festival PPianissimo (Sofia - Bulgaria) 1999, seleccionado para o 1º Estúdio Coreográfico da Companhia Nacional de Bailado e vencedor dos dois prémios: Melhor Bailado e Melhor Música para Bailado, em 1999, seleccionado para a 3ª edição do London New Wind Festival - New Wind Chamber Ensemble (London - UK) 2000, seleccionado para o "Exploratory Music From Portugal '02", CD da revista de música Songlines (London - UK) 2002, proposto para o Grawemeyer Composition Prize 2004 - patrocinado pelo maestro José Ramon Encinar e a Orquesta de la Comunidad de Madrid.

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Catálogo de obras

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2765 -099 ESTORIL

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EDITORA

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27 Setembro 2007

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VASCO PEREIRA
Vasco PEREIRA, portuguese composer

Vasco Manuel Nabeiro Pereira, nasceu em Lisboa, tendo vivido desde os sete anos em Campo Maior. Iniciou os seus estudos musicais aos nove anos de idade com a professora D. Amélia Dias, em Campo Maior. Frequentou o Conservatório Regional da Covilhã, o Conservatório Superior de Música de Badajoz onde se especializou em Composição e Instrumentação com o maestro e compositor Juan Perez Ribes, Conservatório Superior de Música de Sevilha onde estudou Folclore e Real Conservatório Superior de Música de Madrid, onde estudou Canto Gregoriano e Direcção de Orquestra.

Em 1996, fundou a Orquestra Luso - Espanhola que dirige, orquestra constituída por jovens músicos portugueses e espanhóis, todos alunos ou antigos alunos do Conservatório Superior de Música de Badajoz. Para além de director da Orquestra Luso-Espanhola, é também, o orquestrador de todas as obras para a Orquestra.

Como compositor, tem composto para todo o género de agrupamentos instrumentais e vocais, desde obras para piano solo, para coro misto, para música de câmara (duos, trios, quartetos, quintetos, sextetos e um noneto), obras para orquestra de câmara, sinfónica e solista com orquestra sinfónica, tendo já várias obras estreadas, tanto em Portugal como em Espanha. Colabora frequentemente com a soprano Jacinta Almeida e o pianista Amadeu d'Oliveira, para quem compôs várias obras para piano e soprano, piano solo e, soprano, piano e orquestra sinfónica. É membro fundador da "Asociación de Compositores de Extremadura".

Catálogo de obras

 

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19 Setembro 2005

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VÍTOR RUA

Vítor Manuel Ferreira Rua (n. Mesão Frio, 23 Jul. 1961). Guitarrista, compositor e produtor. Músico autodidacta, excepcionalmente estudou guitarra na Escola de Música Duarte Costa de 1974 a 1976 em curso leccionado por José Pina, no Porto, cidade onde viveu até 1982, ano em que passou a sediar-se em Lisboa. Em 1970 optara pela guitarra eléctrica e, a partir de 1971, iniciou actividade profissional, integrando conjuntos executantes de "covers" de pop-rock e criando grupos de rock para executar originais e com influência do "rock sinfónico". Entre 1976-77 integrou o grupo King Fisher's Band (formação portuense de "covers" de folk-rock) inicialmente enquanto teclista, posteriormente como bandolinista, percussionista e cantor, apesar de perseguir uma orientação musical diferente dos restantes elementos.

Optando por dedicar-se apenas ao rock, fundou com Alexandre Soares, em 1979, o GNR, acrónimo de Grupo Novo Rock; com esta formação, gravou as primeiras composições de sua autoria com grande impacto popular (e.g. "Portugal na CEE", 1980 e, "Sê um GNR", 1981); em 1981 convidou Rui Reininho para integrar o GNR e dirigiu a gravação do primeiro LP ("Independança", 1982, obra de culto); com esta sua banda deu vários concertos, com destaque para o derradeiro no Festival de Vilar de Mouros de 1982. No mesmo ano, participou enquanto produtor e compositor nos fonogramas de Manuela Moura Guedes (Álibi, 1982) e de António Variações (Anjo da Guarda, 1983.

Em 1982 conheceu pessoalmente Jorge Lima Barreto; o convívio e a influência deste último terá sido decisiva para a sua mudança definitiva de rumo musical, tendo com ele formado o grupo *Telectu e editado nesse ano "Ctu Telectu", album de transição do rock para a nova música improvisada e electronic live (1982). Divergências jurídicas que durariam até meados de 1990, criaram um cisma sobre a propriedade da sigla GNR; desde 1983 e passou a dedicar-se primordialmente ao duo Telectu, numa carreira que ainda hoje continua, magnificada por dezenas de fonogramas e videogramas, centenas de concertos, e espectáculos multimedia e interarte onde revelou o seu enorme de talento de guitarrista electrónico, polinstrumentista, compositor, inventor de protótipos, poliartista: teve esporádicas e controversas recorrências ao pop rock e experimentalismos marginais tendo criado alguns grupos com edições discográficas em LP (e.g. "P.S.P.", 1988; "Pipocas", 1989; "ClássicosGNR", 1991; "mimi tão pequena e tão suja", 1991: "VR e os Ressoadores", 1994; "scratch", 1995; e .a.); foi mentor e produziu alguns CDs de grupos como "Rui Azul /Pressões Digitais" e "Repórter Estrábico", ambos de 1994; "Perve-segmento", 1995; "Pedro Alçada/ Coty Cream", 1996. Em 1990 idealizara e produzira a iniciática antologia de nova música improvisada, Vidya, que reuniu alguns dos principais músicos da área (e.g. M. Azguime, C. Zíngaro, R. Toral, N. Rebelo, Sei Miguel, Tozé Ferreira, Osso Exótico, J. P. Feliciano, Saheb Sarbib, J. Lima Barreto e Elliott Sharp, e.a.). A partir desta data encetara uma aprendizagem própria e singular da notação musical, iniciando uma carreira enquanto compositor de música clássica contemporânea.

Em 1994, formou o agrupamento Vidya Ensemble para a interpretação de algumas das suas obras (e.g. "Vidya Ensemble - Stress/Relax",1996). Posteriormente, intérpretes virtuosos como a soprano Ana Ester Neves (e.g. "a vaca de aço" e "os galos de Madeira" sobre poemas de Herberto Helder; "tocata 2", poesia de M. Cesariny); o poli-saxofonista Daniel Kientzy (no CD "sax works" 2003; algumas obras: "Gula", "Musique Céréale", "Cyberpunk", e.a.); o trombonista Giancarlo Schiaffini na criação de "Síndroma de Babel"); o pianista John Tilbury (e.g. "gracefull brilliance", "spin", e. a.); os flautistas de bisel Kathryn Bennets, Peter Bowman (e.g. "duplicator II" na antologia" flights of fancy", Londres, 2003"), e. a., gravaram e interpretaram obras de sua autoria em concertos e festivais nacionais estrangeiros (em CD: "works", 2001). Entrou com uma composição no fonograma "In Memoriam Peixinho", Paris, 2001.

Desde a mesma década, compõe regularmente em trabalhos de música funcional para dança (e.g. Paulo Ribeiro, 1996, "rumor dos deuses"; João Fiadeiro, 1997-1999, "mindfield"; João Galante e Teresa Prima 1997-2003, "new babilonia"; Paula Castro, 1998; Aldara Bizarro, 2002/ 2003, e.a); para teatro (e.g. Cornucópia, 1984, 2002, Zimbelino"; Jean Jourdheil, 1997, "Germania III"; Ricardo Pais, 1997-2003, "Noite de Reis", "As Lições", "A Castro" ou "Hamlet"; Nuno Carinhas /Mário Cesariny, "um auto para Jerusalém",2002; e.a.); para cinema (e.g. Edgar Pêra, 2001-2003, "o homem teatro"; para performarte ( e.g. Elizabete Mileu, Rui Orfão, 1987; J. Galante, 2001-2003; Objectos Perdidos/Paulo Eno, 1987-2003, e.a.).

Como videasta singular criou obras de video music e ficcionais, como "O Alienado",1988; "Vidya",1989; "Efeito Borboleta",1995; "A Poeira de Cantor", 1996; "Sex Drive", 1997; "Etaoin", 1999; e.a.; e, compôs música para videogramas de E.M. de Melo e Castro, 1985-1991, Rita Nunes, 1999, Edgar Pêra, 2002-2003, e.a. Concretizou música para instalações (e.g. esculturas multimedia de Joana Vasconcelos, 2002-2003); produziu vários discos de autores experimentalistas, deu conferências e leccionou seminários privados e públicos; autor do programa de rádio "Cantão do Rock", Macau, 1989. Escreveu o livro "A música na era do porquinho Baby"; redigiu vários manifestos sobre rock, música contemporânea, jazz, improvisada, num estilo irónico e pedagógico. Foi intérprete em vários dos discos de pop experimental que produziu e, com Telectu, actuou e gravou internacionalmente, com diversos músicos de grande projecção cultural.

A sua técnica instrumental caracteriza-se pelo recurso a patterns na execução de escalas baseadas na linguagem modal, sobretudo no desempenho de improvisações no âmbito do pop-rock. Na criação de música improvisada, recorre frequentemente a técnicas instrumentais menos comuns (designadas "instrumental extended techniques") de modo a explorar as várias potencialidades tímbricas e texturais. É também frequente o uso do processamento electrónico do som. Com uma forte componente humorística (no uso de alguns timbres, nas técnicas instrumentais e vocais, nos textos, e.a.); o seu estilo composicional é igualmente caracterizado pela exploração de pequenos fragmentos (uma escala, uma sucessão de sons, uma pequena frase rítmica) e pelo recurso a técnicas instrumentais menos comuns (e.g. tapping no contrabaixo) para a obtenção de timbres específicos, não directamente associados à fonte sonora que os produziu.

Na sua escrita musical procura igualmente utilizar símbolos gráficos, por vezes inovadores. É frequente o recurso à tecnologia informática aplicada, à musica e a técnicas de sampling e processamento electrónico do som no seu método de génese. Desempenhando várias funções em diferentes actividades artísticas , a sua acção pautou-se pelo cruzamento e aproximação de diferentes domínios da música. A sua carreira constitui igualmente o paradigma do músico que, iniciando actividade no âmbito do pop-rock, foi progressivamente aproximando-se dos círculos e das práticas de produção erudita, como o minimalismo; uma trajectória solipsista, encantatória, intervencionismo estético vivaz.

Pedro Rôxo

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03 Julho 2006

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