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MÚSICA E AMBIENTE

Linha

GAIA 2013

GaiaShopping, 22 de Junho de 2013, Expo Reciclagem Musical

Expo Reciclagem Musical, GaiaShopping, Portugal, 22 de Junho de 2013

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O workshop "Construindo a Música" Corporativo é dirigido especialmente para cursos de Treinamento & Desenvolvimento de colaboradores de grupos empresariais. Neste workshop específico são desenvolvidas ações altamente interativas como construção coletiva de instrumentos musicais ecológicos, dinâmicas de integração, composição coletiva com os temas do curso (letra a partir de frases e idéias principais), arranjo, ensaio e apresentação final com registro em vídeo. 

A busca de soluções compartilhadas no trabalho de equipe, equipes heterogêneas e dialogando entre si, metas com tempo fixo e qualidade e grande envolvimento são os objetivos principais.

Corporações como Banco do Brasil, HSBC Sustentabilidade, Kraft Foods, Renault do Brasil, GVT, Positivo Informática, Editora Positivo e outros segmentos oficiais e privados já puderam comprovar os benefícios que as práticas musicais coletivas dirigidas podem proporcionar, dando maior estímulo, agregando valores coletivos e unificando o sentimento de grupo.

Varias empresas já perceberam a importância da música na formação e valorização de seus colaboradores. Peça sem compromisso o pré-projeto para seu grupo empresarial com informações, imagens e links para sua apreciação e conhecimento.

Contacto:

BlogueBlogue: construindoamusica.blogspot.pt/

Correio electrónicoCorreio: construindoamusica@gmail.com

Construindo a música
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No mês de Junho de 2006 a Ericsson levou a cabo uma iniciativa ambiental que consistiu na limpeza da Praia de Algés, Oeiras. Participaram nesta acção cerca de 30 colaboradores da empresa, tendo recolhido cerca de 500 kg de lixo. Parte dos resíduos serviu para a construção de instrumentos musicais feitos em oficinas montadas de propósito para o efeito.

A Ericsson realizou esta acção com o apoio dos Jovens em Movimento da Câmara Municipal de Oeiras.

Meloteca, 12 Janeiro 2007

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RECICLO DOS RITMOS

Paulinho Kaimã criou no Brasil o projecto "Sons e Sucatas", construção de instrumentos musicais a partir de desperdícios. Fez trabalhos artísticos com crianças de favela de São Paulo, Brasil, um Curso de Percussão/Teatro/Artesanato, Oficina de construção de instrumentos percussivos a partir de sucata, Curso de Percussão Afro-Samba-Reggae, Curso Investigação dos Ritmos para Teatro, Construção de instrumentos em PVC e madeira, Oficina sobre Música Popular Brasileira.

Em 1998, Kaimã participou na Expo'98 em Lisboa, tendo ficado desde então em Portugal a desenvolver, entre outros os seguintes trabalhos musicais:

Oficinas de percussão: Braga (1998); Silvares (Fundão, 2000); Workshop com Rui Junior (Toca Rufar); Workshop na FNAC (2001);

Trabalho de percussão no Balleteatro e no Centro de Dança do Porto (2002);

Director musical da Escola de Samba de Lordelo (Paredes, desde 1998)

Acção de Formação em Percussão na Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto (desde 2004);

Acção de Formação do projecto "Sons e Sucatas" para o Dia da Percussão em Viana do Castelo (2005);

Coordenador e Director musical do projecto Roda dos Ritmos (Porto);

Curso de Percussão e Formação de Grupo de Percussão na Casa das Glicínias (Porto);

Projectos de construcção de instrumentos através de materiais recicláveis (Porto);

Criador do projecto Re-Ciclo dos Ritmos.

Joana Marques, criadora do ReCiclo dos Ritmos juntamente com Paulinho Kaymã, é formada em Sociologia pela Universidade do Porto (2004) e com um ano de investigação na Universidade de Bergen (Noruega). Fez um trabalho de investigação sobre crianças de rua (2000/2001), um trabalho de investigação sobre o sociólogo enquanto agente de desenvolvimento (2002/2003), e tese de licenciatura sobre políticas de cooperação para o desenvolvimento (2003/2004). Integra desde Outubro de 2004 o projecto Roda dos Ritmos, iniciativa da Fundação para o Desenvolvimeno Social do Porto, onde desenvolve actividades com crianças, idosos, portadores de deficiências. Frequenta desde 2004 o curso de formação em percussão Kaiymã Drums. Orienta oficinas na área de construção de instrumentos musicais através de reciclagem. É formadora da Acção de Formação "Sons e Sucatas" para o Dia da Percussão em Viana do Castelo. Integra um grupo de percussão feminino, com várias apresentações na FNAC.

Fonte: reciclodosritmos

Meloteca, 13 Janeiro 2007

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MÚSICA E RECICLAGEM NO OESTE DO RIO, BRASIL

No projecto "Reciclagem, Misancene e Música", em Realengo (Oeste do Rio, Brasil), reutiliza-se o que muitos deitam fora, fazendo-se instrumentos com tampas de refrigerante, tubos de PVC, troncos e campainhas de telefone. Os instrumentos originais inspiram e geram novos músicos que se aventuram por ritmos como maracatu, samba, funk e MPB. O padrinho é Hermeto Paschoal. "Quando cheguei não sabia tocar nenhum instrumento, mas tinha vontade de aprender. Hoje sei tocar um pouco de tudo", diz Marlon Maike, 11 anos, um dos 22 elementos das oficinas, que acontecem na sede da Associação de Moradores da Carumbé (AMOCAR), parceira do projecto.

Das aulas, que acontecem duas vezes por semana, com oficinas de prática de conjunto e de construção de instrumentos, participam adultos, jovens e crianças da comunidade.

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MOLA DE FOGÃO TORNA-SE RECO-RECO

A organização do projecto está nas mãos de quatro amigos. Eles resolveram que era preciso fazer alguma coisa pelo cenário sócio-cultural e pelo meio ambiente em Mangueiral. À frente da coordenação está o músico Marcelo Gularte, que retornou à comunidade após a perda de um irmão, vítima da violência.

"Fui criado no Mangueiral, depois morei na Zona Sul e, há cerca de dois anos, voltei pra cá, onde meu irmão viveu. Percebi que tinha que fazer alguma coisa para dar perspectiva aos jovens", conta.

Entre os instrumentos que os alunos aprendem a confeccionar estão chocalhos feitos de coco, reco-reco de bambu, pau de chuva de cano de PVC, além de outros instrumentos de percussão. Entre eles, uma velha campainha de telefone e baquetas fabricadas a partir de galho de árvore e pedaço de borracha.

Nada é desperdiçado. Com a tampa do filtro de ar de um carro e uma mola de porta de fogão, por exemplo, foi feito um reco-reco baptizado de trovão. "A sonoridade é estridente, parece uma guitarra distorcida", observa o professor de construção de instrumentos Carlos Henrique Gomes da Silva.

A matéria-prima é retirada do lixo. "A ideia é incentivar a colecta selectiva. Nós costumamos reunir um grupo, colectamos e trazemos os reciclados para a sede do projecto. Os participantes ajudam-nos a escolher o que será utilizado", diz o coordenador e músico Marcelo Gularte. Durante as aulas, os participantes adquirem conhecimentos sobre cultura, história e educação ambiental.

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RECICLAR PESSOAS

As oficinas também dão espaço para a criatividade e a experimentação. "Nós, que trabalhamos com instrumentos artesanais, somos parecidos com os cientistas - estamos sempre a pesquisar novas fórmulas", diz Fábio Santos, de 29 anos, mostrando uma harpa africana que costumava ser tocada quando o chefe de uma tribo morria. "Mas ela era feita com outros materiais", observa.

No Rio, o marfim foi substituído por braços de árvore de goiabeira e os pinos de afinação de madeira foram trocados por pinos de mesa de 'snooker'. "Enfim, tudo foi adaptado para as nossas possibilidades", diz Fábio, um dos colaboradores do projecto.

O presidente da Associação de Moradores, Cláudio Peixe, 35 anos, conta que recentemente os moradores de Mangueiral passaram a guardar material reciclável para doar às oficinas. "Tem menos lixo a ser lançado aos rios da comunidade", diz.

"As crianças ficam abismadas quando descobrem que é possível tirar som de um coco ou de um cano. O projeto fortalece a vontade de aprender", afirma. Cláudio sorri ao falar sobre os organizadores do projecto. "O mais engraçado é que somos amigos de infância. Éramos todos umas pestes, a gente brincava com tudo o que encontrava pela frente. Hoje eu sou presidente da associação, eles coordenam o projecto e tudo é feito na maior seriedade", afirma Cláudio.

Segundo o coordenador do "Reciclagem, Misancene e Música", Marcelo Gularte, projecto surgiu diante da falta de recursos para a compra de instrumentos musicais aliada à preocupação com a preservação ambiental.

"Era preciso promover uma mudança produtiva no cenário cultural de Zona Oeste, que estava estagnado. Os jovens queriam tocar, queriam participar, mas não tinham espaço nem dinheiro. Ao mesmo tempo, eu via um monte de lixo sendo depositado no rio, nas ruas, e isso incomodava-me", diz.

Marcelo usa o conceito ambiental de forma bem ampla: "Quando falamos em reciclagem não estamos a falar apenas do lixo, mas também de reciclar as pessoas, que se encontram sem auto-estima, sem perspectiva de vida, na posição de objectos. Temos o objectivo de mudar essa situação social através da música", assinala. Para colocar o projecto em prática, foi fundamental o compromisso de Cacá, morador de Mangueiral.

"Por falta de recursos, sempre fui um músico auto-didacta. Queria aprender a tocar instrumentos, mas não tinha dinheiro para comprá-los. Então comecei a pesquisar outros timbres, a procurar maneiras de fazer eu mesmo os instrumentos, com peças que ia encontrando por aqui", diz o músico.

Cacá já andava a pesquisar ritmos brasileiros quando mergulhou de cabeça na ideia de reunir músicos da comunidade que, como ele, fossem auto-didactas. O embrião do "Reciclagem Misancene e Música" foi o "Código de Barra", projecto que promovia apresentações ao ar livre com alguns instrumentos de material reciclado. "O nome era uma referência aos músicos que eram barrados nos grandes eventos porque não tinham dinheiro, daí a palavra barra", explica.

O grupo - que reunia cerca de dez pessoas - pesquisava novas sonoridades e trabalhava em apresentações que misturavam artes cênicas e música. Os espectáculos aconteciam em espaços alternativos, como do lado de fora das lonas culturais. As pessoas que passavam podiam olhar a apresentação e tocar os instrumentos.

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FORÇA DE HERMETO

A partir do "Código de Barra", a pesquisa de novos ritmos enriqueceu-se até se tornar o projecto atual. "A ideia foi ganhando corpo, as crianças e os adolescentes foram-se interessando", lembra o coordenador Marcelo. Ele conta que o pontapé inicial foi o primeiro lugar no concurso "Acção Durban", voltado para o estímulo a práticas sócio-culturais. O empurrão final foi dado com uma carta de referência dada por Hermeto Pascoal. "Ele fazia ensaios abertos em casa e já conhecia o nosso trabalho de pesquisa musical.

Ao dar essa ajuda, Hermeto Pascoal acabou tornando-se uma espécie de padrinho do projecto", lembra o coordenador Marcelo.

Com o primeiro lugar no concurso, o "Reciclagem Misancene e Música" teve financiamento durante cinco meses. "Agora estamos em busca de novos patrocínios", diz. Apesar de reconhecer que é dura a estrada para os músicos, o grupo conta com orgulho que a fabricação de instrumentos musicais só tem ganhado força nos últimos anos.

Prova disso é o trabalho realizado pelo artesão e contrabaixista Alexandre Braga, 30 anos. Nas mãos do músico, os instrumentos ganham sofisticação. Um cano de PVC acopla-se ao miolo de uma velha flauta doce e a uma cabaça para dar origem ao 'clarinete-cano'. Existe, ainda, uma variação desta fórmula, feita com um joelho do cano de PVC - o 'sax-cano'.

"A sonoridade é única", diz o contrabaixista, que dá aulas particulares de fabricação e prática de instrumentos em Realengo e São Gonçalo (região metropolitana do Rio). Alexandre sonha colocar em prática seu próprio projecto em uma comunidade de Realengo, bairro da Zona Oeste, onde mora: "Acho importante que esse tipo de oficina atinja outras comunidades". Alguém duvida?

Júlia Duque Estrada

Fonte: www.gabeira.com.br

Meloteca, 12 Janeiro 2007

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