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ÓRGÃOS DE TUBOS DE PORTUGAL

"ORGANO AD ALA IL LUSITANO"

Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Organo ad ala Il Lusitano, órgão construído por Nicola Ferroni no ano de 2017. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Organo ad ala Il Lusitano, órgão construído por Nicola Ferroni no ano de 2017, vista geral (alguns painéis de protecção ausentes). Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

ÓRGÃOS POSITIVOS

Um órgão de baixo contínuo é um instrumento de pequenas dimensões contido numa caixa robusta transportável, e que se destina principalmente à realização do baixo contínuo e ao acompanhamento de grupos vocais e/ou instrumentais. É indicado para a execução de música de câmara, podendo contudo servir a liturgia em pequenas igrejas ou capelas.

Geralmente apresenta-se com um único teclado manual e poucos registos. O registo de base, normalmente um Bordão de 8 pés, é constituído por tubos tapados cuja secção transversal é rectangular, muitas vezes dispostos na horizontal tendo em conta as reduzidas dimensões da caixa.

Outros registos frequentes são a Flauta de Chaminé de 4 pés ou o Principal de 2 pés, com ou sem divisão do teclado em registos de mão esquerda e mão direita. A possibilidade de ampliarmos os recursos tímbricos deste tipo de instrumento é limitada às dimensões do fole e do someiro: as exigências de transporte impõem que um tubo de 4 pés seja o limite tendo em conta a altura e a largura caixa, ou um tubo de 2 pés tendo em conta a profundidade da mesma.

Assim sendo, raramente a disposição fónica é mais rica, podendo apresentar um registo solista apenas para a mão direita (Nasardo 2 2/3’ ou Corneta 1 3/5’), um registo de mistura (Decimanona 1 1/3’, Vigesimasegunda 1’ ou Cimbala) ou um registo de palheta com ressoador curto (Regal 8’). Este último poderá constituir, por si só, um pequeno órgão, tal como é sugerido por Claudio Monteverdi na sua ópera Orfeu, em 1607.

Para a exigência da prática de baixo contínuo nos dias de hoje, é normalmente prevista uma transposição do teclado que pode ir desde um ou meio-tom mais grave até meio-tom mais agudo. Os tubos são na sua grande maioria feitos em madeira e colocados para que possam resistir às manobras de transporte do instrumento.

Instrumentos deste tipo são regularmente empregues na execução de música barroca que implique realização de um baixo contínuo feito por um instrumento de tecla. Alemanha, Holanda e França são os países que estão sempre na vanguarda no que diz respeito à produção de tais instrumentos.

Historicamente, o Organo di legno está documentado em Itália desde o renascimento. Os tubos deste instrumento eram feitos em madeira. Entretanto, outros tipos de instrumentos foram sendo desenvolvidos e usados para os mais diversos fins, incluindo procissões religiosas, mesmo ao ar livre. Devido ao aumento de tamanho destes, era necessária uma separação entre a base, que continha o fole, e o corpo da caixa, contendo o teclado, a mecânica, o someiro e os tubos.

Eram instrumentos onde apenas os tubos mais graves eram feitos em madeira. Os restantes tubos, na fachada e parte interna eram feitos em estanho, liga de estanho e chumbo, ou apenas chumbo. Muitas vezes, a base destes instrumentos era o Principal de 8 pés, com a primeira oitava curta contendo tubos tapados dispostos contra o fundo da caixa e constantemente audíveis, quer este registo se encontrasse ligado ou desligado. Muitas vezes, por razões de economia de espaço, existiam instrumentos que tinham por base um Principal de 4 pés.

Organizar os tubos de acordo com uma sucessão cromática permitiu reduzirmos a altura e o tamanho da caixa, bem como alterar o sistema de transmissão. Este modelo de órgão ficou conhecido como Organo ad ala, um tipo de órgão positivo que se podia mover e pousar, por contraste com o órgão de igreja, imóvel numa parede e designado por grossi da muro.

Outros modelos, como o Tischorgel, eram alimentados por dois foles em forma de cunha directamente ligados ao someiro e operados manualmente.

No século XVII, este tipo de instrumento de pequenas dimensões foi muito difundido no centro de Itália, particularmente em Roma. Tratava-se normalmente de um instrumento baseado num Principale de 8 pés, com algumas filas de tubos que constituíam o ripieno do órgão e que podiam ir desde a Ottava à Vigesimaseconda ou até mesmo à Vigesimanona, e um ou dois registos de concerto, sobretudo nos instrumentos provenientes da região sul, quase sempre Flauto in Ottava ou Flauto in Duodecima, e Voce Umana.

A necessidade de compactação do instrumento impunha algumas escolhas drásticas: primeira oitava curta (sem as quatro primeiras notas cromáticas), tubos tapados em madeira na primeira oitava grave e tubos abertos também em madeira na segunda oitava do Principale, tubos abertos em madeira na primeira e até segunda oitavas no registo de Ottava.

Não podemos dizer que o transporte deste tipo de instrumento era fácil, tendo em conta o peso e a inexistência de uma estrutura ideal para desmontagem rápida, bem como a sua colocação em zonas pouco espaçosas, que tornava quase impossíveis estes transportes.

No entanto, a versatilidade destes instrumentos, inicialmente pensados para a realização do baixo contínuo, mas que se afirmaram posteriormente como instrumentos para música a solo, têm estimulado a pesquisa e criação dos mesmos, adequados às necessidades dos grupos vocais e/ou orquestrais modernos.

O desafio à construção deste tipo de instrumento prende-se com a qualidade da música ouvida, ainda que as facilidades de transporte de um Truhenorgel sejam inegáveis, onde bastam uma carrinha e duas pessoas para o mobilizarem, sendo que quase sempre há necessidade de realizar esse transporte numa carrinha onde possa igualmente caber um cravo para um mesmo concerto.

O Truhenorgel é uma invenção do século XX, criado para atender às necessidades de grupos de música antiga.

Assim sendo, com base na esperança de que um Principale em estanho, injustamente usurpado por outros registos como o Bordone ou as flautas em madeira, volte a ressoar na execução de música antiga do renascimento e do barroco, esperamos poder devolver uma parte significativa da história da música à sua verdadeira dignidade e autenticidade.

ORGANO AD ALA ‘IL LUSITANO’

O órgão positivo de estilo ‘ad ala’ construído por Nicola Ferroni no ano de 2017 foi pensado para preencher uma lacuna existente em Portugal no que diz respeito à prática de baixo contínuo tendo por base uma interpretação historicamente informada, sendo que o tipo de instrumento para o qual a respectiva música foi idealizada terá influência no resultado final que nos chega ao ouvido.

O órgão de igreja era o instrumento que servia de base a esta função, sendo que, no caso particular de interpretação da música italiana dos séculos XVI e XVII, o Organo ad ala poderia ser uma alternativa viável, sobretudo fora do espaço eclesiástico. Assim sendo, trata-se de um instrumento transportável, condição muito importante, tendo em conta que numa igreja nem sempre nos é possível encontrar um instrumento que sirva os nossos interesses de acordo com o género musical em questão.

O instrumento foi dotado de um certo número de possibilidades ao nível da registação, para que também parte do repertório solístico ficasse coberta, tal como era possível na altura, atendendo à sua versatilidade. Assim, uma grande parte do repertório para órgão de compositores italianos, alemães, holandeses, espanhóis ou portugueses dos séculos XVI e XVII torna-se possível de executar, bem como boa parte da música do século XVIII proveniente de compositores dos referidos países. E tendo em conta que o temperamento é ajustável consoante o repertório a executar, poderemos ouvir sons muito semelhantes ao de um instrumento histórico.

O instrumento apresenta as seguintes características:

Disposição fónica:

Esquerda
 
Direita
Principale (1)
 
Principale
Ottava (2)
 
Ottava
Decimaquinta
 
Decimaquinta
Decimanona
 
Decimanona (5)
Vigesimaseconda (6)
Flauto in duodecima (3)
 
Flauto in Duodecima
    Cornetta (4)
Violoncello Violoncello

 

(1) Lá#0-Fá#1: tubos tapados em madeira; Sol1-Si1: tubos abertos em madeira; a partir de Dó2: tubos abertos em liga metálica [para um diapasão de Lá3 = 440 Hz]

(2) Lá#0-Si1: tubos abertos em madeira [para um diapasão de Lá3 = 440 Hz]

(3) Lá#0-Lá1: tubos tapados em madeira [para um diapasão de Lá3 = 440 Hz]

(4) Retorno à oitava inferior em Dó#5 [Flauta cónica em 17ª]

(5) Retorno à oitava inferior em Fá#4

(6) Retorno à oitava inferior em Dó#4 e novamente em Dó#5

** Principale, Ottava, Quintadecima, Decimanona e Vigesimaseconda: dimensões dos tubos e respectivas progressões com base em órgãos construídos por escolas napolitanas (séc. XVI).

** Flauto in Duodecima: dimensões dos tubos e respectivas progressões com base em órgãos construídos por Carlo Traeri (séc. XVII)

** Cornetta e Violoncello: dimensões dos tubos e respectivas progressões com base em órgãos construídos por Gaetano Callido (séc. XVIII)

 

Diapasão

Lá3 = 440 Hz à temperatura de 20º C

 

Teclado

• Cromático com 51 teclas [Dó1-Ré5]

• Transpositor (com adição de: Lá#0 a 392 Hz, Si0 a 415 Hz e Ré#5 a 466 Hz)

• Divisão esquerda-direita em Dó3/Dó#3 [para um diapasão de Lá3 = 440 Hz]

 

Pedaleira

• Constantemente unida ao teclado

• Cromática com 13 teclas [Dó1-Dó2]

 

Registos

Dispostos em duas filas verticais a cada lado do teclado:

• Esquerdo: Violoncello (E/D), Flauto in Duodecima (E/D), Decimanona (E/D) e Cornetta (D)

• Direito: Principale (E/D), Ottava (E/D), Decimaquinta (E/D) e Vigesimaseconda

Em tempo oportuno será construído um novo registo e que irá ocupar a posição do Violoncello. Sempre que necessário e assim o repertório o exija, haverá lugar à substituição temporária deste último.

 

Pressão do Vento

49 mm em coluna de água

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Tubos de fachada do registo Principale. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Vista anterior da torre coberta pelo respectivo painel protector. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Vista lateral da torre com os tubos mais graves do registo Ottava. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Vista lateral da torre. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano
Pormenor decorativo da torre. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Vista lateral superior da asa. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Vista posterior da torre. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano
União torre/asa. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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PAINEL DE REGISTOS

Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Painel de registos no lado direito do teclado: Principale (E/D), Ottava (E/D), Quintadecima (E/D) e Vigesimaseconda [inteiro]. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Painel de registos no lado esquerdo do teclado: Violoncello (E/D), Flauto in Duodecima (E/D), Decimanona (E/D) e Cornetta (D). Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Parte mecânica dos registos. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Manual e pedaleira. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Manual. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Manual e pedaleira. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Teclado, pedaleira e banco. Foto Nuno Oliveira, julho 2017. 
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Pedaleira cromática de 13 notas (Dó1-Dó2). Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Pedaleira cromática de 13 notas (Dó1-Dó2). Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Parte mecânica do teclado. Foto Nuno Oliveira, julho 2017. 
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Parte mecânica do teclado. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano
Trabalhos na parte mecânica do teclado. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano
Vista posterior da parte mecânica do teclado . Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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TUBARIA

Organo ad ala Il Lusitano
Vista interior da asa. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano

Vista interior de alguns dos tubos do registo Principale que compõem a fachada. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala Il Lusitano
Vista interior da torre. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano
Vista interior da asa. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Vista interior dos tubos colocados na asa. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Vista interior dos tubos colocados na asa. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Tubos da região aguda dos registos Quintadecima, Decimanona e Vigesimaseconda / Tubos de Cornetta. Foto Nuno Oliveira, julho 2017. 

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Tubos da região grave dos registos Quintadecima, Decimanona e Vigesimaseconda. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala Il Lusitano
Vista interior da asa. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Tubos em madeira (abertos e tapados) do registo Principale. Foto Nuno Oliveira, julho 2017. 

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Tubos em madeira (abertos e tapados) do registo Principale. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Tubos em madeira (abertos e tapados) dos registos Principale e Ottava. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Tubos em madeira (abertos e tapados) dos registos Principale e Ottava. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Tubos em madeira (abertos e tapados) dos registos Principale, Ottava e Flauto in Duodecima. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017

Tubos em madeira (abertos e tapados) dos registos Principale, Ottava e Flauto in Duodecima. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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Organo ad ala Il Lusitano
Tubos dos registos Principale e Ottava. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano
Registo Violoncello. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano
Tubos do registo Violoncello. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano
Registo Violoncello. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano
Pormenor de tubo do registo Ottava. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano
Tubo do registo violoncelo. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano
Vista posterior da asa com o registo Violoncello ausente. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala Il Lusitano

Base com alguns tubos em madeira (abertos e tapados) do registo Principale. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.

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SOMEIRO

Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Someiro. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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Organo ad ala 'Il Lusitano', construído por Nicola Ferroni no ano de 2017
Vista interior do someiro. Foto Nuno Oliveira, julho 2017.
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